Les Misérables: depois de ser imortalizado na literatura e no teatro, chegou a vez do cinema

O livro, obra-prima do francês Vitor Hugo, publicado em 1862, foi um estrondoso sucesso. “A história passa-se na França do século XIX entre duas grandes batalhas: a Batalha de Waterloo (1815) e os motins de junho de 1832. Daqui resulta, por cinco volumes, a vida de Jean Valjean, um condenado posto em liberdade, até sua morte. Em torno dele giram algumas pessoas que vão dar seus nomes para os diferentes volumes do romance, testemunhando a miséria deste século, a pobreza miserável de: Fantine, Cosette, Marius, mas também Thénardier (incluindo Éponine e Gavroche) e o inspetor Javert” (fonte: wikipédia)

Após a publicação do livro, já foram gravadas dezenas de produções para o cinema e para a televisão.

Em relação ao teatro, Les Miserables é presença obrigatória nos circuitos da Broadway (Nova Iorque) e Londres.

O filme de 2012, recém-lançado e em cartaz nos cinemas de todo o mundo, é um musical, com 2 horas e 38 minutos, e conta com grandes atores, tais como Hugh Jackman (Wolverine), Russel Crowe (Robin Hood), Anne Hathaway (Amor e outras drogas), Amanda Seyfried (Mama mia e Cartas para Julieta) e Sacha Baron Cohen (O Ditador e Borat).

Achei o filme comovente. Embora não tenha lido o livro (por enquanto), imagino que o filme tenha conseguido transmitir a mensagem de Vitor Hugo: apesar das revoluções e conquistas da humanidade, a miséria humana ainda precisa ser vencida e conhecida por todos.

Há quem diga que o filme é chato. Peço que me desculpem quem assim pensa, mas discordo com veemência: o filme, apesar de longo, prende a atenção do espectador o tempo inteiro. As performances dos atores são maravilhosas. Todos cantam bem.

Por falar em cantar, as músicas, apesar de desconhecidas, são lindas. É verdade que ainda existe um certo tabu que nós brasileiros temos em relação aos musicais. Particularmente, penso que são fantásticos, seja no teatro, seja no cinema. Para quem viaja ao exterior e quer curtir um bom teatro, os musicais acabam sendo a melhor opção diante da barreira linguistica. Certa vez assisti uma peça da Agatha Christie em Londres (A ratoeira, em cartaz há mais de 50 anos), e gostei bastante. Mas apesar de eu ter lido o livro antes e de falar inglês razoavelmente bem, não consegui entendi diversas falas. No cinema, os musicais têm a ajuda das legendas, que tornam bem mais fácil compreender o enredo.

O figurino e fotografia do filme estão impecáveis. Mais que recomendo este filme: gostaria de assistir de novo. O orçamento de U$ 61 milhões para produção do filme foi bem gasto e rapidamente será recuperado com a bilheteria e pelos vários “oscars” que suponho que vai ganhar.

A história certamente o tornará Les Misérables um clássico do cinema.