Após alguns meses sem frequentar com a assiduidade habitual os cinemas da cidade, voltei com força total. Depois de ter assistido e adorado Os miseráveis (vide post neste blog), ontem foi a vez de “O lado bom da vida”. Confesso que já fui com uma predisposição enorme a favor do filme, especialmente depois de ter assistido ao trailer.

Na verdade, apesar de gostar muito de cinema e de estilos variados, sei que tenho minhas preferências: filmes que retratam algo que pode acontecer a qualquer hora, algo verossímil. Que me perdoem os fãs das sagas, dos filmes de fantasia, terror e ficção científica. Eu gosto mesmo é da realidade, ainda que fantasiada, retratada na telona.

“O lado bom da vida” é daquele tipo de filme que você sai do cinema feliz. Não alegre, feliz. Feliz porque você passou duas horas entretido, diante de uma estória cativante. Duas pessoas desajustadas (para não dizer algo mais forte) acabam se conhecendo e ajudando um ao outro. Com toques de humor (interessante como rio mais nestes filmes que em comédias), de romance e de drama, é um filme que agradará a gregos e troianos. Não que seja um filme comercial. Longe disso. É um filme humano, que trata das relações pessoais, familiares e dos conflitos internos existentes em todas as pessoas, sejam muito, pouco ou nada sãs. Em resumo: é um filme intenso e leve ao mesmo tempo.

Os atores Bradley Cooper e Jennifer Lawrence estão ótimos, além do sempre maravilhoso Robert de Niro (vive um pai perturbado). Concorre a 9 categoria do Oscar.

Excelente, ao menos para mim.

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