Celebrar ou não o Valentine´s Day?

Hoje, 14 de fevereiro, em vários países do mundo (especialmente nos EUA), é celebrado o amor romântico, numa espécie de Dia dos Namorados. É o dia de São Valentim ou Valentine´s Day.

A história do santo e do porquê a data de sua morte se transformou no dia dos namorados é a seguinte:

“O bispo Valentim lutou contra as ordens do imperador Cláudio II, que havia proibido o casamento durante as guerras acreditando que os solteiros eram melhores combatentes.
Além de continuar celebrando casamentos, ele se casou secretamente, apesar da proibição do imperador. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens lhe enviavam flores e bilhetes dizendo que ainda acreditavam no amor. Enquanto aguardava na prisão o cumprimento da sua sentença, ele se apaixonou pela filha cega de um carcereiro e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão. Antes da execução, Valentim escreveu uma mensagem de adeus para ela, na qual assinava como “Seu Namorado” ou “De seu Valentim”.
Considerado mártir pela Igreja Católica, a data de sua morte – 14 de fevereiro – também marca a véspera de lupercais, festas anuais celebradas na Roma antiga em honra de Juno (deusa da mulher e do matrimônio) e de Pan (deus da natureza). Um dos rituais desse festival era a passeata da fertilidade, em que os sacerdotes caminhavam pela cidade batendo em todas as mulheres com correias de couro de cabra para assegurar a fecundidade.
Outra versão diz que no século XVII, ingleses e franceses passaram a celebrar o Dia de São Valentim como a união do Dia dos Namorados. A data foi adotada um século depois nos Estados Unidos, tornando-se o The Valentine’s Day. E na Idade Média, dizia-se que o dia 14 de fevereiro era o primeiro dia de acasalamento dos pássaros. Por isso, os namorados da Idade Média usavam esta ocasião para deixar mensagens de amor na soleira da porta do(a) amado(a)” (wikipédia)

Apesar de comovente, a história faz parte da cultura de outros povos, e não do Brasil. Por aqui, comemoramos o Dia dos Namorados em outra data, 12 de junho, véspera do Dia de Santo Antônio, santo português (daí nossa devoção) que é considerado casamenteiro (daí a escolha da data).

Respeito opiniões contrárias, mas não sairei comemorando datas que não tem qualquer relação com minha cultura, com minhas raízes. Alguém pode dizer: mas e o dia das mães, dos pais, do trabalho, etc… não foram todos “criações” norte-americanas? É verdade, mas em algum momento se incorporaram a nossa cultura. Por enquanto, o Valentine´s Day não se arraigou à cultura brasileira.

Por sinal, também não comemoro o Halloween (Dia das Bruxas), o dia de Ação de Graças (Thanksgiving), nem tão pouco o Ano Novo chinês ou o Ramadã.

Apesar de ter inúmeros motivos para comemorar do dia dos namorados (minha esposa vai gostar de ler isto), deixarei o jantar à luz de velas para o dia 12 de junho. Ou melhor, passarei a comemorar o dia do amor romântico todos os dias em que ele estiver presente em minha vida (espero que sempre esteja).