Minhas cidades preferidas VII. Salamanca

Como poderia deixar de colocar Salamanca em minha lista de cidades preferidas? Jamais esqueceria de ressaltar a cidade que escolhi para morar, onde passei momentos inesquecíveis. Lembro que quando resolvi o doutorado em Direito na Europa, concorri às vagas ofertadas em quatro universidades: Lisboa, Santiago de Compostela, Barcelona e Salamanca. Curiosamente, esta última era a única que não conhecia até então, mas algo me dizia que devia escolhê-la. Foi o que fiz.

Cheguei em Salamanca numa tarde de inverno (lá o inverno é frio mesmo, já que a cidade fica a 800 metros de altitude). Desde o primeiro momento, encantei-me com a cidade; suas construções medievais, seu centro (casco) histórico extremamente preservado, suas duas Catedrais, a Plaza Mayor (a mais bela da Espanha), seus milhares de estudantes, seus bares, sua vida noturna, suas inúmeras escolas de espanhol, etc.

Salamanca é uma cidade de porte médio (180 mil habitantes, dos quais 1/3 deste total é de estudantes de suas duas universidades e das escolas de idiomas da “Capital de la Lengua Española”). Apesar de ser relativamente pequena, oferece todas as comodidades de uma cidade grande: cinemas (pelo menos, umas 30 salas, teatros, shopping center, lojas de departamento, como El Corte Inglés), boas livrarias, muitos cafés e restaurantes de comida de vários lugares do planeta (até restaurante brasileiro tem).

Cidade tombada como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, Salamanca existe desde os tempos dos romanos e cresceu de forma mais acentuada a partir de sua Universidad, a mais antiga da Espanha, de 1218.

Suas construções históricas foram feitas de uma pedra dourada, que dá à cidade uma cor única (Ciudad Dorada). Animada, não para um único dia do ano: basta se deslocar à Plaza Mayor e aos inúmeros pubs que se encontram ao seu redor. Apesar de pequena, é cosmopolita, pois abriga gente de todas as partes. Quem já foi, quer voltar; quem ainda não conhece, deve incluir a cidade em sua próxima viagem.