Em tempos de conclave que irá escolher o sucessor do Papa Bento XVI, li uma notícia que me chamou a atenção exatamente em relação a o local onde será realizado o conclave, a Capela Sistina: a pintura de seu teto estaria completando 500 anos.

A citada Capela fica no Vaticano e o visitante tem acesso à mesma a partir dos Museus Vaticano (foto abaixo do complexo de Museus – ingresso 15 euros).Imagem

Se vale a pena visitar a Capela Sistina??? Como vale!!! A cada ano, 5 milhões de visitantes percorrem os corredores e salas do maravilhoso complexo formado pelos Museus Vaticano (com pinturas, esculturas, mapas e outras obras de arte valiosíssimos), para terminar seu tour no momento de maior expectativa: a visão dos afrescos de Michelangelo e outros artistas nas paredes e teto da Capela Sistina.

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Considero estas pinturas, especialmente as de Michelangelo, a maior obra de arte de toda a história da Humanidade.

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Outros artistas, como Botticelli, também pintaram afrescos na Capela Sistina (nas paredes laterais), mas a obra deixada por Michelangelo (no teto), como os afrescos que retratam a Criação e o Juízo Final é sem comparação.

Sobre o teto da Capela Sistina:

“O Teto da Capela Sistina é um monumental afresco de Michelangelo realizado entre os anos de 1508 e 1512 na Capela Sistina, noVaticano, como o nome indica. Michelangelo teria feito contrariado este trabalho convencido que era mais um escultor, que um pintor. Encarregado pelo Papa Júlio II, sobrinho do Papa Sisto IV, de pintar o teto da capela, julgou ser um conluio de seus rivais para desviá-lo da obra para a qual havia sido chamado a Roma: o mausoléu do Papa. Mas, dedicou-se a tarefa e fez com tanta mestria que praticamente ofuscou as obras primas de seus antecessores na empresa. Os afrescos no teto da Capela Sistina são, de fato, um dos maiores tesouros artísticos da humanidade. É difícil acreditar que tenha sido obra de um só homem, e que o mesmo ainda encontraria forças para retornar ao local, duas décadas depois, e pintar na parede do altar, sacrificando, inclusive, alguns afrescos de Perugino, o “extraordinário espetáculo” do Juízo Final, entre 1535 e 1541, já sob o pontificado de Paulo III. A superfície da abóbada foi dividida em áreas concebendo-se arquitetonicamente o trabalho de maneira que resultasse numa articulação do espaço dividido por pilares. Nas áreas triangulares alocou as figuras de profetas e sibilas; nas retangulares, os episódios do Gênese. Para entender estas últimas deve-se atentar para as que tocam a parede do fundo:

  • Deus separando a Luz das Trevas;
  • Deus criando o Sol e a Lua;
  • Deus separa a terra das águas;
  • A Criação de Adão;
  • A Criação de Eva;
  • o Pecado Original e a expulsão do Paraíso;
  • o Sacrifício de Noé;
  • Dilúvio Universal;
  • e o Noé Embriagado.” (wikipedia)

 

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Posso não ser crítico de arte, ou mesmo especialista no assunto, mas as duas vezes em que estive na Capela Sistina me produziram duas sensações: encantamento absoluto pela obra de Michelangelo e um certo torcicolo, pois fiquei muito tempo apreciando sua obra nas alturas.

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