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Hoje ouvi uma crônica do Arnaldo Jabor na rádio, em que ele analisava a grandiosidade da indústria cinematográfica dos EUA. Jabor demonstrava como os norte-americanos (ou melhor, estadounidenses) tratam a arte do cinema como um verdadeiro entertainment, que gera bilhões de dólares de lucro.

É lógico que os filmes são de qualidade, estão entre os melhores do planeta. Eu, particularmente, acho que os melhores e piores filmes são produzidos por lá. Por isso que na média, fico com o cinema europeu, mas entre meus filmes favoritos, 9 de 10 devem ter vindo dos EUA.

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O que me chama a atenção é como os EUA fazem filmes para exportar sua ideologia, o que é natural. Os filmes brasileiros falam sobre temas…brasileiros. Nos filmes que concorreram ao Oscar, quase todos tratam de temas super americanos: é Lincoln e a luta pela aprovação da emenda constitucional que aboliu a escravidão; este tema (escravidão nos EUA) também foi tratado em Django; em  A hora mais escura, é retratada a perseguição ao inimigo número 1 dos EUA, Osama Bin Laden. O vencedor do Oscar de melhor filme, Argo, retrata uma operação de salvamento de norte-americanos no Irã. E por aí vai.

Alguns críticos destacam que o melhor filme que concorreu ao Oscar, Lincoln, não venceu exatamente porque, ao mostrar o esquema de compra de votos para aprovação da Emenda 13, foi muito crítico em relação ao ex-presidente, tido como um mito nos EUA.

Vale registrar que, de vez em quando, os próprios norte-americanos produzem filmes com uma visão crítica de sua realidade.

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É o poder do dinheiro, que faz impor a cultura do vencedor. Que nós tenhamos pelo menos consciência de que tudo isto ocorre e que possamos apreciar os citados filmes, posto que muitos deles são ótimos, com o devido olhar crítico.

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