A ilha de Manhattan se notabilizou pela enorme quantidade de arranha-céus: prédios de altura absurda. Edifícios como o Empire State Building, Crysler e as Torres Gêmeas do World Trade Center estão no subconsciente coletivo da sociedade contemporânea.

Não obstante, a ideia de se construir edificações altas é antiga. Só para ilustrar este pensamento, a Bíblia já falava na Torre de Babel, cuja existência histórica é até hoje discutida.

Na Idade Média, algumas cidades, sobretudo na Itália, passaram a construir imensas torres, precursoras dos atuais arranha-céus. Uma destas cidade é Bolonha, onde tive a oportunidade de retornar neste último mês de março. As torres de Bolonha eram inúmeras e representavam status social para a família que a construía. Hoje são poucas, estando algumas delas bem inclinadas. Todos ficaram impressionados como as torres estão pendendo para um dos lados. Sobre estas torres: “Das 35 torres recordadas em 1541 por Leandro Alberti até as 200 que Angelo Finelli defende ter identificado em 1929: o número das torres de Bolonha ainda permanece incerto mesmo nas pesquisas mais recentes. As torres em Bolonha são o elemento histórico mais cercado de mistério e fascinio, tanto que até hoje os pesquisadores não conseguem chegar a uma acordo sobre quando, por quem e porque começaram a construí-las.” http://www.blogbelavida.com/tag/cidades+medievais+italianas

Apesar da beleza de Bolonha, a cidade italiana que mais notabilizou por suas torres medievais é San Giminiano, na Toscana. Segundo o wikipedia: “San Gimignano é famosa principalmente pelas cerca de quinze torres medievais ainda presentes no panorama da cidade, que foram as responsáveis pelo apelido de Manhattam da Idade Média. Das 72 entre torres e casas torres, que existiam no período de ouro do Município, até 1580 existiam ainda 25 e hoje existem cerca de quatorze maiores, com outras menores que são vistas na malha urbana. A mais antiga é a Torre del Podestá, também conhecida como Rognosa, que mede 51 metros, já a mais alta é a Torre Grossa, com 54 metros. Um regulamento de 1255 proibiu aos donos de terras construírem torres maiores que a Rognosa, mas as duas famílias mais importantes, os Ardinghelli e os Salvucci, não respeitaram a regra”. A cidade, que visitei em 2010, é um charme mesmo, cheia de ruazinhas estreitas, pracinhas e igrejas. Vale a pena visitá-la.

Por sua vez, no Iémem, em pleno deserto, foi construída uma cidade (Shibam) que é exemplo de planejamento urbanístico até hoje e que tinha as mais altas edificações da época. É a “Manhattan do Deserto”, patrimônio da humanidade. Segundo o wikipedia: “Shibam foi durante muito tempo a capital do Reino de Hadramaut, Iémen. A maior parte das construções são torres e edifícios elevados datados do século XVI, criando uma muralha, que serve de protecção contra ataques de tribos nómadas como os beduínos. Essas construções elevadas deram a Shibam, a mais antiga cidade de arranha céus do mundo, o título de “Manhattan do deserto”, o mais antigo exemplo de planeamento urbano baseado no princípio da construção vertical”