O adorável universo de Agatha Christie

Minha escritora favorita se chama Agatha Christie, escritora inglesa de romances policiais. Para os que ainda não a conhecem, ela alcançou a proeza de ser a autora mais lida de todos os tempos. Segundo algumas fontes, só perderia para a Bíblia. Dizem que suas mais de 80 obras alcançaram a espantosa cifra de mais de 2 bilhões de exemplares, comercializados em mais de 50 línguas.

Desde minha adolescência, leio os livros de Agatha Christie. Eu os levava onde quer que fosse: à praia, à escola, em viagens. Cheguei a ler um livro em dois dias. Virou um hobby que até hoje mantenho (embora faltem poucos livros para completar a coleção, o que é uma pena). Às vezes fico anos sem ler um livro dela, mas quando leio, vejo como é maravilhoso.

Seus livros, ambientados na Inglaterra do começo do século passado, são sempre surpreendentes, inteligentes e cativantes. Tenho os meus preferidos: gosto dos que contam com a presença de Hercule Poirot, embora também goste bastante de Miss Marple. O primeiro e o último livro com Poirot são perfeitos: O assassinato de Roger Akroyd e Cai o pano, respectivamete, são mais que surpreendentes.

Gosto dos livros de Agatha Christie porque eles foram escritos em uma época determinada (início do século XX), mas até hoje são atuais. Gosto de seus livros porque podem ser lidos dos 8 aos 80 anos (evidentemente que também podem ser lidos pelos que têm mais de 80). Apesar de terem como pano de fundo um crime, são livros leves, que tratam de questões do dia a dia, de temas como o amor, a família, a ambição profissional, as fraquezas humanas. Ela faz como poucos uma interessante análise psicológica das personagens (para mim, seu ponto mais alto).

Também gostei muitos dos flimes feitos com base nos livros de Agatha Christie, dentre eles Morte no Nilo, Assassinato no Expresso Oriente e meu favorito, Morte na Praia.

Quando estive passando uma temporada em Londres, fiz questão de assistir A ratoeira, peça que está em cartaz desde 1952 (mais de 25.000 apresentações).

Sinto que tenho uma dívida junto à Agatha, por ter me proporcionado tantos momentos agradáveis. Já sei como pagar: tentarei apresentar seu mundo a meu filho. Ele terá toda a vida para ler seus livros maravilhosos, sem pressa. Certamente ele irá se encantar, assim como venho me encantando há quase 30 anos.