Nada combina tanto com viagens como os mapas. Eu, particularmente, sou louco por eles. Afinal, desde criança vivo em ambientes cercados por eles (minha mãe é professora de Geografia). Gosto especialmente do mapa mundi, embora também tenha mapas da região Nordeste, de Alagoas, do Brasil, etc…

Segundo o wikipedia: “Os mapas mais antigos que se conhecem foram encontrados na antiquíssima cidade de Catal Hüyük, na Turquia, e datam de cerca de 6200 a.C., estando pintados numa parede. Existem também mapas em outras culturas ancestrais como por exemplo na asteca, na esquimó, na mesopotâmica, etc. Com a invenção do papel passaram os mapas a ser desenhados em folhas (talvez daí subsista quase como sinônimo a palavra carta), mais concretamente do termo grego que designava as folhas de papiro usadas na execução dos mapas, e que era karte. O termo carta é normalmente usado para referir mapas antigos. Na Idade Média, os mapas em uso na Europa eram frequentemente centrados em Jerusalém, e com o Oriente para cima.Um dos grandes passos na evolução dos mapas é dado na época dos Descobrimentos, quando as áreas representadas eram bem maiores que anteriormente e havia a necessidade de obter bons níveis de precisão posicional para conseguir navegar com relativa segurança. Em latim, mappa designava lenço e mappa mundi era o mundo em um lenço”.

Se ter um mapa é bom, imagine adquirir um excelente atlas. Ganhei um de presente (foto abaixo), que deve pesar uns 5 quilos: tem representações visuais de cidades a continentes, mostrando com grande detalhamento os mais diversos países.

Também adoro os globos, que representam o planeta Terra (até mesmo a Lua) em terceira dimensão. Acho que todas as crianças deveriam ter um globo em seus quartos (as crianças maiores também deveriam ter).

Minha loucura por mapas também pode ser vista na decoração do escritório de meu apartamento, onde há um grande mapa mundi estilizado (estou olhando para ele neste exato momento). Para combinar com a decoração dos móveis, consegui um mapa personalizado em que a cor do mar é dourado. Ficou lindo.

Gosto de estudar os mapas antes de planejar minhas viagens: ver as distâncias entre as cidades que vou percorrer, analisar o que fazer durante do trajeto (onde parar, o que visitar), são situações que curto fazer, o que dá ao planejamento da viagem um ar especial: a viagem começa antes mesmo de ser iniciada.

Por sua vez, quando chego ao destino planejado, costumo me dirigir à recepção do hotel ou vou a algum centro de informações turísticas para obter um mapa da cidade ou da região que estou visitando. Nada mais útil. Ter senso de localização ajuda a manusear um mapa: saber onde está o norte e o sul é algo básico, mas confunde muita gente. Costumava guardar os mapas utilizados nas viagens, alguns deles bem surrados de tanto uso.  Agora não mais o faço, pois resolvi que a cada viagem, tenho que ter um mapa novo daquele lugar visitado.

Quem é fã de mapas, especialmente os antigos, não pode deixar de visitar a Sala dos Mapas, no Museu Vaticano (vide foto abaixo), que reúne mapas enormes em um enorme corredor. Evidentemente, fiquei extasiado.

Quando se vai viajar, pode-se ter algumas posturas: a primeira, é a de não saber nada sobre o destino escolhido. Isto traz como vantagem (única, por sinal) o elemento surpresa ao visitar cada lugar do roteiro.  Por outro lado, a pessoa vai meio que às cegas, e perde algumas boas oportunidades de ir a lugares que certamente teria gostado de ir, se soubesse que lá estavam. Além disto, perde-se muito tempo quando não se tem uma clara noção de espaço, de distâncias, etc.

A outra postura, que considero preferível, é estudar um pouco o lugar que se vai visitar, pois isto permite que se possa otimizar o tempo, nem sempre tão disponível em viagens. Neste caso, os mapas são os maiores companheiros do viajante, seja antes ou durante a viagem.

Por fim, pergunto-me: como poderia viver sem os mapas?