O amante da Rainha: bastidores da luta pelo poder e o florescer dos ideais do Iluminismo

Filmes que tratam da realeza já saem na frente em questão de glamour. Em “O amante da Rainha”, também há muito requinte da Corte Dinamarquesa, mas há outros fatores que cativam.

Destacaria neste bom filme dois ingredientes muito bem misturados: os bastidores pelo poder, que envolvem dois grupos, um conservador, que quer manter os privilégios da nobreza e a miséria do povo, e outro mais progressista, que tenta implantar as ideias do Iluminismo na Dinamarca até então presa aos resquícios da Idade Média.

Além da luta pelo poder, o outro elemento do filme que me chamou a atenção foi a influência que o médico do Rei consegue ter sobre seu paciente, de maneira a fazer com que este passe a adotar valores revolucionários. O rei, infantil em seu comportamento, passa a brincar de criar leis liberais sem saber muito bem o que estava fazendo, situação contrária a de seu médico, que era um amante das ideias do Iluminismo (e dos aposentos da Rainha também).

Acrescento ainda o fato do filme contar com um bom elenco, além de contar com o frescor do cinema europeu (o filme é dinamarquês e concorreu este ano ao Oscar de melhor filme estrangeiro).

Um filme muito bem feito e que vale a pena ser visto.

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