Sempre tive uma especial predileção pela Alemanha, tanto que, durante alguns anos, estudei o idioma de Goethe. Também me recordo as diversas camisas da seleção alemã que colecionei ao longo dos anos. O que eu gosto na Alemanha? As paisagens, sejam elas naturais ou artificiais, a preocupação com a ecologia, o elevado nível intelectual de seu povo, a valorização da cidadania, o avançado sistema jurídico, a qualidade de vida das grandes cidades, etc.

Diferentemente dos que muitos podem pensar, o povo alemão é acolhedor, a seu modo, é claro. Não espere de um germânico o entusiasmo que se encontra em um latino, mas certamente se você tiver um amigo alemão, pode considerá-lo com tal durante toda a vida. Se um alemão te convidar para visitar sua casa, o fará de forma sincera, e não por educação. Por falar em educação, os alemães que conheci ao longo da vida sempre foram muito gentis e prestativos, e invariavelmente, interessados por assuntos globais, inclusive pelo Brasil. Os alemães são os que mais viajam para o exterior, inclusive os jovens. Apesar de considerar o alemão um idioma não tão difícil, também vale a pena registrar que quase todos os alemães com menos de 50 anos falam inglês, situação que não encontramos facilmente em outros países europeus.

A primeira vez que estive na Alemanha foi em maio de 1998, quando fui visitar um amigo (Crisólogo), colega de alemão na Casa de Cultura e Expressão Alemã da Reitoria da UFAL, que estava cursando Mestrado na tradicional universidade de Göttingen. Aproveitei uma greve da UFAL (na época, fazia o 5° ano de direito) e com o direito que havia juntado do estágio que fazia, consegui juntar uma graninha para a viagem (meus pais bancaram a passagem aérea).

Fiquei 15 dias em Göttingen. A cidade é encantadora, cheia de vida cultural. De lá, de trem, conheci cidades do norte do país: Hannover, Hamburgo, Lübek, Bremen, Berlim e uma praia chamada Timmendorfer Strand. Lembro de como gostava sair de manhã em direção à estação de trem sem saber ao certo para onde iria. Com uma mapa na mão, decidia na hora (ou na véspera) que cidade iria conhecer. Nos finais de semana, Crisólogo se juntava a mim, e viajamos para Berlim e Hamburgo, as maiores cidades do norte do país e ficamos em albergues baratinhos.

Göttingen:

Hannover:

Bremen:

Hamburgo:

Lübek:

Berlim:

Timmendorfer Strand: