Minha mãe é uma peça, o filme: muitas risadas garantidas e destaque para a atuação de Paulo Gustavo

Esta semana assisti o filme “Minha mãe é uma peça”. Estava curioso para saber como esta adaptação da peça teatral de mesmo nome, vista por mais de 1 milhão de espectadores, ficou na tela grande.

Já havia assistido o trailer deste filme umas três vezes. Aliás, isto é ao mesmo tempo bom, porque atiçou minha vontade de ver o filme; e ruim, pois já fui ao cinema sabendo das principais cenas cômicas desta comédia.

Conforme imaginava, o filme é muito engraçado. Fazia tempo que não ria tanto, principalmente com o personagem principal, Dona Hermínia, interpretada pelo ator/comediante Paulo Gustavo, que havia recebido uma indicação ao Prêmio Shell por sua atuação na peça.

No enredo, Dona Hermínia é daquelas donas de casa que não param de falar um minuto. Além disto, é mandona e tenta controlar a vida dos filhos. Apesar de tudo, não tem como não se encantar com o jeito da desbocada e hiperativa Dona Hermínia, sua autenticidade, seus trejeitos e tiradas. Uma figura que nos leva a refletir sobre nossa relação com nossas mães (Dona Hermínia, segundo o próprio Paulo Gustavo, foi inspirada em sua mãe, que aparece dando uma bronca no filho após os créditos do filme).

Os filhos de Dona Hermínia, apesar dos esteriótipos (uma gordinha e um homossexual), são duas atrações a parte deste filme, que conta com as discretas atuações do ex-marido (Herson Capri) e de sua atual namorada (Ingrid Guimarães). Quem também aparece no filme é Sueli Franco, que faz o papel da simpática tia de Dona Hermínia.

Dona Hermínia é coração puro, como normalmente são as mães. Paulo Gustavo conseguiu captar isto de forma maravilhosa, apesar de todos os exageros que ele emprestou ao personagem.

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