Este fim de semana foi surpreendido positivamente: depois de algum tempo ausente da Sessão de Arte, que acontece em todas as manhãs de sábado há 18 anos em Maceió, fui assistir, sem qualquer expectativa, a um filme francês “A filha do pai” .

É lógico que sabia que não sairia decepcionado, já que sou fã do cinema europeu e os filmes selecionadas para a Sessão de Arte costumam ser ótimos (graças a Elinaldo Barros), mas também não supunha que iria gostar tanto deste filme.

O filme é tudo, menos uma superprodução: na verdade, é um filme bem simples. Trata-se de uma estória que retrata uma família pobre que vive na zona rural da França na época da II Guerra Mundial. Nesta família, um pai viúvo cuida com muita dedicação de 6 filhas. Uma delas, uma linda moça de 18 anos, encontra casualmente seu primeiro amor e resolve se entregar a ele, um jovem aviador, filho de um rico comerciante local. O detalhe é que o único encontro entre o jovem casal ocorre no mesmo dia em que o rapaz, sem saber, seria convocado para a guerra. E mais: a jovem está grávida e não sabe o que fazer. Tradicional (isto em 1939, imagine o que significa), o pai da jovem resolve procurar a família do rapaz, que simplesmente o repele, por se tratar de uma pessoa pobre, que poderia estar querendo tirar proveito da situação. Para salvar a “honra” da filha, o pai resolve enviá-la à casa de uma tia, onde o filho nasce. A questão é que o novel avô não resiste e resolve trazer o neto para morar com a família. Neste momento, a família do jovem aviador recebe a notícia de sua morte, o que motiva os avós paternos a procurar e conhecer o neto. No meio de tanta emoção, lições de moral e honra são concedidas a todo instante. O ápice do filme ocorre quando se descobre que, talvez, o pai da criança esteja vivo… O fim você terá que descobrir.

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