Na última vez que estive em Roma, chegamos à cidade no início da noite. Éramos um grupo de 50 pessoas, todos ansiosos para iniciar os primeiros contatos com a Cidade Eterna. Uma parte do grupo resolveu aderir a um tour gastronômico no Trastevere, tradicional bairro onde se encontram muitas cantinas, e outro grupo permaneceu no lobby do hotel, à espera de uma sugestão. Como já havia estado outras vezes na cidade (que é uma das que mais gosto), disse para o pessoal:

“Vamos formar grupos de quatro pessoas e pegar táxis para o centro histórico. Quando o taxista perguntar onde vocês querem ir, digam simplesmente: Pantheón. Nós nos encontraremos na frente do Panteão, ok?”

E saímos em direção ao magnífico centro histórico de Roma. Creio que éramos 20 pessoas (5 táxis). Confesso que, de propósito, não dei ao grupo qualquer informação sobre o Panteão.  Alguns pessoas até me perguntavam o que era o Panteão, mas eu dizia que em poucos minutos eles saberiam por si próprios. Queria ver a reação das pessoas, as bocas abertas, a surpresa nos olhos de quem estivesse, pela primeira vez, contemplando o monumento que mais aprecio em Roma. Conforme imaginei, a reação de todos foi de completo maravilhamento, diante de uma construção de 2 mil anos de história.

Agora, passados alguns meses deste episódio, lembrei-me de outro: na primeira vez que fui a Paris, todos estavam ansiosos por ver a Torre Eiffel. Quando o ônibus foi se aproximando da torre, o guia, com muito tato e esperteza, distraiu a atenção de todos no grupo para o outro lado da rua. Lembro que ele nos apontava um prédio, e relatava, com riqueza de detalhes, onde teria sucedido algum importante acontecimento histórico. Ele chegou a pedir que todos localizassem uma determinada janela em um certo andar do citado prédio. Inocentemente, todos nós obedecemos. A esta altura, já havíamos esquecido a Torre Eiffel. Foi quando o guia nos disse: “Agora, por favor, olhem para o outro lado do ônibus. Foi exatamente no momento que dobrávamos a esquina e nos deparávamos com a visão inesquecível da Torre Eiffel. Lembro perfeitamente do som produzido pela surpresa e alegria de todos: “Oooooohhhhhhhh”. São sensações e surpresas que só uma viagem pode proporcionar.

Sobre o Panteão de Roma:

“O Panteão, situado em RomaItália, também conhecido como Panteão de Agripa, é o único edifício construído na época greco-romana que, actualmente, se encontra em perfeito estado de conservação. Desde que foi construído que se manteve em uso: primeiro como templo dedicado a todos os deuses do panteão romano (daí o seu nome) e, desde o século VII, como templo cristão. É famoso pela sua cúpula. O Panteão original foi construído em 27 a.C., durante a República Romana, durante o terceiro consulado de Marco Vipsânio Agripa. Efectivamente, o seu nome está inscrito sobre o pórtico do edifício. Lê-se aí: M.AGRIPPA.L.F.COS.TERTIUM.FECIT, o que significa: “Construído por Marco Agripa, filho de Lúcio, pela terceira vez cônsul“. De facto, o Panteão de Agripa foi destruído por um incêndio em 80 d.C., sendo totalmente reconstruído em 125, durante o reinado do imperador Adriano, como se pode comprovar pelas datas impressas nos tijolos que fazem parte da sua estrutura. A inscrição original, referindo-se à sua fundação por Agripa foi, então, inserida na fachada da nova construção de acordo com uma prática habitual nos projectos de reconstrução devidos a Adriano, por toda a Roma”. (wikipedia) Registro ainda que no Panteão estão enterrados grandes personagens da vida italiana, como o pinto Rafael e os Reis Humberto I e Vítor Emanuel II.