Imaginem cinco pessoas, já na terceira idade, que mantém uma linda relação de amizade há 5 décadas, que, diante das dificuldades da velhice, resolvem morar juntos?

O roteiro, por si só, já chamaria a atenção. Mais que uma estória inusitada, este belíssimo filme, coprodução franco-alemã, cativa o espectador desde as primeiras cenas.

Os cinco amigos de toda a vida (sendo dois casais e um solteirão que manteve casos com as duas esposas dos amigos) estão enfrentando as inúmeras dificuldades desta fase avançada da vida: a saúde, a solidão, o esquecimento dos filhos e netos, etc.

Sempre juntos, resolvem ir de encontro às convenções, que praticamente os obriga a um fim solitário e sem alegrias, e decidem dividir o mesmo teto. As situações vivenciadas pelo cinco amigos são ora tocantes, ora hilárias, numa mistura perfeita que só o cinema europeu consegue proporcionar.

Os atores do filme são uma atração à parte: Jane Fonda e Geraldine Chaplin, por exemplo, brilham no papel das esposas que, com grande maturidade, tentam cuidar de seus maridos: um com Alzheimer e outro com tédio pela falta de desafios.

Além dos cinco velhinhos, outro bom destaque do filme é o ator alemão Daniel Brühl, que trabalhou no ótimo Adeus Lenin.

Este belo filme aborda com muita sensibilidade (e humor) a questão do envelhecimento e de como as pessoas (e a sociedade) estão se preparando para enfrentá-la. Recomendado demais.