Quem nunca sonhou em fazer uma viagem de volta ao mundo? Sempre que ouço alguém falar o que faria se ficasse milionário, uma das respostas que mais ouço é: “Faria uma viagem ao redor do planeta”.

Como se vê, além de sonho comum a muitas pessoas, este tipo de viagem sempre é associado a gastos altíssimos. Será assim mesmo? Conforme demonstraremos abaixo, o valor é muito inferior ao que se costuma pensar.

Antes, convém destacar que não há consenso sobre o que seja realmente uma “viagem ao redor do mundo” (RTW – Round the world). O que todos concordam é que se trata de uma viagem que abranja um roteiro por diversos continentes.

Quanto aos valores e roteiros disponibilizados, vejam as reportagens abaixo:

As alianças de companhias aéreas. São três: Star AllianceOneworld e SkyTeam. A ideia de uma passagem RTW é que você compre todos os trechos com uma determinada empresa e faça a viagem completa usando não só os voos dela, mas também os das parceiras. Nós compramos a passagem com a Ibéria, mas voamos também com British Airways e Cathay Pacific, entre outras. Só procuramos uma agência de viagens para facilitar o pagamento, já que não tínhamos um cartão de crédito com limite suficiente para pagar a passagem. A Star Alliance é a maior aliança de companhias aéreas do mundo, com 28 membros e mais de 20 mil voos diários. Fazem parte desta aliança empresas como Lufthansa, Singapore Airlines, South African Airways, TAP,  Turkish Airlines… A TAM é a representante brasileira do grupo. A segunda maior aliança é a Skyteam, que tem 19 membros e voa para 187 países. Air France, Alitalia, Aerolineas Argentinas, Delta Air Lines e KLM são algumas das empresas que fazem parte do grupo.

Já a Oneworld é a menor das alianças aéreas, embora tenha alguns nomes de peso: American Airlines, British Airways, Cathay Pacific, LAN e Qantas estão na Oneworld. Atualmente 12 empresas fazem parte da Oneworld, que alcança cerca de 150 países. Foi a aliança que escolhemos para fazer a viagem de volta ao mundo.O funcionamento varia de acordo com a aliança escolhida, mas existem algumas regras comuns.

1- É preciso dar a volta completa no planeta, voando sempre no mesmo sentido (ocidente ou oriente). Ou seja, se você sair do Brasil cruzando o oceano Atlântico, sentido Europa ou África, vai ter que voltar pelo Pacífico.

2 – A viagem termina e começa no mesmo país.

3 – O prazo mínimo permitido pelas companhias aéreas para rodar o globo é de 10 dias. O máximo é um ano, ambos contados a partir da data de embarque no primeiro voo. O número mínimo de trechos é 3, o máximo é 15 ou 16, dependendo de qual aliança aérea o passageiro escolher.

4 – É  possível fazer trechos por superfície e pegar o próximo voo em um aeroporto diferente do que você desembarcou. Nós fizemos o trecho entre Nova Délhi, na Índia, e Katmandu, no Nepal, por fora da passagem de volta ao mundo. Mas atenção: isso também entra na contagem, diminuindo a quantidade de voos que você ainda pode pegar. A mesma coisa acontece quando o voo tem conexão.

5 – O mundo é dividido em zonas (algumas alianças chamam de continentes, mas não são iguais aos continentes geográficos). Há um número limite de voos numa mesma zona e também não é permitido voltar à uma zona depois de sair dela. Você não pode pegar um voo para fora da Ásia e depois voltar, por exemplo.

6 – O preço da passagem é calculado de acordo com o número de milhas que você percorrer, o número de zonas por onde você passar e a classe escolhida para viajar. Como eu disse antes, o preço não é impagável: nós pagamos cerca de U$ 4 mil, incluindo as taxas, e estivemos em 4 continentes: América, Europa, Ásia e Oceania. Muito mais barato do que comprar cada trecho separadamente.

7 – Você pode alterar as datas dos voos sem pagar taxa, desde que dentro da antecedência determinada nas regras da aliança. No entanto, para alterar o roteiro, é preciso pagar.

8 – A empresa que emitir sua primeira passagem será responsável por qualquer alteração que você queira fazer. Se você voar o primeiro trecho com uma empresa de menor porte, esta empresa que fará qualquer alteração de passagem, mesmo quando você estiver do outro lado do mundo. Nós começamos a viagem com a Ibéria e depois não conseguimos alterar datas de voos, quando estávamos na Tailândia. Ligamos para a Ibéria no Brasil, na Espanha e nada… Por isso, um conselho: escolha muito bem a empresa que vai emitir sua passagem de volta ao mundo.

Confira as regras detalhadas nos sites de cada uma das alianças aéreas. Oneworld e StarAlliance e SkyTeam têm planejadores de viagem online. Basta entrar no site para começar a viajar.” Leia mais em: http://www.360meridianos.com/2012/11/como-funciona-a-passagem-de-volta-ao-mundo.html

Em relação à passagem oferecida pela Star Aliance:

Fazer grandes viagens pelo mundo está cada vez mais fácil para os brasileiros: o real se encontra valorizado, o poder aquisitivo da população aumenta a cada ano e exigências de visto vêm caindo uma atrás da outra – México e Rússia estão aí para provar.

As grandes companhias aéreas também têm feito sua parte: nos últimos anos, elas se associaram em alianças que, por preços rebaixados, vendem passagens que levam o turista a diversos destinos ao redor do globo. As ofertas são tentadoras: uma passagem de volta ao mundo vendida pela OneWorld, por exemplo, que é formada por empresas como LAN Chile e Iberia, e permite ao viajante desembarcar em 12 países, custa cerca de R$ 8 mil (com taxas inclusas). Jornadas com um menor número de paradas, mais igualmente extensas, também são permitidas: para fazer uma rota que, saindo de São Paulo, pare em LondresHong KongSidney e Santiago, o turista irá gastar, com a OneWorld, cerca de R$ 7,5 mil (um valor interessante, visto que só uma passagem padrão entre a capital paulista e Hong Kong custa mais de R$ 3 mil). A Star Alliance, por sua vez, que conta com a brasileira TAM e a TAP Portugal entre seus associados, tem tentado promover seus roteiros de maneira temática. Em um evento realizado recentemente em São Paulo, a empresa divulgou a rota “Volta ao Mundo pelas Sete Maravilhas”.

O roteiro abrange os países que abrigam as Sete Maravilhas do Mundo Moderno (oCristo Redentor, no Brasil, o Coliseu romano, na Itália, as ruínas de Machu Picchu, no Peru, o Taj Mahal, na Índia, as ruínas de Chichen Itzá, no México, o sítio arquelógico dePetra, na Jordânia, e a Muralha da China) e está à venda por cerca de R$ 10 mil (preço que inclui todas as passagens e tarifas aeroportuárias). Se o viajante fizesse toda essa viagem por sua conta, comprando cada passagem com uma companhia diferente, gastaria cerca de R$ 2 mil a mais.  A Star Alliance ainda oferece produtos tarifários concentrados em determinadas regiões do globo, como o “Circuito Oceano Pacífico”, o “Circuito Asiático” e o “Circuito Norte da Ásia”, que desembarcam apenas em países dessas aéreas. No “Circuito Oceano Pacífico”, por exemplo, o turista pode circular entre destinos comoLos AngelesTóquioNova Zelândia e Polinésia Francesa (os viajantes residentes no Brasil, entretanto, têm que comprar uma passagem extra para viajar entre São Paulo e um desses lugares). “Um de nossos grandes objetivos é quebrar a rotina do mundo de viagens e oferecer opções de passeio inusitadas para os turistas”, diz Carlos Antunes, diretor de inteligência de mercado da TAP Portugal. “É um produto extremamente atrativo e que permitirá a muitas pessoas realizar o sonho de suas vidas”.    Apesar dos descontos, fazer uma jornada de volta ao mundo ainda é caro. Não é todo mundo que tem R$ 8 mil ou R$ 10 mil para gastar só em passagens de avião em uma viagem de férias. E o turista não pode esquecer que, além da passagem, terá de arcar com outros gastos de transporte durante a viagem, como a locomoção dentro do país no qual ele pousou. Um exemplo: na Índia, o desembarque provavelmente será feito em Nova Délhi, que fica a 200 km de Agra, onde está o Taj Mahal. A locomoção entre as duas cidades ficará por conta do viajante. Por outro lado, os bilhetes de volta ao mundo são uma grande opção para pessoas que querem aproveitar ao máximo seu mês de férias ou tirar um ano sabático para esquecer da vida. A maioria das passagens pode ser usada em um período de um ano e as datas das viagens podem ser remarcadas gratuitamente. Trata-se de um detalhe importante, visto que o turista seguramente irá querer ficar mais do que previsto em algum dos lugares que visitar (para mudar o itinerário, que deve ser pré-agendado com as companhias, paga-se uma multa de aproximadamente 150 dólares).” (http://viagem.uol.com.br/noticias/2012/03/27/passagens-de-volta-ao-mundo-sao-opcao-para-quem-quer-aproveitar-as-ferias-ou-tirar-ano-sabatico.htm)

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