Considerado um dos lugares mais estratégicos do mundo, entre o Oceano Atlântico e o Mar Mediterrâneo, entre a Europa e a África (a cada 6 minutos passa um navio pelo Estreito), Gibraltar é um pequeno território de 6,8 km2 e 30 mil habitantes, localizado no sul da Espanha, mas que pertence à Grã– Bretanha desde 1713, o que foi previsto no Tratado de Utrecht. No citado tratado, que deu fim a Guerra de Sucessão Espanhola, a Espanha cedeu Gibraltar à Grãn-Bretanha “… a total propriedade da cidade e castelo de Gibraltar, junto com o porto, fortificações e fortes … para sempre, sem qualquer exceção ou impedimento.”

Segundo o wikipedia:

Apesar de tudo, o tratado de cessão estipula que nenhum comércio por terra entre Gibraltar e a Espanha deve ocorrer, exceto para provisões em caso de emergência se Gibraltar não conseguir ser abastecida por mar. Uma condição especial nesse tratado é que “nenhuma permissão deve ser dada sob qualquer pretexto, tanto a judeus quanto a mouros, para morarem ou terem residência na dita cidade de Gibraltar”. Esta restrição foi rapidamente ignorada, e por muitos anos tanto judeus quanto árabes moraram pacificamente em Gibraltar. Numa cláusula de reversão, se a coroa britânica quiser abandonar Gibraltar, deve oferece-la primeiro à Espanha.Nos tempos de Franco, as fronteiras do “rochedo” estiveram encerradas, dificultando a vida aos seus 30 mil habitantes. A passagem de pessoas e bens voltou a ser possível em 1985.Num referendo de 1967, a população de Gibraltar ignorou a pressão espanhola e votou maciçamente por permanecer uma dependência britânica. Mais recentemente, num segundo referendo que ocorreu em novembro de 2002, 99% dos votantes rejeitaram qualquer proposta de partilha de soberania entre o Reino Unido e a Espanha. No entanto, os gibraltinos têm buscado um status mais avançado e um relacionamento com o Reino Unido que reflita o presente nível de auto-governo. Uma nova constituição para o território foi submetida a aprovação. Em julho de 2009 o ministro dos Negócios Estrangeiros de Madrid, Miguel Ángel Moratinos, fez uma visita histórica a Gibraltar, a primeira vez em 300 anos que um ministro espanhol visitou o “rochedo”, não deixando, contudo, de reclamar a soberania de Espanha.”  http://pt.wikipedia.org/wiki/Gibraltar

Nos últimos dias, a Espanha voltou a reivindicar este território precioso, sob a alegação de que o mesmo está em terras espanholas, distante da Grãn-Bretanha. Todavia, cabe registrar que os espanhóis também mantém duas cidades autônomas, Ceuta e Malilla, encravadas no território do Marrocos.

Atualmente, Gibraltar é considerado um território britânico ultramarino, gozando de uma certa autonomia, em alguns aspectos, embora na maior parte das questões, seja submetido ao poder da coroa britânica.

Nas fotos abaixo, entenda como a localização estratégica de Gibraltar o torna um território tão valioso e, portanto, disputado. Veja também fotos de Gibraltar, com destaque para o fabuloso rochedo (426 metros), que faz lembrar nosso Pão de Açúcar.

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