O Reino da Bélgica é um pequeno país de pouco mais de 30 mil km2 (pouco maior que Alagoas), com cerca de 11 milhões de habitantes, que têm uma elevada qualidade de vida e se dividem entre aqueles que falam francês, holandês (chamado de flamengo) e alemão (coincidentemente, o país se encontra entre a França, a Holanda e a Alemanha, recebendo a influência cultural destes países, situação parecida com a que ocorre na Suíça, que está situada entre três potências europeias: Itália, França e Alemanha).

Apesar de algum sentimento separatista no país (a flamenga Flandres no norte e a francesa Valônia no sul), trata-se de uma nação próspera e que simboliza o esforço europeu de unificação, tanto que em Bruxelas se encontra a sede de várias instituições da União Europeia.

Na Bélgica, há belas cidades, muitas como rico patrimônio histórico, especialmente medieval, como Bruges, Antuérpia, Gante, Liége, e a capital, Bruxelas, onde está situada a Grand Place, considerada a praça mais bonita do mundo (foto abaixo).

Grand-Place in Brussels, Belgium

Outro destaque da Bélgica é a qualidade de seus produtos: não à toa, muitos consideram que as melhores cervejas, chocolates e diamantes são produzidos lá.

Sobre as cervejas belgas:

Mais do que uma bebida, cerveja lá é uma cultura. Uma das capitais mundiais do nosso líquido tão adorado, a Bélgica tem tradição na produção de cervejas. Herança dos tempos medievais, seu antigo histórico de produção nasceu nos mosteiros medievais, onde a cerveja era consumida como alimento por serem bastante encorpadas, dentre as quais as cervejas trapistas, já abordadas em outro post de nosso blog. Tal legado permanece muito forte até hoje, e estas cervejas são reconhecidas mundialmente por seu sabor excepcional. Vários outros mosteiros fazem cervejas não trapistas, mas que também tem seu reconhecimento, como Abbaye de Leffe e a Val Dieu. Segundo Michael Jackson, em seu livro Great Beers of Belgium, no país todo existem 120 cervejarias produzindo em torno de 500 cervejas em 10 ou 12 macro estilos, e pelo menos 50 ou 60 subcategorias. Entre elas, muitas cervejas de fermentação espontânea, como cervejas de frutas, especiarias e mais incontáveis estilos. Tem cerveja para todos os gostos – sendo os principais estilos: Amber Ale, Golden Ale, Brown Ale, Champagne Beers, Dubbel, Red Ale, Pale Ale, Lambic, Pils, Saison, Scotch Ales, Stout, Strong Ale, Table Beer, Tripel, White Beer e Winter Beers. É pouco? Toda essa mania pela cerveja tem até explicação científica – o clima e o ambiente da Bélgica são perfeitos para o cultivo de cereais. Situada no chamado “cinturão da cerveja”, junto com Irlanda, Reino Unido, Holanda, Alemanha e o norte de França, essa área tem um clima moderado e solo natural particularmente favorável para o plantio de certos maltes. A tradição é tamanha que o país tem inúmeros museus dedicados à história e fabricação da cerveja. São mais de 50 espalhados principalmente pelas cidades de Bruxelas, Liege, Namur e Tournai, por entre castelos medievais e paisagens belíssimas. Um deles, o Schaerbeek Beer Museum possui mais de 20 mil garrafas de cerveja, um passeio imperdível.” (http://www.clubeer.com.br/blog/as-cervejas-belgas/)

Por sua vez, em relação aos chocolates, não são poucos os que consideram os belgas como os melhores do mundo. Marcas como Godiva, Leonidas e Neuhaus estão entre as mais cobiçadas, colocando os chocolantes belgas a frente até mesmo dos suíços.

Na Bélgica, a fabricação de chocolate é tão importante que os belgas querem agora proteger suas receitas de imitações:

Os fabricantes de chocolate belga acreditam que seus bombons de renome deveriam ter proteção idêntica à do champanhe francês ou do presunto parma italiano. Eles querem que o termo “chocolate belga” seja exclusivo deles e querem acabar com rivais estrangeiros que rotulam seus produtos como de “estilo belga” ou de uma “receita belga”. Os imitadores, dizem eles, diminuem as vendas e prejudicam um selo de qualidade construído ao longo do século desde que Jean Neuhaus inventou o praliné, bombom de casca dura e recheio de chocolate, em 1912. A federação da indústria vai se reunir com os governos regionais a partir do próximo mês para decidir como a Bélgica pode entrar com pedido na União Europeia para proteger os chocolates belgas ou talvez procurar uma marca para salvaguardar os seus doces. “O que nos deixa tristes é que muitas vezes as cópias não estão à altura dos originais”, disse Jos Linkens, executivo-chefe da Neuhaus, à Reuters em uma entrevista. “Se chocolatiers de renome em todo o mundo nos copiassem, talvez estivéssemos contentes. Nós não queremos que a imagem de qualidade sofra”, afirmou Linkens, que também é presidente da federação de confeitarias, chocolates e biscoitos belga Choprabisco. A Bélgica tem orgulho de sua maestria de chocolate. Dispõe de mais de 200 empresas de chocolate, mais de 2.000 lojas de chocolate e museus, passeios e workshops, como o museu de cacau e chocolate de Bruxelas”. (http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/chocolate-belga-quer-se-proteger-de-copias)

Achou pouco? E se eu disser que a Bélgica também é a terra dos diamantes? Não que a jazidas e minas da cobiçada joia seja estejam em território belga (o maior produtor de diamante é a Rússia, seguida de Botswana, Congo, Austrália, Canadá e África do Sul). Mas a verdade é que mais da metade dos diamantes brutos do mundo são comercializados e lapidados em Antuérpia, especialmente pela comunidade de judeus que reside na cidade.

Sobre a bela Antuérpia: http://www.maosdevaca.com/2012/07/belgica-para-maos-de-vaca-um-dia-em.html

Para concluir este post, uma dica para dar ainda mais vontade de visitar a Bélgica: neste país, esta a maior concentração de castelos do mundo. Dúvida? Pode ler diretamente na fonte: http://www.visiteurope.com/Share/Newsletter-Articles/Newsletter-Articles-2012/March-2012/explore-the-many-castles-of-wallonia

Por estas e outras razões, recomendo que você inclua a Bélgica em sua próxima viagem.