No início dos anos 80, ainda criança, já ouvia este refrão cantado por Martinho da Villa:

Teca…rendeira, Eliane….praieira, vamos pra Paripueira, vamos pra Paripueira“.

Nesta época, meus pais resolveram adotar o município situado no litoral norte de Alagoas para veranear com a família (somos quatro irmãos). Passamos lá algumas boas temporadas.  Jamais esquecerei a figura folclórica da Miss Paripueira, uma senhora magrinha que andava vestida de forma pra lá de espalhafatosa, com enormes óculos escuros. Confesso que tinha um certo medo da figura que tanto chamava a atenção. Uma verdadeira atração da cidade.

Também jamais deixarei de me recordar dos banhos de mar com a água bem rasinha, que nos permitia caminhar quilômetros mar a dentro. Até hoje, aquela água é certamente a mais quentinha em que já me banhei.

Outras situações ainda estão gravadas em minha memória: as caminhadas à beira-mar, à busca da foz dos rios que deságuam em Tabuba (ao norte) e em Sauaçuhy (ao sul), a histórica igrejinha de Santo Amaro, que lotava quando era a festa do santo padroeiro da cidade, os animados carnavais, os picolés e flaus de frutas vendidas nas casas dos moradores, dentre outras situações.

Ao chegar a adolescência, passamos a frequentar mais o litoral sul, seja a Barra de São Miguel de minha adolescência, seja a Praia do Francês de minha juventude. E Paripueira? O que aconteceu com o balneário que me viu crescer? Confesso que perdi o contato com o local. De longe, tenho duas impressões: o número de turistas aumentou consideravelmente, especialmente para visitar as piscinas naturais e a Praia de Sonho Verde; embora não se perceba o desenvolvimento social e econômico da região.

De qualquer forma, Paripueira merece ser lembrada e destacada. Afinal, foi lá que aprendi a amar o mar, maior patrimônio de nossa terra.

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