Um dos grandes baratos de viajar é conhecer a arquitetura dos mais diversos povos. Curiosamente, desde a antiguidade, a humanidade vem construindo arcos, monumentos aparentemente sem nenhuma finalidade prática.  Todavia, quem disse que os arcos não têm uma razão de ser? Seja em monumentos isolados, comemorativos de fatos heroicos, em pontes, aquedutos ou na própria natureza, os arcos são lindos para se apreciar. Conheça sua história, significado e alguns dos arcos mais bonitos do planeta.

O termo arco, do latim arcus, designa um elemento construtivo em curva que é arredondado, normalmente em alvenaria, que emoldura a parte superior de um vão (abertura, passagem) ou reentrância suportando o peso vertical do muro em que se encontra. Das diversas aplicações que um arco pode ter, observa-se principalmente a sua utilização em portasjanelaspontesaquedutos, como elementos de composição tri-dimensional de abóbadas e até em paredes de retenção ou barragens (onde a pressão se efectua horizontalmente). Também em formações geológicas naturais se podem encontrar arcos como resultado da erosão. Mas além da sua função prática de distribuição da carga o arco possui também uma forte componente decorativa permitindo uma grande variedade formal. É neste sentido estético que o arco se torna um elemento útil à identificação e classificação dos diversosmovimentos artísticos na arquitectura“. (fonte: wikipedia)

Estilos de arcos:

Arcos na antiguidade:

Arco em Palmira (Síria)

Arco de Constantino (Roma), ao lado do Coliseu

Arco de Tito (Roma)

Arco de Septimio Severo (Roma)

Arco do Triunfo de Montpellier (França)

Arco de Marselha (França):

Arco do Triunfo (Paris)

Arco do Carrossel (Paris, próximo ao Louvre):

Arco do Triunfo (Lisboa)

Arco do Triunfo (Barcelona)

Sobre a história e significado dos arcos, inclusive os do triunfo:

O Arco do Triunfo, também chamado Arco da Etoile (estrela, em francês), um monumento ao império napoleónico, foi mandado construir por Napoleão Bonaparte, estando situado no ponto mais elevado dos Campos Elíseos. Foi projectado por Chalgrin em 1806 e inaugurado em 1836. É o maior de todos os arcos de triunfo, repetindo numa escala muito maior o modelo do arco de Tito em Roma. É considerado a obra-prima da arquitectura neoclássica, quer pela fidelidade às formas antigas quer pela concepção urbanística de grandiosidade que lhe está subjacente. O nome Etoile advém-lhe do facto de se situar no cruzamento de várias avenidas em forma de estrela, dominando pela sua monumentalidade todo o eixo constituído pelos Campos Elíseos. O arco é composto por quatro grandes pilares que proporcionam a passagem através de duas entradas frontais maiores e duas laterais mais pequenas que servem como passadiços. Os pilares apresentam cada um ao centro um grupo escultórico. Termina com establamento maciço e decorado com cenas das grandes campanhas napoleónicas eternizadas com o nome de cada uma delas. Uma cornija a toda a volta decorada com coroas remata todo o conjunto. Um arco do triunfo é um tipo de monumento introduzido pela arquitetura romana originalmente construído em madeira e  utilizado como um símbolo da vitória em uma determinada batalha. Cada arco do triunfo romano, portanto, remete-se a uma batalha e a um imperador específicos na história romana e sua memória era celebrada através desta construção.Nem todos os arcos do triunfo da Antiguidade sobreviveram, mas durante a Idade Moderna, principalmente com o Neoclassicismo, eles foram usados como modelo para a construção de novos monumentos urbanos, em um contexto diferente do original.

A origem dos Arcos de Triunfo remonta a um costume romano de construir estes monumentos à passagem dos vitoriosos. Eles celebram as vitórias militares romanas, representadas nos baixos-relevos dos arcos, onde os artistas esculpiam as campanhas militares e os despojos dos vencidos. Os actuais cinco Arcos de Triunfo existentes na cidade de Roma representam os triunfos de Druso, Tito, Sétimo Severo, Galliano e Constantino. Na província, também se construíam Arcos de Triunfo, para comemorar acontecimentos da vida municipal, contudo, esta designação não é muito apropriada, pois tem mais a ver com o tipo de arcos que exalta a glória dos vencedores romanos. Os arcos mais conhecidos são os de Tito e de Constantino. No Arco de Tito, de 81 d. C., estão representadas cenas como a tomada de Jerusalém; numa das cenas entre os despojos da batalha figura um candelabro judaico de sete braços, o menorah, entre outros objectos sagrados. Neste monumento, comemorativo das vitórias de Tito, a ilusão do movimento é muito bem conseguida, nomeadamente no trabalho das figuras entre a multidão. No Arco de Constantino, localizado junto do Coliseu de Roma, edificado entre 312 e 315, um dos maiores e melhores monumentos deste tipo, está condensada a missão deste imperador. Também encontramos este tipo de construção em Ancona, em Benevento, na Itália; em Saint-Ren, perto de Arles, em Carpentras e em Orange, estes já na França.

Nos tempos modernos foram igualmente construídos arcos, para honrar as conquistas de chefes políticos. Em Napóles foi elevado um arco de Afonso de Aragão; em Paris foi edificado um monumento deste tipo para dignificar Luís XIV ao qual foram dados os nomes de Porte Saint-Denis e Porte Saint-Martin, respectivamente. Com Napoleão, foram construídos os arcos de Carrousel e de L’Etoile dedicados ao Grande Exército. A edificação do Arco de L’Etoile foi decretada depois da batalha de Austerlitz, a 12 de Fevereiro de 1806, por Napoleão, e foi construído segundo um plano do arquitecto Chalgrin. Ficou célebre a imagem dos exércitos alemães marchando junto deste arco, durante a Segunda Guerra Mundial. Nele encontra-se, também, o túmulo do Soldado Desconhecido. O Arco de Carroussel, também erigido em 1806, seguiu os planos de Percier e Fontaine.O Arco de Marselha, por sua vez, foi consagrado pela Monarquia de Julho às glórias da República e do Império. Os Arcos do Triunfo foram uma espécie de monumento introduzida pelos romanos. Cada arco simboliza a vitória numa batalha, durante o reinado de um imperador, constituindo-se assim como memória dessa batalha e desse imperador, embora muitos desses arcos já tivessem desaparecido.O estilo Neoclássico usou-os como modelos em novos monumentos, mas noutros contextos que não o original.Em Roma, há três Arcos do Triunfo que convém conhecer: o Arco de Constantino; o Arco de Tito; e o Arco de Septímio Severo”. (http://historiadaarte.pbworks.com/w/page/18413823/Arcos%20de%20triunfo)

Arco Zapopan (Jalisco-Mexico)

Arcos de Guadalajara (México)

Arcos em aquedutos:

Arcos da Lapa (Rio de Janeiro)

Aqueduto das Águas Livres (Lisboa):

Aqueduto de Segóvia:

Arcos em pontes:

China:

Ponte JK (Brasília)

Humber Bay Arch Bridge (Canadá):

Gateshead Millenium Bridge (Newcastle – Inglaterra):

Arcos modernos:

Gateway Arch (Saint Louis – Estados Unidos):

La Defense (Paris)

Arcos naturais:

Arco do Cabo de São Lucas (México)

Perce Rock (Canadá):

Delicate Arch (Estados Unidos):

Landscape Arch (Estados Unidos):

Rainbow Bridge (Estados Unidos):

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