E o mundo aderiu à república

Neste dia 15 de novembro, o Brasil comemora a data da Proclamação da República, ocorrida em 1889, e que pôs fim ao nosso Império Tropical. Mas, afinal, o que seria uma república?

Sem querer aprofundar uma discussão, o que seria incompatível com os objetivos deste blog, o termo república tem dois sentidos: primeiramente, república é uma forma de governo em que aquele que governa: a) é eleito pelo povo ou por representantes deste; b) o governo desta pessoa terá uma duração limitada (mandato).

A ideia de república também representa o bem comum, a coisa de todos (origem latina da palavra). Neste sentido, temos os vários ideiais republicanos, como a igualdade, o dever de administrar de forma impessoal, sem concessão de privilégios.

Em resumo: pelo menos em tese, a república apresenta duas grandes qualidades, quais sejam, a alternância periódica no poder e intolerância à diferenciação entre os cidadãos.

A maioria esmagadora dos países no mundo aderiu ao sistema republicano. No mapa mundi que o wikipedia apresenta (imagem), todos os países coloridos são repúblicas: os de vermelho, são repúblicas presidencialistas (como o Brasil, EUA, México, etc); os de verde claro são repúblicas semipresidencialistas (como a Rússia e a França); os de verde escuro são repúblicas em que o poder é partilhado entre o Executivo e o Parlamento (como na África do Sul e Suíça); os de laranja são repúblicas parlamentares (como a Índia e a Alemanha); e os de marrom são repúblicas de partido único (como a China).

Parece evidente que não basta ostentar o nome de república para sê-lo efetivamente, mas não deixa de ser um alento saber que a humanidade aderiu à ideia da república.

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