Blue Jasmine: Woody Allen cada se vez melhor

Neste fim de semana, fui ao cinema assistir o novo filme de Woody Allen. Aliás, este diretor tem me agradado cada vez mais: nos últimos anos, produziu ótimos filmes como “Meia-Noite em Paris”, “Para Roma com amor”, “Você vai conhecer o homem dos seus sonhos”, “Vicky, Cristina e Barcelona”, “Matchpoint”, O sonho de Cassandra”, “Tudo pode dar certo”, dentre outros.

A maneira com Woody Allen retrata situações casuais, com muita ironia e humor refinado me agradam bastante. E tudo isto estava presente em “Blue Jasmine”.

Neste filme, brilha com intensidade a excelente atriz australiana Cate Blanchett (de O Aviador; O curioso caso de Benjamin Button; Notas sobre um escândalo, dentre outros sucessos).

Narra a estória de uma mulher que vivia em Nova York, tinha muito dinheiro e aparentemente era feliz. Ela era casada com um milionário que lhe dava tudo (inclusive muitos chifres). De repente, Jasmine perde tudo após o marido ser preso (descobre-se que a fortuna do marido vinha de negócios ilícitos).

Tendo que recomeçar do zero, por falta de opção, vai morar em São Francisco na modesta casa da irmã, pessoa totalmente diferente de seu mundo. Tendo que se adaptar à vida de uma simples mortal, Jasmine luta para seguir adiante, passando por situações hilárias e traumáticas, como ter que aprender informática, para fazer um curso de decoração de interiores pela internet e ser cantada por seu chefe dentista.

Apesar do humor, o filme tem seu lado sério bem destacado: mostra como as pessoas vivem em mundos diferentes (isto fica evidente na comparação entre os interesses e comportamentos das irmãs) e como é difícil mudar de vida, acostumando-se a uma nova realidade, novos valores e desafios, etc.

Blue Jasmine é um filme leve (característica dos filmes recentes do diretor) e ao mesmo tempo com grande dose de realismo (marca da fase inicial da carreira de Woody Allen).

Como disse no título do post, Blue Jasmine é Woody Allen cada vez melhor.