2013 terminando. No último post do ano em que este blog foi criado, escreverei sobre o que vou fazer no começo do próximo ano. Agora em janeiro, terei algo que há muito tempo esperava: alguns dias de férias. Aliás, não só eu, como também minha esposa. Para que você possa ter uma ideia de como é difícil conciliarmos as nossas férias, há mais de um ano estávamos esperando uma oportunidade em que disporíamos de 10 dias livres de compromissos profissionais para viajarmos juntos. Sem falar que nosso filho, agora com 1 ano, já pode ficar um pouco distante dos pais (ficará muito bem com os avós).

A questão é que estes 10 dias livres caíram exatamente em janeiro. Mas certamente você dirá: “Perfeito, já que este é o mês de verão no Brasil”. A questão é que, como bons alagoanos, já aproveitamos as nossas praias o ano inteiro, o que faz com que prefiramos viajar para outros propósitos. É verdade que no hemisfério sul, é verão. Já estive na Argentina, no Uruguai e no Chile nesta estação do ano e confesso que, à exceção de Punta del Leste, prefiro viajar para estes lugares em períodos de frio (é o charme destes países).

Assim, voltamos nossas atenções (mais uma vez) para a Europa, nosso continente predileto, diante de sua diversidade cultural e riqueza histórica e paisagística. Mas, confesso, viajar para a Europa no inverno não é fácil: as temperaturas muito baixas afugentam as pessoas das ruas, os dias são mais curtos, muitas atrações estão fechadas, etc…

Dentro deste contexto, o que fazer? Primeiramente, evitar os lugares mais frios, como a Escandinávia, o norte da Inglaterra e da Alemanha, a Rússia, dentre outros, a não ser que você queira enfrentar temperaturas de -20° C e andar patinando na neve. Assim, o sul da Europa acaba sendo a melhor pedida. Eu destacaria três países: Portugal, Espanha e Itália. A Grécia merece uma visita em uma época em que seja possível ir à praia em suas magníficas ilhas.

Dos três países indicados, Portugal é o que apresenta temperaturas mais amenas (em torno de 15° C). Na Espanha, depende muito do lugar: Madri é super frio nesta época, Salamanca (onde morei) tem um inverno rigoroso (pois é uma cidade alta). Quanto à Itália, país que escolhemos desta vez, há também variações: o norte é muito frio (Milão, Turim, Veneza).

Assim, escolhemos o sul da bota, começando a viagem por Roma, a Cidade Eterna e uma das mais românticas do planeta. Lá, certamente pegaremos baixas temperaturas e chuva, mas a cidade oferece tanta coisa interessante que não faltará o que fazer. Além disto, como diz meu amigo chileno Nicolas Cobo: “vale a pena viajar à Itália nem que seja só para sentar nos cafés e tomar um cappuccino“. E acrescento: também vale a pena ir à Itália para tomar um sorvete (gelato) italiano, mesmo que seja durante o inverno.

Em Roma, tentaremos ver o Papa Francisco (a visita ao Vaticano é um dos pontos altos da cidade). Além disto, vamos bater perna o dia inteiro pelo centro histórico (com seus palácios, fontes, igrejas, praças,  etc). Durante as noites, jantaremos muito bem (com muito vinho, lógico): é difícil ter comida melhor que a italiana. E a visita noturna ao bairro do Trastevere é maravilhosa.

Depois de visitar Roma, rumaremos de trem à Nápoles, que ainda não conheço, mas tenho muita curiosidade de visitar. Vamos conferir de perto o “caos” desta cidade que encarna o estilo sulista do italiano. Também visitaremos as muitas atrações turísticas da cidades e comeremos a melhor pizza do planeta. De lá, daremos uma esticada à Pompéia, a cidade que a erupção do Vesúvio destruiu há quase 2000 anos.

Fotos de Nápoles.

Pompéia: a cidade que o vulcão destruiu.

De Nápoles, de ferry, vamos à Sicília: para mim, o ponto alto da viagem. Na ilha do sul da Itália, onde nasceu a Máfia e que recebeu influências de diversos povos (gregos, fenícios, árabes, etc) nos últimos 3 milênios, vamos alugar um carro e conhecer Palermo, Taormina, e as cidades que decidirmos na hora (estou estudando há dias as opções de roteiro). Há muitas opções excelentes: Siracusa, Messina, Catânia, Agrigento, etc.

Sei que pegaremos temperaturas baixas, mas nada insuportável (cerca de 10° C de dia e 5° C a noite). Sei que choverá. Sei que os dias serão curtos (então vamos aproveitar as noites). Todavia, a expectativa por mais uma viagem é enorme: afinal, ela começou a ser planejada há mais de 6 meses. Se gostar da viagem (o que suponho que acontecerá), quem sabe se não faremos a próxima viagem cultural para o sul da Itália?