Não é de hoje que se tem consciência de que o turismo é um dos caminhos para fortalecer a economia alagoana. De acordo com o site Ondehospedar (http://www.ondehospedar.com.br/al/), há em Alagoas 226 hotéis/pousadas, que estão distribuídos nas seguintes cidades (com o quantitativo de hotéis ao lado):

Dos números acima, impressiona a expansão da rede hoteleira em Piranhas: atualmente são 12 as opções de hospedagem na cidade. A Barra de São Miguel também vem se destacando, especialmente pela qualidade dos empreendimentos que vêm sendo inaugurados por lá (ex.: Kenoa, Iloa, Barra Bali, Gungaporanga, etc). Como destaques negativos: a cidade de Arapiraca (segunda maior do Estado), que apesar de estar recebendo o hotel Ibis, ainda tem uma rede hoteleira pequena; Penedo, com apenas 4 hotéis, mesmo diante de um grande potencial turístico, e as cidades litorâneas de Roteiro, Jequiá da Praia e Feliz Deserto, que praticamente não dispõem de hotéis e pousadas.

Em relação aos últimos anos, a rede hoteleira tem crescido bastante em Alagoas. E mais: tem melhorado. Neste sentido:

Fazendo parte da infraestrutura e um dos principais componentes do turismo, pois o turista precisa se hospedar em algum lugar, o parque hoteleiro de Alagoas cresceu, desde 2007, consideravelmente. Foram inaugurados 20 novos hotéis e nove estão passando por um retrofit. A lista dos novos meios de hospedagem é grande. Confira o que abriu em Maceió:

Salinas Maceió (2008 – 119 UHs);

Ritz Coralli (2008 – 80 UHs);

Porto Maceió (2008 – 27 UHs);

Radisson Maceió (2009 – 195 UHs);

Tropicalis Ponta Verde (2011 – 110 UHs);

Mercure Pajuçara (2209 – 116 UHs);

Brisa Mar (2011 – 153 UHs);

Ritz Suítes (2012 – 336 UHs);

Meridiano (2012 – 219 UHs);

Holiday Inn Express (2012 – 160 UHs);

Waterfront I (2012 – 26 UHs);

Expresso R1 (2013 – 113 UHs).

Já as ampliações, reformas e reaberturas na capital alagoana, ocorridas na gestão atual da Secretaria, são as seguintes:

Ritz Plaza Mar (2007 – Ampliação 30 UHs);

Brisa Tower (2007 – Ampliação 36 UHs);

Salinas Maceió (2008 – Ampliação 31 UHs);

Marinas Hotel (2010 – Ampliação 108 UHs);

Villas do Pratagy (2010 – Reabertura);

Maceió Mar – (2011 – Ampliação 63 UHs)

Os empreendimentos que estão em construção, reforma ou ampliação são:

Pousada Costa Mar (2013 – 33 UHs);

Waterfront II (2013 – 24 UHs);

Magia de Ipioca Eco Resort (2013 – 236 UH’s | 2014 – 140 UHs);

Jatiúca (2014 – Ampliação)

Alto de Ipioca (2014)

Tropicales Express Jatiúca (2014 – 150 UHs);

Tropicales Express Pajuçara (2014 – 110 UHs);

Maceió Facilities (2014 – 305 UHs);

Brisa (2014 – 33 UHs)

Já no município de Barra de São Miguel, foram inaugurados os seguintes hotéis:

Kenoa (2009 – 21 UHs);

Gungaporanga (2010 – 18 UHs);

Barra Bali (2012 – 127 UHs);

Iloa (2012 – 384 UHs);

Em outros municípios, abriram:

Ponta Verde Praia do Francês, em Marechal Deodoro (2013 – 98 UHs);

Pousada Infinito Mar (2009 – 4 UHs); São Miguel dos Milagres

Pousada Humaitá (2011 – 12 UHs); Japaratinga

Pousada Camurim (2011 – 21 UHs) Maragogi

E reformou:

D’Aldeia Village (2011 – reforma de 18 UHs)” (fonte: http://hoteliernews.com.br/2013/08/alagoas-quer-ser-primeiro-destino-turistico-pais/)

Sobre a citada expansão:

O hoteleiro Glênio Cedrim, presidente da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH), destaca o crescimento da importância do turismo na composição do PIB e aposta na duplicação dos atuais 31.442 leitos. “Alagoas tem um deficit de 20 anos em relação a outros estados. Até 1990, fechava-se hotel. De lá para cá, observamos a recuperação do setor. Temos capacidade de duplicar o número de leitos nos próximos quatro anos”, analisa o empresário. Em 2007, os hotéis de Alagoas tinha disponibilidade de 20.154 leitos. Cinco anos depois, em 2012, o setor festejava elevação para 31.442, representando variação de 56%. Maceió tem 16.076 leitos e o Litoral Norte, 5.643. O Litoral Sul avançou e já tem 4.856 camas para acomodação de seus hóspedes.

A ampliação se deve à inauguração de vinte hotéis, neste período. Maceió recebeu 12 unidades, com destaque para o Radisson, que custou R$ 40 milhões, e para o Brisa Mar, de R$ 20 milhões. O maior investimento do período, R$ 201 milhões, foi feito no Hotel Ponta Verde Francês, em Marechal Deodoro. “Aprendemos com os erros dos vizinhos e já superamos inclusive Natal, que tem 40.000 leitos, mas encontra dificuldades em preenchê-los por causa da crise no mercado exterior, baseado no qual está sua indústria hoteleira”.  A “manutenção do profissionalismo” nas secretarias de Turismo de Alagoas e de Maceió, na visão do investidor, também contribuiu para que o empresariado investisse em reformas e ampliações, na capital e no interior, e projetasse a inauguração de outros 14 negócios, um dos quais em Arapiraca, da rede Ibis.  Embora satisfatório, o avanço que é reflexo, por exemplo, da duplicação da rodovia AL-101 Sul, poderia ter sido maior caso tivesse havido maior investimento na infraestrutura local. “Balneabilidade de praia, essencial à atividade turística, está relacionada a saneamento básico. É preciso se investir inclusive em mobilidade urbana”, avisa o investidor.” (fonte: http://gazetaweb.globo.com/gazetadealagoas/noticia.php?c=234035)

Além do crescimento da hotelaria alagoana, tem-se percebido a olhos vistos o seu aperfeiçoamento: hotéis de rede, pousadas de charme, grupos internacionais e hotéis de luxo têm procurado as cidades alagoanas, em especial, do litoral. Em relação às pousadas de charme, por exemplo, no litoral norte, em especial em São Miguel dos Milagres, Porto de Pedras, Maragogi e Japaratinga existem pousadas que apresentam serviços de primeira e altíssima qualidade, sendo procuradas por turistas de todo o país e até mesmo do exterior. Em São Miguel dos Milagres, a Pousada do Toque já recebeu prêmios nacionais e internacionais que atestam sua alta qualidade. Outro exemplo vem da Barra de São Miguel: o hotel Kenoa foi escolhido um dos melhores hotéis de luxo do país pelo Guia Quatro Rodas.

Poderia estar melhor? Certamente: Alagoas tem potencial para abrigar muitos mais hotéis, sejam de pequeno, médio ou grande porte. Se o Brasil tem um lugar que oferece condições propícias a instalação de um polo de resorts de praia como no Caribe, este lugar é o litoral alagoano.

Embora Alagoas não seja sede da Copa do Mundo de Futebol 2014, o Estado vem ampliando e qualificando sua rede hoteleira para receber turistas estrangeiros que por aqui passarão (até mais que alguns estados que receberão jogos do Mundial). Novos empreendimentos estão sendo a todo instante anunciados, para a alegria de todos os alagoanos. E que venham mais hotéis e que eles tragam mais turistas.

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