Embora não tão famosa, Macau (China), ex-colônia portuguesa, é uma das principais cidades de cassinos do mundo. Talvez, a principal, se o critério for o faturamento.

As luzes de Las Vegas (EUA) são conhecidas por todo o mundo, especialmente quando associadas aos cassinos. Embora leve a fama, Las Vegas nem de perto chega ao faturamento de Macau. Vejamos:

Números relativos ao faturamento com os jogos em Las Vegas e Macau

Este post começa com uma frase impactante: “Os casinos de Macau angariam em apenas um dia o montante de receitas que Las Vegas demora uma semana a obter”. (fonte: http://oretornodaasia.wordpress.com/2014/01/06/macau-ja-representa-mais-de-sete-las-vegas/)

Ainda segundo a citada fonte, Macau é a única cidade chinesa em que é admitido o jogo. Ainda assim, é a capital mundial dos cassinos:

As receitas dos casinos em Macau aumentaram 19% em 2013, para cerca de 45,2 mil milhões de dólares, montante mais de sete vezes superior às receitas de Las Vegas, segundo informações veiculadas hoje pelo Wall Street Journal. Segundo a mesma fonte, analistas prevêm que estas cresçam cerca de 20% em 2014 e que alcancem os 77 mil milhões de dólares (cerca de um terço do PIB português) em 2017. Algo espantoso se tivermos em conta que as receitas dos casinos em Macau representavam menos de 3 mil milhões de dólares em 2002, quando a China abriu o mercado a operadores não chineses“.

Todavia, se Macau ganha de Las Vegas em quantidade (números), ainda está distante de alcançar a rival norte-americana no tocante à qualidade dos serviços (hotéis, restaurantes, lojas, atrações, etc) e divulgação de sua imagem no âmbito mundial. Neste sentido, de acordo com a já mencionada fonte:

O atraso em alguns projetos de infra-estruturas, como o primeiro sistema de transporte colectivo urbano, a renovação dos terminais dos ferries e um novo hospital, o crescimento abaixo da procura do número de quartos nos hotéis, a escassez de mão-de-obra e um eventual abrandamento do crescimento da economia chinesa parecem poder vir a pôr em causa esse crescimento. De facto, Macau pode representar cerca de sete Las Vegas, mas continua a ficar aquém da presença desta última na consciência global mundial. Todos nós continuamos a pensar em Las Vegas quando pensamos na capital mundial do jogo. Para quebrar essa imagem, Macau vai apostar fortemente nos próximos anos na diversificação da oferta, incluindo também, à semelhança de Las Vegas, outras formas de entretenimento como parques de atrações, espetáculos e restauração de alta qualidade.” (fonte: http://oretornodaasia.wordpress.com/2014/01/06/macau-ja-representa-mais-de-sete-las-vegas/)

Ainda em relação à disputa:

Está enganado quem pensa que a capital mundial dos jogos de azar é Las Vegas, nos Estados Unidos. A região administrativa de Macau, que foi entregue à China em dezembro de 1999 após ter sido colonizada por Portugal, já se tornou referência quando o tema é cassinos. Atualmente, é conhecida como a “Monte Carlo do Oriente” ou a “Las Vegas da Ásia”. O faturamento da indústria de jogos na ilha, que está localizada a apenas 60 quilômetros de Hong Kong, bateu recorde no acumulado de janeiro a novembro de 2011, somando 30,526 bilhões de dólares (57,009 bilhões de reais ou 224,258 bilhões de patacas – moeda local). A cifra é 44,14% superior aos 21,178 bilhões de dólares alcançados em igual intervalo de 2010. Apenas em outubro de 2011, a receita bruta com a indústria de jogos em Macau ficou em 3,355 bilhões de dólares (6,267 bilhões de reais ou 26,851 bilhões de patacas), atingindo um recorde histórico para um único mês. O montante é 42,3% superior em comparação ao visto em igual período do ano anterior. A superação de Macau diante de Las Vegas foi conquistada em 2006, conforme mostra o gráfico abaixo, que compara o faturamento trimestral dos cassinos na ilha asiática e na cidade americana. Deste então, a diferença entre as receitas das duas potências dos jogos só cresce. Em 2011, o ganho de Macau com a atividade foi praticamente seis vezes maior que o de Las Vegas.

Sucesso

O sucesso não veio por acaso. A trajetória da indústria de jogos em Macau foi pavimentada por uma legislação mais favorável à abertura de novos cassinos, principalmente por conta das baixas taxas cobradas na forma de impostos pelo governo local, além dos investimentos feitos em infraestrutura.

A tradição dos jogos já predominava na ilha nos tempos de colônia, ou seja, antes dela ser entregue por Portugal à China em 1999. Mas ao assumir o território, o governo chinês passou três anos estudando diferentes legislações para regularizar a indústria de jogos de Macau, tendo contratado a consultoria americana Arthur Andersen para realizar um estudo sobre o desenvolvimento da atividade na ilha. Como resultado, Macau recebeu 21 propostas de concessão de exploração da indústria de jogos de companhias procedentes não apenas da região, mas também de Hong Kong, Estados Unidos, Malásia, Austrália, Grã-Bretanha e Taiwan. Outro ingrediente foi fundamental para o boom dos cassinos na ex-colônia portuguesa: os turistas chineses. Antes de 1999, grande parte deles tinha dificuldades de chegar à ilha, principalmente por conta das restrições impostas na época pelo governo. Na medida em que Macau foi incorporada à China, o governo chinês – já de olho no desenvolvimento da indústria de jogos – optou por reduzir as limitações para o turismo. Hoje, os visitantes do gigante asiático são a principal fonte de alimentação da indústria de jogos da ilha. Para se ter uma ideia, na última Golden Week – semana de feriado nacional chinês, que começa em 1º de outubro – a quantidade de visitantes na região administrativa cresceu 13%.

Expansão

Entre o início de 2006 e o fim do terceiro trimestre de 2011, Macau viu a quantidade de cassinos aumentarem de 24 para 34, o que representa um crescimento de 41,66% em quase quatro anos. Na avaliação do governo local, esta expansão mostra o potencial da ilha na indústria de jogos global. De acordo com dados fornecidos pela Direção de Inspeção e Coordenação de Jogos de Macau, a receita proveniente dos cassinos já representa 70% de toda a economia da região administrativa controlada atualmente pela China. Entre as diversas opções de entretenimento, os jogos de fortuna e azar representam 99,53% da receita da indústria de cassinos de Macau, seguidos pelas corridas de cavalos (2º lugar), pelas apostas relacionadas ao futebol (3º), pelas corridas de cachorros (4º) e pelas apostas em times de basquete (5º). A loteria chinesa aparece na 6ª posição, seguida pelas loterias instantâneas (7ª).” (fonte: http://revistaalfa.abril.com.br/estilo-de-vida/negocios/como-macau-desbancou-las-vegas-e-se-tornou-a-capital-mundial-dos-cassinos/)

Macau acima

Las Vegas