Apesar de estar encravada no meio de dois grandes pólos de produção cultural (Bahia e Pernambuco),  Maceió tem um carnaval de muita tradição e revela uma interessante história. E, evidentemente, muitas mudanças ocorreram ao longo das várias décadas em que foliões curtiram os dias de festa na capital alagoana.

Apesar de não se tratar de um estudo científico (não sou historiador, nem tão pouco sociólogo), podemos afirmar que o processo evolutivo do carnaval de Maceió passou por quatro fases:

Fase I (décadas de 40-50-60)- Carnaval de rua. Os registros da época ainda eram em preto e branco. Predominavam as marchinhas de carnaval. Sobre este período, “Historiadores dão conta de que as décadas de 30 a 50 foram de ouro para carnaval em Maceió. As comemorações iniciavam no domingo anterior ao carnaval, pela manhã com banho de mar à fantasia, na praia da avenida da Paz, acompanhado com muita música, desfile de blocos e ranchos, mascarados, sátiras bem humoradas, palhaços, etc. O sábado gordo do Zé Pereira, à noite, tinha desfile de carros alegóricos, acompanhados de blocos e maracatus com foliões comandados por figuras folclóricas dançando o frevo. A concentração era feita na praça dos Martírios e o desfile pela rua do Comércio. O evento se repetia no domingo, segunda e terça-feira gorda do carnaval“. (fonte: http://www.gw3mn.com.br/site/index.php/revista-em-foco-n-22/131-carnaval-das-origens-ate-a-rolinha)

Banho da mar à fantasia, ainda na Praia da Avenida (as cores começam a aparecer nas fotos)

Fase II (décadas de 70/80)- Carnaval de clubes. Da rua, os carnavais se elitizaram e foram parar nos clubes tradicionais da cidade.

Os bailes em clubes faziam enorme sucesso na cidade, e eram muito prestigiados, fossem as matinês, voltadas para as crianças, ou as festas noturnas, de público mais adulto. O frevo e o samba passam a ser os ritmos preferidos dos foliões. Na época, destacavam-se os seguintes locais:

O Alagoinhas Iate Clube, de 1963

O Iate Clube Pajuçara (Pajussara), de 1952

O Clube Fênix Alagoana, de 1886

Jaraguá Tênis Clube, de 1922

Fase II(década de 90) – A retomada das festas de rua e o auge do Maceió Fest. Após o declínio dos clubes da cidade, o carnaval volta às ruas. Agora, quem manda é o axé, ritmo típico da Bahia. Neste período, é criado um carnaval fora de época (micareta) na cidade: o Maceió Fest,  que ocorria no mês de dezembro, desde 1993. Somente na edição de 2002, o público atingiu a impressionante cifra 1,2 milhão de pessoas. (fonte da informação: http://gazetaweb.globo.com/gazetadealagoas/acervo.php?c=20831). Blocos como o Nana Banana, o Caveira e o Tutti-frutti eram os mais disputados.

Fase IV – Prévias carnavalescas (a partir dos anos 2000). Nas semanas anteriores ao carnaval, a cidade fica repleta de eventos, com desfiles de grandes blocos de rua (Pinto da Madrugada, Pecinhas, Rolinhas, etc) na orla marítima (sábado anterior ao carnaval), o Jaraguá Folia, que reúne dezenas de pequenos blocos no bairro histórico de Jaraguá (sexta a noite, na semana anterior ao carnaval), bailes, como o Municipal, o dos Seresteiros da Pintaguinha, o Vermelho e Preto, dentre outros. E os maceioenses? O que fazem? Quem pode aproveita este período para viajar ou curtir as cidades balneários do Estado, como Barra de São Miguel e Paripueira. Outra parte prefere ficar descansando. Ressalte-se, todavia, que a cidade fica lotada de turistas no carnaval, que enxergam em Maceió um destino mais tranquilo para fugir do agito das festas. Apesar da grande participação de públicos nas prévias, ainda existe carnaval em Maceió nos dias oficiais do evento:

As melhores prévias:

Jaraguá Folia

Pinto da Madrugada

Pecinhas de Maceió:

Bailes

Fotos compilas da internet

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