Neste dia 08 de março, dedicado no mundo inteiro às mulheres (e à luta por seus direitos), gostaria de prestar homenagem a todas elas, a quem tanto admiro, por sua força, beleza e generosidade. Desde sempre identifico suas inúmeras e insuperáveis qualidades, tão importantes para o nosso mundo carente de valores humanistas. As dificuldades pelas quais as mulheres passam, especialmente no contexto histórico-social em que ainda estão submetidas, fazem realçar ainda mais suas virtudes.

Os citados obstáculos que as mulheres têm que enfrentar para conquistarem o direito à igualdade, à liberdade e à felicidade são ainda maiores em sociedades excludentes e machistas como a brasileira, a nordestina, a alagoana, onde insistem em prevalecer situações de desigualdade, de desrespeito, de dominação dos homens, de discriminação, etc.

Apesar de tudo conspirar contra e diante de um quadro sócio-econômico altamente desfavorável, as mulheres alagoanas se superam e vêm, ao longo da história, alcançando grandes feitos. Mais do que tais notáveis conquistas, devemos destacar o papel das milhões de alagoanas anônimas que nunca receberam o reconhecimento pública: é a mãe que cuidou de famílias numerosas (lembro de minhas duas avós, que tiveram, cada uma, mais de 10 filhos), é a professora que levou a educação a tantas pessoas, é a doméstica que deixa seus filhos em casa para cuidar de outras famílias, é a artesã que produz arte de primeira qualidade, é a agricultora que leva o alimento para as mesas, é a folclorista que conserva a cultura popular, etc.

Citando Martinho da Vila, em Alagoas há de “Teca rendeira” à “Eliane praieira”.

Citarei abaixo algumas alagoanas que honraram o nome deste pequeno Estado (este rol é apenas uma pequeníssima amostra das diversas alagoanas talentosas que dedicaram suas vidas a causas importantes).

DANDARA E ACOTIRENE: líderes do movimento negro no Quilombo dos Palmares (século XVII). A primeira foi esposa de Zumbi dos Palmares, mãe de seus três filhos.  A segunda era a matriarca do Quilombo dos Palmares, sendo sua conselheira.

Sobre Dandara:

Primeira e única esposa de Zumbi, guerreira de Palmares e mãe dos três filhos, Dandara era guerreira valente e lutou ao lado de Zumbi.Dandara foi esposa e guerreira de Zumbi dos Palmares junto a ele, lutava para livrar os negros da dura vida que levavam. Suicidou em seis de fevereiro de 1694  para não voltar a condição de escrava. “ (fonte: http://mcultartemanha.wordpress.com/umbandaum-3/quem-foi-dandara/)

ANA LINS: revolucionária de São Miguel do Campos, foi figura fundamental em dois episódios da história brasileira: a Revolução de 1817 e a Confederação do Equador, que pregavam valores republicanos. Sobre Ana Lins:

Dona Ana Maria José Lins, figura lendária nas lutas de 1817-1824. Era filha do sargento Mor da Cavalaria de Porto Calvo, João Lins de Vasconcelos, senhor do engenho do meio, e de Dona Ignez de Barros Pimentel,e tida como descendente de Cristovão Lins nasceu na cidade de Porto Calvo. Casou-se com Lourenço Bezerra da Rocha, senhor do engenho Sinimbu, atual usina Caeté,no município de São Miguel dos Campos em fins do século XVIII.O casal teve as filhas:D. Mariana D. Antonia Arnalda Bezerra da Rocha.Com falecimento do seu marido a viúva e proprietária do engenho sinimbu casaram-se Manuel Viera Dantas,oriundo de antigas famílias dos sertões do São Francisco. Comerciante de gado,também viúvo e com uma filha,Maria Catarina. O casamento deu-se no início do século XIX e tiveram o casal seis filhos:Manuel Duarte Ferreira Ferro (Barão do Jequiá), Francisco Frederico da Rocha Viera,D. Ana Viera de Albuquerque Maranhão (Baronesa de Atalaia), D. Francisca Viera Lins, João Lins Viera Cansanção de Sinimbu (Visconde de Sinimbu) e Dr. Ignácio Viera de Barros Cajueiro. Durante algum tempo, seu marido e o seu filho, Frederico tiveram que viver foragidos, longe dos canaviais miguelenses, enquanto isso em 1824, ela ao lado do filho, via cair a última trincheira da república do Equador, batidos e cercados pelas tropas imperiais, entrincheiraram-se na casa grande do engenho Sinimbu, envolva em chamas e resistiram até o último tiro. Renderam-se finalmente e foram recolhidos, mãe e filho a cadeia pública de Alagoas, a antiga capital da comarca, depois foram soltos pela anistia do país e voltaram para São Miguel dos Campos reconstruíram de novo o seu engenho, onde tudo voltou a ser como antes. Essa brava guerreira, ficou conhecida dentro da história de São Miguel dos Campos, como a Heroína miguelense. Morreu em 27 de abril de 1839, em terras miguelenses.” (fonte: http://ernande-bezerra.webnode.com.br/historia%20de%20s%C3%A3%20miguel/)

ROSA DA FONSECA: matriarca da família Fonseca, criou seus filhos dentro do espírito do civismo, tendo incentivado 5 deles para a lutarem na Guerra do Paraguai, onde 3 foram mortos em batalha e outros dois se destacaram pela bravura, dentre eles, Marechal Deodoro, o proclamador e o primeiro presidente da República. Em uma passagem do livro “Gogó das Emas:a participação das mulheres na história do Estado de Alagoas” (Imprensa Oficial, 2004, p. 46), há um belo relato:

Conta-se que enquanto se comemorava a vitória de Itororó com grandes manifestações públicas no Rio de Janeiro, Rosa recebia o boletim com a notícia da morte dos filhos. Nem por isso deixou de homenagear as tropas, estampando a bandeira nacional em uma das janelas de sua casa. E quando pessoas amigas chegaram para lhe dar os pêsames, teria afirmado: “Sei o que houve, talvez até Deodoro mesmo esteja morto. Mas hoje é dia de gala pela vitória; amanhã chorarei a morte deles”. E de fato chorou por três dias, fechada em seu quarto

LINDA MASCARENHAS: maior dama do teatro alagoano, fundou a Federação Alagoana para o Progresso Feminino, criou o movimento de teatro amador em Alagoas, foi presidente da Associação Teatral de Alagoas até morrer, aos 96 anos. Sobre Linda Mascarenhas:

Linda Mascarenhas nasceu a l4 de maio de 1895, no bairro da Levada em Maceió. filha de Manuel Casário Mascarenhas e Lourença Vieira Mascarenhas. A pequena família era constituída pelos irmãos Noêmia Mascarenhas, professora de Desenho da Escola de Aprendizes Artifícies; Ajalmar Mascarenhas, marechal do ar; Osman Mascarenhas, general do Exército e Edgar Mascarenhas, médico.   Aos 5 anos, Linda já sabia ler corretamente. Em Maceió, estudou no Colégio Imaculada Conceição e aos 13 anos iniciou seus estudos na Escola Normal de Maceió. Estudou latim com Cônego Teófanes de Barros, grego com D. Adelmo Machado e alemão com o Sr. Ludwig Deichen. Lecionou francês, inglês, português, se aposentando como Professora Catedrática da Cadeira de lnglês da Escola Normal de Maceió.   Em 1932, colaborou com a Dra. Lily Lages na fundação da Federação, Linda promoveu espetáculos teatrais: Miragem, fantasia e Hotel Manguaba, comédia, de Aldemar de Paiva e Nelson Porto, em 1944; O Mistério do Príncipe e O Herdeiro de Naban, operetas infantis de sua autoria, com música e regência do Prof. Luiz Lavenére em 1946 e 1950, respectivamente.   A 23 de outubro de 1944, fundou com Aldemar de Paiva, Nelson Porto e o apoio das sócias da Federação, o Teatro de Amadores de Maceió, assim denominado a partir de 1954. Linda se dedicou à presidência destes grupos e à direção de cena em substituição a Lima Filho.   Com a colaboração da ala jovem do Clube de Regatas Brasil(CRB), do ProL Luiz Lavenére e de jovens da sociedade maceioense, Linda fundou a 12 de outubro de 1955, a Associação Teatral das Alagoas (ATA) e foi aclamada presidente perpétua. Na ATA ela dá continidade a seus trabalhos de diretora de cena, dramaturga e em 1956 estréia como atriz, interpretando 

Lizaveta na peça O Idiota, de Léo Vitor, baseado no romance homônimo de Dostoiewki, sob a direção de Heldon Barroso.

   Em 1956. promoveu pela ATA o Primeiro Concurso Peças Teatrais realizado em Alagoas. Seguindo o exemplo do movimento teatral de Recife, fundou a Associação dos Cronistas Teatrais de Alagoas(ACTA), em 1958; na década de 70 integrou as comissões de fundação da Federação Alagoana de Teatro Amador (FATA) e do Grupo Literário de Alagoas(GLA). Linda Mascarenhas, além da liderança exercida no movimento de teatro amador de Maceió, atuou em festivais de teatro realizados no Nordeste, Rio de Janeiro e Paraná. Nestes, conquistou reconhecimento por sua dedicação ao teatro e se destacou Como atriz, diretora personalidade do Movimento Amador de Teatro Nacional. No âmbito do teatro realizado em Maceió, enfrentou preconceitos morais e de classe social, implantou a prática do teatro em “arena”, com Eles Não Usam Black Tie, de Guarniere, em 1961. Linda iniciou no palco incontáveis atores amadores que exercem papéis significativos na cidade. Sua vida sempre esteve ligada ao palco, à juventude das Alagoas, à religião católica. Linda exerceu papéis de destaque na Ação Católica de Maceió. A última personalidade que Interpretou foi Zulina, na comédia Fazendo chuva, de Homero Calvacante, em 1983, sob a direção Lauro Gomes. Linda faleceu no dia 9 de Junho de 1991, deixando como herança para os sócios da ATA uma história de dedicação e sonhos; e para a sociedade alagoana, o seu exemplo de trabalho, honradez e amor às Alagoas.” (fonte: http://www.teatrodeodoro.al.gov.br/institucional/linda-mascarenhas)

LILY LAGES: “Médica, natural de Maceió (AL). Eleita primeira deputada estadual de Alagoas, em 1934. Formou-se em medicina. Foi a primeira presidente da Federação pelo Progresso Feminino de Alagoas. Escreveu o livro A Nova Mulher e o Problema da Infância. Foi primeira mulher titular de uma cátedra em curso de medicina no Brasil, na Faculdade de Medicina da Bahia” (http://www.mulher500.org.br/acervo/biografia-detalhes.asp?cod=488)

Destacou-se na vida acadêmica, na medicina e na política. Após as mulheres conquistarem o direito ao voto, 9 delas foram eleitas deputadas em 1934, dentre elas a alagoana Lily Lages. Sobre um episódio na vida parlamentar de Lily Lages:

No parlamento, como na escolha da profissão, ela enfrentou preconceitos, sendo que, na política, foram as dificuldades criadas pela oposição, mas nunca fraquejou. Lutou pela liberdade de expressão e, ao ser indagada pelo repórter da Gazeta de Alagoas, em 21 de fevereiro de 1935, sobre a Lei de Segurança e, de modo mais preciso, sobre o questionamento se essa lei atingia sua profissão, disse com lucidez e ironia: “– A minha especialidade? Sim. Será de certo menor o número de clientes… Sob a pressão de tal lei haverá talvez vantagem em ser cego e surdo. De que nos serve ver e ouvir, se não nos é permitido falar?” (In: CHALITA & MEIRELLES, s/d, p.5)”.

NISE DA SILVEIRA: médica, foi precursora dos tratamento psiquiátricos humanizados. Certa vez escrevi que a Drª Nise facilmente pode ser considerada a maior brasileira de todos os tempos. (https://culturaeviagem.wordpress.com/2013/08/06/um-pequeno-tributo-a-maior-alagoana-talvez-brasileira-de-todos-os-tempos/ ) Mais uma vez, faço questão de divulgar uma situação que deve ser conhecida por todos os alagoanos:

Aos 70 anos, com a aposentadoria compulsória, Nise foi obrigada a se afastar do Museu, que na ocasião corria sério risco de desativação. Como mulher aguerrida e profissional zelosa, temendo um fim desastroso para aquele espaço, no dia seguinte à aposentadoria compulsória apresentou-se no hospital, no Museu, e, ao ser indagada sobre o motivo de sua presença, respondeu resolutamente: “Sou a mais nova estagiária“. (in Gogó das Emas. A participação das mulheres na história do Estado de Alagoas, p. 77).

VIRGÍNIA DE MORAES: “Dona Virgínia ou Mestra Virgínia (1916 – 2003), é alagoana de Rio Novo, Maceió. Mestra de reisado, cantadora, rezadeira, benzedeira, parteira de profissão, autora e intérprete de belíssimos momentos da poesia e da música popular tradicional alagoana. Comandou o grupo de reisado Três Amores. Autêntica e ingênua, encantava pesquisadores, professores, folcloristas, etnomusicólogos, apreciadores e, principalmente, a platéia, com suas músicas singelas e bem inspiradas“. (fonte: http://www.topgyn.com.br/conso01/alagoas/conso01a01.php)

MARIA MARIÁ: professora, historiadora, jornalista e folclorista, nascida em União dos Palmares, foi precursora do movimento feminista em Alagoas. Sobre ela: “Destacou-se na defesa das liberdades femininas (foi primeira mulher a usar calças compridas e maiôs), na busca de uma educação moderna (aboliu, nas suas aulas, a “palmatória” e as pedrinhas que os alunos tinham de mostrar à professora à hora de ir ao banheiro) e se posicionou publicamente contra o descaso público com a educação.” (fonte: wikipedia)

Ainda sobre Maria Mariá:

Maria Mariá ainda não mereceu a consagração nacional de uma Bertha Lutz, de uma Nísia Floresta Brasileira Augusta ou de  Maria Lacerda de Moura. Sua fama se restringe à União dos Palmares, quando muito a  Alagoas. Sua casa, que virou museu, bem perto do sobrado em que nasceu Jorge de Lima, está fechada para reformas. Maria Mariá fez-se cedo autodidata e rebelde. Lia muito e, logo passou a ser uma referência cultural na acanhada União dos Palmares, terra de Zumbi e do quilombo dos Palmares, na serra da Barriga.Não sei se chegou a ler Han Ryner,autor predileto das  feministas dos anos 20. Era consultada sobre os mais diversos assuntos. Usava,nos anos 40, calça, shorts e maiô para pasmo do vigário de União dos Palmares Espantou tantou  a cidade até que um dia, já nos anos 60, o  pároco da matriz  e mais algumas beatas conseguiram expulsá-la da cidade em nome do pundonor público e da sacrossanta e tradicional família de União dos Palmares. Maria Mariá pregava melhores condições de ensino, o que a  levou à demissão.Ignoro se sabia da luta,no passado,de Maria Lacerda de Moura que pregava a libertação da mulher do jugo doméstico.Mariá não escreveu livro  nem  teorizou sobre o feminismo,sobre a opressão da mulher,sim deu exemplo de  como rebelar-se  da ditadura masculina . Aplicada nos estudos, fez-se exímia professora, ouvida e consultada, daí seu prestígio.. Mariá sabia das coisas, mantinha-se informada sobre os avanços das liberdades individuais, sobre as conquistas femininas e não se deixava dominar. Numa sociedade pacata dos fundos de Alagoas, Mariá se impunha. Não sei se lhe chagaram às mãos os livros libertários de Nísia Floresta Brasileira Augusta como “Direito das  Mulheres e Injustiça dos Homens” nem se leu alguma obra de Maria Lacerda de Moura, como:  “Amai e não vos multipliqueis” que deixou a igreja revoltada. 
 Maria Mariá cometeu o “crime” de, como professora, vestir um maiô e deixar-se fotografar às margens do rio Mundaú, o que lhe valeu o desterro para a cidade de  Murici, onde foi lecionar no Grupo Escolar Professor Loureiro. Só que os admiradores não deixaram por menos e começaram um movimento junto ao governador do estado para a volta de Maria Mariá. A notícia chegou aos grandes jornais de Maceió. Manchetes como “Ginasianas de União dos Palmares estiveram com o Governador a propósito do caso da professora Maria Mariá”. Outra briga célebre foi quando da demolição da velha matriz para ser erigida no local uma igreja quadrada, sem nenhuma beleza, ela solta os cachorros no vigário. Nunca se furtou à polêmica. Desconhecia o sentimento de medo.  Maria Mariá nasceu em 1917 e faleceu, aos 76 anos, em 1993. Quando andei por União dos Palmares ,em 98, hóspede do fazendeiro Maxwell Gomes de Vasconcelos, de Pilar, ainda estava muito viva a figura de Maria Mariá na cidade. Um seu sobrinho guiou-me e mostrou-me a casa e falou-me da tia que bebia cerveja  em bares, tocava violão, fumava em público, andava de calça comprida, promovia a criação de blocos de carnaval, dançava e saía fantasiada de Maria Bonita  no bloco “O Bando de Lampião”. Uma figura dessa índole libertária, rompida com os princípios da TFP (tradicional família de Palmares) só podia despertar ódio, que agora   se converteu em admiração, amor pela sua grande figura. Já se fala em nome de Praça e de escola para Maria Mariá ou ,quem sabe mesmo, nome de cidade. Maria Mariá já está na internet para que as pessoas que a conheceram possam opinar. Logo será samba-enredo de alguma escola de samba de Maceió. Pessoas de sua coragem, que lutaram pelo avanço das liberdades individuais merecem espaço maior na mídia. Maria Mariá ainda não está no “Dicionário Mulheres do Brasil – de 1500 até a atualidade”. Viva fosse, Mariá estaria feliz com uma mulher na presidência da República!!!” (fonte: http://www.jornaldebeltrao.com.br/blogs/brasilidade-paranismo-sudoest/maria-maria-uma-lider-feminista-de-uniao-dos-palmares-6177/)

MARTA:  futebolista, a “Rainha do Futebol”, ou “Pelé de saias”, única atleta escolhida 5 vezes como melhor jogadora de futebol do mundo (2006-2010), tendo ainda figura outras 3 vezes na lista das 3 melhores. Sobre Marta:

Quando pensamos em esporte feminino, várias atletas brasileiras vêm em nossa mente: Daiane dos Santos, Danielle Hypólito, Hortênsia, Fernanda Venturini, Ana Moser, Maria Ester Bueno e muitas outras. Porém, ninguém fez tanto com tão pouco recurso e incentivo quanto a Marta.  Marta Vieira da Silva nasceu em 1986, no interior de Alagoas. Sabe-se lá o motivo, ela decidiu se dedicar ao futebol e sempre buscou o sonho de se tornar uma atleta profissional. Quando digo “sabe-se lá o motivo”, é simplesmente pelo fato dela sonhar em se tornar uma futebolista profissional em um país onde não existe futebol profissional feminino. Em 2000, quando ela conseguiu se transferir para o Vasco da Gama e obter o seu primeiro “contrato profissional”, não existia uma Liga Nacional de times, ou então um campeonato estadual estruturado. Na verdade, os times dito profissionais viviam de torneios amadores e amistosos internacionais. Mesmo sabendo disso, a alagoana seguiu com seu sonho impossível. Falar de suas qualidades é desnecessário, afinal em épocas de Olimpíadas e Copa do Mundo de futebol feminino, sua imagem foi bastante explorada pela mídia. Entretanto, será que esse espaço é suficiente pela importância que ela adquiriu, inclusive simbolicamente? 

Marta Vieira da Silva nasceu em 1986, no interior de Alagoas. Sabe-se lá o motivo, ela decidiu se dedicar ao futebol e sempre buscou o sonho de se tornar uma atleta profissional. Quando digo “sabe-se lá o motivo”, é simplesmente pelo fato dela sonhar em se tornar uma futebolista profissional em um país onde não existe futebol profissional feminino. Em 2000, quando ela conseguiu se transferir para o Vasco da Gama e obter o seu primeiro “contrato profissional”, não existia uma Liga Nacional de times, ou então um campeonato estadual estruturado. Na verdade, os times dito profissionais viviam de torneios amadores e amistosos internacionais. Mesmo sabendo disso, a alagoana seguiu com seu sonho impossível. Falar de suas qualidades é desnecessário, afinal em épocas de Olimpíadas e Copa do Mundo de futebol feminino, sua imagem foi bastante explorada pela mídia. Entretanto, será que esse espaço é suficiente pela importância que ela adquiriu, inclusive simbolicamente?” (fonte: http://mulheres-incriveis.blogspot.com.br/2012/03/marta-vieira-da-silva.html)
Por fim, também gostaria de prestar homenagem a duas alagoanas maravilhosas: Dona Mabel e Waninha, minha mãe e minha esposa, respectivamente. A primeira traçou minha personalidade; a última, faz meus dias felizes. Através de vocês, parabenizo todas as mulheres alagoanas por seu dia.