Dentre as milhares de ilhas gregas, os turistas que vão conhecer aquele belo pedaço do planeta têm que escolher apenas algumas. Certamente há as mais famosas, como Santorini, com suas casinhas brancas, cúpulas azuis e vistas impressionantes; Míkonos, com suas praias, moinhos e baladas concorridas; e Creta, com toda sua história e mitologia.

Em uma espécie de mini-cruzeiro, conheci rapidamente as ilhas mencionadas, mas, provavelmente, o que mais me impressionou das Ilhas Gregas foi a visita que fiz à ilha de Patmos, especialmente porque lá viveu São João, o apóstolo de Cristo que escreveu um dos Evangelhos e o Apocalipse.

Lá em Patmos, há um passeio imperdível: visitar a caverna em que São João escreveu o Apocalipse. É emocionante estar em um lado tão cheio de história, marcante para o Cristianismo.

Sobre a ilha:

Patmos (em grego, Πάτμος) é uma pequena ilha da Grécia a 55 km da costa SO da Turquia, no mar Egeu. É uma das ilhas doDodecaneso, e possui uma área total de 34,6 km² e uma população de 2700 habitantes (2002). Constitui uma municipalidade grega com capital em Hora (ou Chora), às vezes erroneamente chamada Patmos. Skala é o único porto. A ilha é dividida em duas partes quase iguais, uma do norte e outra do sul, unidas por um estreito istmo. A vegetação é limitada, e o relevo, formado de montes relativamente baixos, cujo pico mais alto é o Profitis Ilias (269 m). Conhecida por ser o local para onde o apóstolo João foi exilado — conforme consta na introdução do livro bíblico deApocalipse —, Patmos foi usada como um lugar de banimento durante os tempos romanos. Segundo uma tradição preservada por IreneuEusébioJerônimo e outros, o exílio de João aconteceu em 95 ou 96 d.C., no ano décimo quarto do reinado deDomiciano. A tradição local ainda aponta a caverna onde João teria recebido a revelação para escrever o livro. Desde 1522, a ilha foi diversas vezes controlada pelos turcos, sendo capturada pelos italianos em 1912. Em 1948 passou definitivamente ao controle grego.” (fonte: wikipedia)

 

Mosteiro de São João

Patmos Livadi praia

 

Ainda sobre a ilha:

Na era do domínio romano a ilha foi despovoada. Foi  utilizada como um local de exílio penal. São João Evangelista chegou aqui como exilado,  no ano de 96 , chamado na Igreja Ortodoxa do grego “Theologos”. Sua estada na ilha foi um castigo para o sermão pregado em Éfeso. Autor das revelações apocalípticas, vivia em uma caverna na parte sul da ilha. Hoje neste local está a igreja ortodoxa de Santa Anna , em seu interior pode-se ver a rocha de onde veio a voz do Senhor. Seu exilio na ilha não durou mjuito porque em 97 o imperador Domiciano morreu. A mudança de governo permitiu ao pregador exilado voltar para Éfeso.

Ele ditou as revelações que ouviu em Patmos ao seu discipulo e assim surgiu uma das obras mais chocantes e enigmáticas da literatura, não apenas religiosa, o Apocalipse segundo São João. Nada de especial aconteceu na história de Patmos pelos próximos mil anos.

Em 1088,  apareceu na ilha o monge-soldado Joannis Christodoulos. Ele escreveu ao imperador bizantino, Aleixo Comneno, um pedido para Patmos. O imperador respondeu positivamente. Christodoulos recebeu o decreto que confere direitos para a ilha. Este documento em pergaminho pode ser visto pelos visitantes na sala dos tesouros do mosteiro de São João.

Sendo sacerdote e soldado , construiu o mosteiro como uma fortificação poderosa, o que era justificado por causa da constante ameaça representada por piratas e turcos. estes últimos eventualmente conquistaram Patmos em 1537, mas deram um pouco de autonomia e privilegios para os monges. Aqui, entre outros refugiados encontraram abrigo os banidos de Constantinopla. Ao longo do tempo, este lugar se tornou conhecido na bacia do mar Egeu como centro de cultura e educaçã ortodoxa. A ilha não tornou-se parte do Estado grego criado no século XIX.

Após o crepúsculo do passado otomano, passou,assim como todo o Dodecaneso, para o poder dos venezianos, e depois dos italianos. Entrou para a República da Grécia após a Segunda Guerra Mundial em 1948.” (fonte: http://www.edestinos.com.br/blog/2011/11/patmos-bastidores-do-apocalipse/)

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