Quando eu resolvi comentar filmes neste blog, sabia exatamente o que estava fazendo: sei que não sou nem especialista em cinema, nem tão pouco posso me considerar um verdadeiro cinéfilo (não pelo menos como muita gente o é, que assiste filmes todos os dias!!!).

Assim, decidi que somente escreveria algo sobre filmes, quando assisitisse um que me tocasse profundamente. Por esta razão, fazia tempo que não escrevia um post sobre cinema neste blog. Resolvi romper meu silêncio porque não dá para ficar calado diante do belíssimo “A música nunca parou”. Talvez, nem mesmo no cinema você consiga ficar sem se mexer: o filme tem uma das melhores trilhas sonoras que me recordo em um filme (há músicas de Bob Dylan, Beatles, Stones, etc). Daquele tipo de filme que você sai cantarolando ou vai logo entrando na internet para ouvir as músicas.

Este filme narra a relação (eu diria, reaproximação) entre pai e filho, que estavam distanciados devido a conflitos de geração e voltam a se falar após vários anos afastados. O motivo do retorno ao convívio diário se dá diante da doença do filho. Este, após retirar um tumor do cérebro, perde a capacidade de ter memórias recentes e o pai, recém aposentado, passa a se dedicar integralmente a seu rebento e começa a fazer uso da musicoterapia, o que dá ótimos resultados: a cada música tocada e que marcou a vida do filho, este consegue voltar à normalidade, recordando-se perfeitamente dos momentos vividos em sua infância, adolescência e juventude. O interessante é que o pai, um apreciador da música, nunca aceitava o gosto musical do filho (talvez porque não o conhecesse), situação que começa a mudar quando começa a ouvir o “som” que faz cabeça de seu filho.

O ponto alto do filme ocorre quando o pai realiza o sonho de seu filho: assistir a um show de sua banda favorita, a Grateful Dead. Juntos, vivem um momento único, talvez o melhor de suas vidas. Devido a este filme, vi como as relações interpessoais nem sempre são tão fáceis como deveriam ser. Muitas vezes, para quebrar o gelo ou para aproximar pessoas de universos tão diferentes, é necessário algo para conectá-las: às vezes é o futebol (o que acontece comigo e com meu pai), a música, a política, a religião, etc. Este filme, apesar de comovente, divertiu-me bastante. Saí do cinema com aquele gostinho de quero mais. Cantarolando…Recomendo.

Anúncios