Em tempos de Copa do Mundo e de polêmicas relacionadas aos gastos com a construção dos estádios  brasileiros (agora chamados de arenas), lembrei-me de um estádio que sempre me chamou a atenção: o Olímpico de Munique. Como sempre me interessei por lugares e por esportes, já “conhecia”  o citado estádio mesmo antes de visitá-lo , o que só ocorreu efetivamente em 2003 (de tanto que gostei, retornei em 2010).

O belíssimo estádio alemão ainda é considerado super moderno (dos que já vi, o de arquitetura mais criativa e arrojada), mesmo tendo sido inaugurado há 42 anos. Sua localização, dentro de um parque olímpico fantástico e hoje aberto ao público, é outro diferencial. Quando lá estive, aproveitei e nadei nas piscinas do parque olímpico (as mesmas que Mark Spitz ganhou 7 medalhas de ouro). Senti-me um atleta.

Quem for à Munique, além de tomar muita cerveja, recomendo que não visite apenas o Alianz Arena (outro estádio majestoso), mas também vá ver de perto o Estádio Olímpico, palco de abertura de uma olímpiada (1972) e da final de uma copa do mundo (1974). Além do futebol, o estádio é palco de vários shows. Oxalá que os estádios brasileiros tenham sido construídos com o padrão alemão de qualidade de 1972 e que tenham uma vida útil como o belo estádio de Munique!!!

Segundo o wikipedia:

Estádio Olímpico (em alemão Olympiastadion) em Munique, desenhado pelo arquiteto alemão Günter Behnisch e seus sócios, foi construído entre 1966 e 1972 para os Jogos Olímpicos de Verão de 1972. Inaugurado em 26 de maio de 1972, 80 mil espectadores puderam ver o futebolista alemão Gerd Müller, “Der Bomber” (“O Bombardeiro”) marcar quatro gols numa partida contra a União Soviética. Três meses depois, em 26 de agosto, ocorreu a Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos.

estádio também foi importante na Copa do Mundo de 1974, sendo sede de 8 jogos, entre eles a Grande Final entre a Alemanha Ocidental e a Holanda (a “Laranja Mecânica”), vencida pelos alemães por 2 a 1 e a Decisão de 3º Lugar entre o Brasil e a Polônia, vencida pelos poloneses por 1 a 0. Outra competição importante entre Seleções cuja decisão ocorreu no Olympiastadion foi em 1988, a Eurocopa(Torneio com as principais Seleções européias), vencida pela Holanda por 2 a 0 sobre a União Soviética, com um belo gol do atacante Marco van Basten. O estádio também foi palco de três decisões da Liga dos Campeões da UEFA: em 1979 o Nottingham Forest FCvenceu o Malmö, em 1993 o Olympique de Marselha venceu o AC Milan e em 1997 o Borussia Dortmund venceu a Juventus. A principal característica do estádio é o teto retrátil, com 75.000 metros quadrados, um marco na Arquitetura esportiva. O campo tem 105 metros de comprimento por 68 metros de largura e um sistema de irrigação e aquecimento sob a terra. O estádio, que atualmente tem capacidade para 69.250 espectadores, foi casa dos Principais Clubes da Cidade, o Bayern de Munique e o TSV 1860 Munique até 2005, quando foi concluído o Allianz Arena.”

Por sua vez, em relação ao projeto arquitetônico singular:

“Com o objetivo de criar um ousado complexo esportivo que contemplasse todas as atividades esportivas dos Jogos, o governo alemão lançou em 1967 uma competição internacional entre arquitetos. Dos 102 projetos inscritos, o proposto por Günther Behnisch & Partners, de Stuttgart, foi de longe o mais ambicioso, convencendo o júri. Entretanto, sua grande complexidade exigiria a criação das mais diversas soluções técnicas, o que deixou os organizadores do evento desconfiados com a viabilidade do projeto.A idéia principal do espetacular projeto era a construção de uma enorme tenda sobre as instalações, com leveza estrutural e possibilitando harmonia com o terreno ao redor. Devido a sua distinta e moderna estética, muitas pessoas a descrevem como uma teia de aranha, caracterizando uma arquitetura biomorfa, e outros mais críticos a comparam a um enorme saco plástico descartável. A cobertura estende-se desde o estádio principal até o centro aquático, abrigando também o rinque de patinação e o Sports Hall (arena poliesportiva). Os painéis transparentes que a compõem se apóiam numa extensa malha de cabos de aço que por sua vez se encontra pendurada a mastros localizados externamente às instalações, valorizando os espaços internos e aumentando a sensação de leveza.” (fonte: http://www.lmc.ep.usp.br/people/hlinde/estruturas/munique.htm