Mais uma Copa do Mundo se aproxima. Desta vez o Brasil joga em casa e desta vez estarei “em casa”. Isto porque na última Copa, a da África do Sul, estava residindo na Espanha, de onde assisti um Mundial. Apesar do fracasso da seleção brasileira, a experiência de acompanhar um evento esportivo longe de casa aumentou ainda mais meu sentimento de brasilidade. Em geral, onde quer que eu estivesse, procurava a comunidade brasileira da cidade e junto com alguns amigos, assistíamos os jogos, fazendo a maior festa.

Vale lembrar que em boa parte do mundo, a época da Copa coincide com o verão e com as férias escolares, o que faz com que mais pessoas estejam nas ruas acompanhando os jogos. Lá na Espanha, aproveitei as férias do doutorado,  e pude trocar, por alguns dias, os livros pela camisa da seleção.

Na primeira fase, assisti os jogos iniciais em bares de Barcelona. Lá, há milhares de brasileiros residindo. O curioso é que tem gente do mundo inteiro e você vê bares com torcida por determinados países. A Copa realmente mexe com o mundo. Algo impressionante. Quem pensa que fanatismo por futebol é algo típico de brasileiro está redondamente enganado.

Nas fotos abaixo, os jogos em Barcelona:

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No último jogo da primeira fase, estava em Alicante, na Espanha, com meu amigo André. Lá, assistimos o jogo contra Portugal (0 a 0).

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Nas oitavas, já de volta à  Barcelona, assisti o Brasil vencer o Chile ao lado de meu amigo chileno Nicolás. Azar o dele. Todavia, no jogo seguinte, azar o meu. A desclassificação contra os holandeses foi difícil: lembro-me como o bar estava cheio e como havia muitos holandeses lá. Provações sadias a parte, o clima foi de muito respeito (e festa deles).

Curiosamente, estava com viagem marcada para a Holada, onde fui com meu amigo Newton. Em Amsterdam, pudemos ver a semi-final da Holanda com o Uruguai, com a vitória dos donos da casa. Mais uma festa holandesa que presenciei: mais de 100 mil pessoas de laranja no parque em frente ao Rijksmuseum, onde o jogo foi transmitido por um gigantesco telão.

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O grande momento da Copa para mim foi a final. Não pelo resultado, é claro (venceu a Espanha, vocês lembram). Mas é que assistir a final da Copa do Mundo na casa do país vencedor é uma experiência única. Este jogo assisti em um dos meus lugares favoritos no mundo: a Plaza Mayor de Salamanca. Lá estava com Newton, que veio do Brasil me visitar, e com Nicolás, o amigo chileno que fazia doutorado comigo. A festa espanhola foi incrível, afinal, era o primeiro mundial deles.

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Espero que nesta Copa do Mundo de 2014 todos os estrangeiros que resolverem vir ao Brasil sejam tão bem tratados como eu fui lá fora. Também torço para que os protestos que certamente irão acontecer (o que, em grande parte, ocorrerá por razões justas) não acabem descambando para a violência e para o aparecimento de oportunistas. Boa Copa a todos.

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