Neste mês de maio de 2014, sempre às quartas-feiras, foram publicados no Jornal Gazeta de Alagoas diversos artigos, de autoria de James Magalhães de Medeiros (Desembargador do Tribunal de Justiça de Alagoas), sobre a viagem cultural realizada no mês de abril do corrente ano.

O Dr. James Magalhães, assim como sua esposa, D. Fátima, fizeram parte do grupo, e para nossa alegria, enquanto idealizador da viagem, aproveitaram bastante as atividades culturais realizadas, assim como interagiram muito bem com as demais pessoas que fizeram parte do grupo de 60 amigos que participaram desta última edição da Viagem Cultural.

Nos quatro artigos abaixo (transcritos na íntegra), deparamo-nos com um texto bem escrito e que ilustra, segundo a visão de um participante do grupo, o que foi a 3ª viagem cultural. Sem maiores rodeios, passemos aos artigos:

Férias na Europa (1ª parte, publicada no jornal Gazeta de Alagoas do dia 14 de maio de 2014)

Disse alguém que “sonhar é ver o futuro… Realizar é vivenciar o futuro”. Tudo porque o ser humano é um sonhador que carrega em seu íntimo desejos e ambições, além de ser um realizador, que vai além e transforma em realidade os seus sonhos. Assim, conheceremos a felicidade. Inseridos nesse contexto, sempre procuramos realizar os nossos sonhos, aproveitando as oportunidades surgidas. Foi o que aconteceu recentemente. Tudo teve início com o entusiasmo de minha irmã, Maria das Graças, e do meu cunhado Ricardo Duarte, que nos incentivaram a acompanhá-los em viagem pela Europa, planejada pela Transamérica Turismo, em voo charter, cumprindo roteiro cultural pelos seguintes países: Portugal, República Checa, Alemanha, Holanda, Bélgica e França. Diante da insistência e do entusiasmo, resolvemos sonhar e concretizar o sonho.

O primeiro passo foi procurar a senhora Denise Pita, pessoa de fácil comunicação e deveras educada, para ultimar os detalhes: roteiro da viagem e a forma de pagamento. Passados alguns meses, fomos convidados a participar de uma reunião, na qual foram transmitidos todos os avisos necessários e observações, afinal seria um passeio internacional. Naquele grupão, eu e a minha Fátima, ali estávamos pela primeira vez, como alguns outros também. Começamos então a vivenciar momentos de ansiedade, enquanto esperávamos o dia da partida.

Já no espaço do pré-embarque, começamos a pinçar pessoas amigas e conhecidas. Com os amigos, um bom papo; com os conhecidos, um educado cumprimento. Passados alguns minutos, adentramos na aeronave, tudo em clima de alegria e de expectativa. O avião decola rumo a Lisboa, capital de Portugal, berço da nossa história. Após horas de voo, aterrissamos no Aeroporto Internacional de Lisboa. No dia seguinte, fizemos um tour pela cidade.

O espaço é diminuto para contar tudo que vimos e as emoções vividas. Dizem que as origens de Lisboa perdem-se na noite dos séculos, mas a história informa que os Lígures, Celtas, Iberos e tribos

lusitanas foram os seus primeiros habitantes, sendo posteriormente ocupada por Romanos, Visigodos e Mouros, até que foi conquistada por d. Afonso Henriques, em 1147, para, em 1255, ser elevada a capital do reino, por d. Afonso III. Durante o tour, nos foi oportunizado visitar pontos importantes da bela capital portuguesa, que nos remetem a história geral e também, e principalmente, a nossa, pois fomos descobertos por nossos irmãos portugueses.”

Férias na Europa (2ª parte, publicada no jornal Gazeta de Alagoas do dia 07 de maio de 2014)

Ainda no dia anterior, por ocasião de sua autoapresentação, o guia/orientador, senhor Vicente, brasileiro do Ceará, chamou a atenção de todos, quando nos informou o necessário e nos orientou sobre detalhes importantes da viagem. Nessa ocasião, nos convidou a interagir durante o período do roteiro.

Durante o tour, tivemos um pouco da história de Lisboa, que se confunde com a de Portugal, além de conhecer alguns de seus pontos turísticos. Passamos pelo Monumento a Marquês de Pombal, o grande herói de sua reedificação, após o terremoto, seguido de maremoto e incêndio, ocorrido em 1º de novembro de 1755, que destruiu totalmente a zona ribeirinha da cidade. Estivemos em Belém, onde observamos a beleza do Mosteiro dos Jerônimos e da Torre de Belém. Saboreamos o famoso pastel de Belém. Passamos pela região da Baixa e pelo Parque Eduardo VII, além de outros. O tempo passou rápido e logo fomos para o aeroporto e seguimos para a cidade de Praga, capital da República Checa. Era segunda-feira, dia sete de abril.

Não é à toa que a definem como “Cidade Mágica”, “Cidade de Ouro”, “Cidade das cem torres” ou de “Paris do Leste”. Este último apelido parece melhor simbolizar, quando observamos a cidade banhada pelo Rio Moldava, com suas curvas acentuadas, com majestosa e austera beleza, contrastando com seus campanários, com seus pináculos e construções. Praga nos deixa incapazes para escolher o melhor atrativo, visto ser uma cidade cheia de encanto. Conhecemos o Castelo de Praga, considerado uma das maiores fortalezas do mundo. É a pura lembrança histórica da jovem República Checa. Estivemos no bairro de Malá Strana, surgido em 1257, sempre reconstruído e ampliado, residencial, símbolo da burguesia e da riqueza, com suntuosos palácios e esplêndidos lugares de culto. Por suas ruas passaram cortejos para a coroação dos soberanos da Boêmia. Passamos pela Ponte Carlos, estivemos na Praça da Cidade Antiga. Após o almoço, exploramos a pé outros pontos turísticos da cidade. Ainda em solo checo, estivemos na cidade balneária de Karlovy Vary, com mais de sessenta fontes quentes, sendo que catorze delas são usadas para tratamento.

O grupo interagiu muito bem, tanto é que havia sempre momentos de descontração. Os que mais se destacavam eram o jornalista Antônio Noya, o médico Artur Gomes Neto e o economista Manoel Audo, sendo que este último foi eleito “senador” do grupo, pois era o que mais falava e somente se aquietava, quando estava a dormir ou quando curtia alguns graus de frio.”

Férias na Europa (3ª Parte, publicada no jornal Gazeta de Alagoas em 21 de maio de 2014):

Santo Agostinho dizia que todos nós somos viajantes, e que viajar é avançar. Nunca devemos estar satisfeitos com o que apenas somos; temos que buscar o que ainda não somos. Uma boa viagem de férias nos proporciona novos conhecimentos, diversão e, principalmente, amizade. No clima descontraído que se instalou no grupo, foi possível conjecturar novas amizades, que somente o futuro irá responder. Aproveito a ocasião para destacar o nosso bom relacionamento com os casais: José Cláudio e Maria Aparecida Farias, José Klinger e Rosa Teixeira, Marcial e Marias Coelho, Sílvio e Lúcia Duarte, Reinaldo e Maria José Carvalho, Ricardo e Vera Queiroz, Luiz Carlos e Raquel, Rubens e Sibele Duarte, além de alguns outros. Também não podemos esquecer o casal Felipe e Renatha, ele, pessoa bem descontraída, totalmente extrovertida, nossos irmãos do vizinho estado de Sergipe. Tanto é verdade a afirmativa que, em dado momento da viagem, eis que aparece o Felipe, imitando o nosso líder e orientador, senhor Vicente. Foi tão semelhante a imitação, que foi aplaudido por todos, inclusive pelo imitado.

É 10 de abril, ainda pela manhã, quando deixamos a República Checa e adentramos em território alemão, oportunidade em que visitamos as belíssimas cidades de Nuremberg, Heidelberg e Colônia, quando fomos tomados pela história e pela cultura, diante daquela inimaginável oportunidade. Foi em Nuremberg, por exemplo, que o nazismo se organizou, com reuniões, comícios e desfiles; e também aconteceu o julgamento dos famosos líderes do partido e do movimento nazista. Quando Hitler assumiu o poder, Nuremberg se tornou o coração do Governo Nazista e o centro da propaganda antissemita.

Passamos por Heidelberg, onde visitamos a sua tradicional universidade, criada em 1386, a mais antiga da Alemanha, por onde passaram mais de cinquenta Prêmios Nobel, além de outros pontos turísticos. Linda cidade de arquitetura barroca, situada às margens do Rio Neckar, ornamentada por montanhas e florestas que cativam o visitante. Depois, fomos para Colônia, através do Vale do Rio Reno, cuja história remonta aos romanos, com seus vilarejos, castelos e vinhedos. Nos foi oportunizado conhecer a sua catedral (Catedral de Colônia), em estilo gótico, que foi construída durante mais de seiscentos anos, onde lá se encontram as relíquias dos três Reis Magos. Também visitamos o Museu do Perfume, na Casa Farina, a mais antiga casa de perfumes do mundo, com mais de 300 anos de história e que nos legou a tradicional Água de Colônia.”

Férias na Europa (4ª parte, publicada no jornal Gazeta de Alagoas do dia 28 de maio de 2014)

Deixamos o território alemão e fomos até Haia, sede do Governo e do Parlamento holandês, conhecida como “Residência Real” ou “Cidade da Paz e da Justiça”. É sede de organizações internacionais, a maioria de natureza jurídica, como a Corte Internacional de Justiça e a Corte Permanente de Arbitragem. É considerada uma metrópole, com personalidade internacional. Nos foi possível observar seus monumentos, suas estátuas e seus palácios, formando um belo acervo turístico. Pernoitamos em Amsterdã, na Holanda.

Estamos próximos ao final do nosso passeio pela Europa. Tudo graças a um planejamento que descambou para
uma belíssima realidade. O resultado foi tornar verdadeiros os nossos sonhos. Nossos elogios ao coordenador cultural, Fábio Lins Carvalho, professor universitário, sempre encorajado por sua Wania, que arquitetou o roteiro cultural. Também ao casal Marcel e Ângela Monteiro, profissionais competentes na área do turismo, que apostou no sucesso.

É domingo, 13 de abril. Conhecemos os pontos turísticos de Amsterdã, capital dos Países Baixos, em termos de negócios e finanças, uma bela cidade, diferente de muitas outras, com edifícios, praças, igrejas, pontes e de vários canais. Passamos pela Praça Dam, pela casa de Anne Frank, pelo Bairro dos Museus e tantos outros locais históricos. No final da tarde e começo da noite, participamos de um passeio, de barco, por seus canais, oportunidade em que nos serviram vinhos e queijos.

Estivemos em Antuérpia, conhecida mundialmente como centro de lapidação de diamantes e por seu porto, um dos maiores do mundo. Chegamos em Bruxelas, titulada Capital da União Europeia, por ser a sede do Parlamento Europeu. Visitamos o Grand Place, considerada uma das praças mais bonitas do mundo, o Palácio Real e o Parc du Cinquantenaire, além de outros. À tarde, fomos até a cidade de Bruges, tida como “Veneza do Norte”, pelos inúmeros canais que a cercam ou atravessam-na, ligando-a à cidade de Gante. Pernoitamos em Bruxelas, e, no dia seguinte, fomos até Paris, a eterna e inesquecível capital francesa.

Em Paris, visitamos a Torre Eiffel, a Catedral de Notre-Dame, com sua beleza e arquitetura, os Champs Elysees, o Palácio de Versailles, e tantas outras maravilhas. Não esqueçamos que Paris é, e sempre será, Paris, com sua arquitetura, com seus parques, com suas avenidas, com seus museus, e com sua riquíssima história. Já foi considerada a Meca da Belle Époque. E, assim, termino nosso roteiro cultural.”