Acabo de assistir “Getúlio”, filme nacional, estrelado por Tony Ramos, que retrata os últimos dias de vida da pessoa que durante mais tempo ocupou a Presidência da República no Brasil. O filme gira em torno dos acontecimentos que vão do mal-sucedido atentado a Carlos Lacerda (interpretado por Alexandre Borges), jornalista e principal opositor a Getúlio, que se deu em 05 de agosto de 1953, ao suicídio do Presidente no Palácio do Catete, ocorrido 19 dias depois, em 24 de agosto.

O filme é bom. Não que seja uma superprodução. E não precisava ser. Para mim, seu maior mérito é mostrar não só os bastidores históricos da conspiração pelo poder (seja para nele se manter, seja para passar a ocupá-lo), mas, principalmente, a angústia de uma pessoa que se vê acuada, pressionada por todos os lados (a oposição acusa Getúlio de ter sido o responsável pelo atentado à Lacerda, embora o filme mostre seu não envolvimento pessoal com a questão).

O elenco do filme tem bons nomes. Destaco, além da ótima atuação de Tony Ramos (embora fique difícil deixarmos de vê-lo com o ator global das novelas), o grande desempenho de Drica Moraes, no papel de Alcira, filha de Vargas.

Para os que gostam de história e de política, recomendo. Para os que não gostam, ainda assim, o filme vale a pena.

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