Com muita satisfação, estou lendo o best-seller Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo, de Leandro Narloch. Dentre as muitas curiosidades relatadas pelo livro, que desfaz (ou pelo menos questiona) muitas ideias já consolidadas a respeito da história, há uma, prevista em uma notinha de página, que chamou minha atenção. Trata de uma fantástica história acerca da reforma do calendário juliano, em 1582. Transcrevo na íntegra:

“O calendário que se usava na época havia sido implantado por Júlio César e produzia um atraso de três dias a cada 400 anos. A reforma só acabou em 1582, quando o papa Gregório III mandou que a data de então fosse adiantada, para corrigir o atraso. O dia 04 de outubro, quinta-feira, passou direto para o dia 15 de outubro, sexta-feira, do mesmo ano. A implantação do novo calendário ficou a cargo do padre Clávio, que se tornou amigo de Galileu”

Vê-se, assim, que os dias 05 a 14 de 1582 nunca existiu na história da humanidade (ao menos, do mundo ocidental que utiliza o calendário juliano).

Para o wikipedia:

“1582 (MCLXXXII, na numeração romana) foi o ano de transição do calendário juliano adoptado na Idade Média pelos cristãos ocidentais para o atual calendário gregoriano, hoje um calendário universal. A Reforma do Calendário aprovada pelo papa Gregório XIII teve várias consequências entre as quais a anulação de 10 dias, no mês de outubro, a seguir ao dia 4. Assim o ano de 1582 foi um ano comum no calendário juliano, com 365 dias, e a sua letra dominical foi G, pelo que teve início numa segunda-feira. Em Portugal, em virtude de uma lei de Filipe I de Portugal, assinada em Lisboa, a 20 de setembro do mesmo ano, e escrita em português de acordo com as garantias aprovadas nas Cortes de Tomar, o calendário gregoriano entrou em vigor na data determinada pela Santa Sé e foi um ano menor, de apenas 355 dias, cuja letra dominical foi G até ao dia 4 de outubro e com letra dominical C a partir do dia 15 de outubro, e assim terminou numa sexta-feira.” (fonte: wikipedia)