Nas últimas semanas, fui duas vezes ao cinema sem saber que filmes iria assistir. Deixei para escolher na hora, a partir das opções disponíveis. Na primeira vez, dei uma sorte danada: assisti “Apenas uma chance”, filme belíssimo que narra a vida de uma pessoa simples (o galês Paul Potts, hoje uma celebridade no Reino Unido), mas com um grande talento, no caso, cantar ópera. Trata-se de uma estória real, tendo o personagem principal alcançado o reconhecimento público, depois de uma série incrível de dificuldades. No fim, sem querer contar o final, ele participa de um programa da televisão britânica que busca talentos musicais.

O filme é leve, descontraído, mas aborda questões sérias, como a falta de apoio paterno (o pai queria que o filho fosse operário), bulling (por ele ser obeso e fã de ópera), perserverança (ele chega a receber um não até mesmo de Pavarotti), etc. Os críticos profissionais talvez dirão que o filme é água com açúcar. Como sou leigo no assunto, confesso que adorei o filme, seja pelo fato de mostrar uma família simples, que enfrenta problemas reais, no inusitado País de Gales (que quase nunca é mostrado), seja pelo amor exageradamente ingênuo, mas verdadeiro, dos personagens principais. Também gostei das cenas gravadas em Veneza e até mesmo das interpretações de música clássica. A cena final é de arrepiar. Isto eu garanto.