Semana passada ocorreu a estréia no Brasil do novo filme do diretor Woody Allen: “Magia ao luar”. Não havia lido nada sobre o filme antes de assisti-lo. Para mim, bastava saber que era mais um filme deste diretor de que tanto gosto e que tinha no elenco Colin Firth, um ótimo ator inglês. Aliás, por falar em elenco, também brilha na tela a atriz Emma Stone, conhecida do grande público por filmes como Histórias cruzadas e O espetacular Homem Aranha 2.

“Magia ao luar” é um filme que me agradou bastante. Ironia da mais refinada. Pra começar, o roteiro trata de um assunto interessante: a possibilidade ou não de conciliação da fé com a ciência. Na verdade, os personagens principais representam os extremos de cada uma: temos de um lado um famoso ilusionista que é cético (Colin Firth) para as coisas da fé e que somente leva em consideração o que pode ser comprovado pela ciência, desprezando as emoções, e do outro lado uma “médium” (Emma Stone), que leva muita gente a acreditar no mundo espiritual. E não é que o encontro destes dois é bem divertido e inusitado?

Somente Woody Allen consegueria colocar tanta ironia e sarcasmo nos deliciosos diálogos entre os personagens. Cada um zombando do outro, mas também, à medida que o filme vai avançando, cada um se aproximando cada vez mais do mundo do outro.

Detalhe final: nesta nova linha de produzir filmes fora dos EUA, Woody Allen utilizou as belíssimas paisagens da Riviera Francesa e ambientou o filme nos anos 1920. No seu lugar, iria assistir este filme o quanto antes.

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