Após sugestão do amigo Zilberto Medeiros, ontem fui assistir no Centro Cultural Arte Pajuçara o filme “Relatos selvagens“. O que achei do filme? Fantástico. São seis estórias que se passam na Argentina, cada uma melhor que a outra.

Apesar de terem enredos e personagens distintos, todas as estórias retratam situações em que as pessoas perdem o controle. E como!!! O filme mostra que isto poderia, em tese, acontecer com qualquer um, seja por causa de um xingamento no trânsito, pela burocracia estatal, por uma traição, por uma grande injustiça, ou por outras situações que levam as pessoas a reagirem de forma irracional.

Particularmente, gostei mais de três estórias: a primeira é a do cidadão que fica injuriado com o departamento de trânsito que aplica multas de forma tresloucada e sequer permite que a pessoa argumente algo em sua defesa (nesta estória, o personagem principal é Ricardo Darín, a grande estrela do cinema argentino). Para não eliminar o fator surpresa, não direi qual foi a reação explosiva do cidadão revoltado com a falta de “sensibilidade” das autoridades.

A outra estória que considerei mais interessante foi a de um casamento, lotado de convidados, em que a noiva, no meio da “valsa nupcial”, descobre que o noivo lhe traía com uma das convidadas. Confesso que nunca havia visto uma reação tão forte. Homens, cuidado com a fúria das mulheres!!! E, curiosamente, ninguém conseguiria imaginar um desfecho tão inusitado para o casal.

A outra estória que me chamou a atenção foi a de uma família, aparentemente honesta e dotada de valores éticos, que diante de um acidente causado pelo filho jovem e irresponsável, é levada a “comprar” todo mudo que aparece pela frente para que o rapaz não seja envolvido na situação que já causou enorme repercussão social. Nesta estória, vemos qual é o preço de cada pessoa.

Este filme acaba de ser indicado para representar a Argentina no Oscar. Não sei se vai ganhar, mas que é muito bom, isto não duvido.