O turismo religioso movimenta milhões de pessoas pelo planeta. São pessoas que se deslocam em busca de experiências únicas. A maioria das legiões de peregrinos que, há séculos, vai continuamente a destinos como Meca, Jerusalém ou Roma (ou mesmo Juazeiro do Norte ou Aparecida) certamente encontra nestes locais não apenas atrações de grande apelo turístico.

Nas viagens que tenho feito, tive a oportunidade de conhecer destinos religiosos marcantes: Fátima, Santiago de Compostela, Éfesos, Corinto, Assis, Pádua e Vaticano são alguns dos lugares que já pude visitar e agora recomendar. Minha mãe sempre me fala como vale a pena uma viagem pela Terra Santa (Israel). Ainda irei, com certeza.

Quando viajo, faço questão de visitar as igrejas mais significativas de cada cidade, e também aquelas que não são tão badaladas. As igrejas representam o esforço de um povo que levou anos, décadas e às vezes séculos para prestar uma homenagem à divindade. (vide o post que fiz sobr a Catedral de Colônia, que levou mais de 600 anos para ficar pronta https://culturaeviagem.wordpress.com/2013/09/25/catedral-de-colonia-uma-historia-que-vale-a-pena-conhecer/)

Recentemente, fui a algumas cidades da Andaluzia (sul da Espanha) que abrigaram em sua história tanto a fé de mouros como de cristãos. Em Córdoba, há, inclusive, a Juderia, um bairro dos judeus, próximo à Grande Mesquita, hoje uma Catedral cristã. Antes de conhecer a referida igreja, fiz até um post sobre ela neste blog (https://culturaeviagem.wordpress.com/2014/12/01/a-mesquita-catedral-de-cordoba/)

Depois que ter passado duas horas contemplando esta maravilha da arquitetura e da fé, considero a Mesquita de Córdoba como uma dos três templos religiosos mais fantásticos do planeta, ao lado da Basílica de São Marcos em Veneza e a de Santa Sofia em Istambul (hoje um museu). Também destaco as Basílica de São Francisco (Assis) e de Santo Antônio (Pádua), a igreja de Santo Estévão (Salamanca), a Sagrada Família (Barcelona) e a Madeleine (Paris), que nem igreja era quando foi criada.

Abaixo, fotos do exterior e do interior da Basília de São Marcos em Veneza:

A Mesquita de Córdoba:

A impressionante Santa Sofia em Istambul:

Basílica de São Francisco (Assis):

Igreja de Santo Estévão (Salamanca):

Sagrada Família (Barcelona):

Na nossa próxima viagem cultural, vamos ao México, e, evidentemente, não poderíamos deixar de fora do roteiro ao Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe. Seja religioso ou não, crente ou ateu, tenho certeza que a visita valerá muito a pena:

O Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe é uma basílica menor da Igreja Católica e santuário nacional do México. Dedicado à Virgem de Guadalupe, está localizado no Monte do Tepeyac, na Cidade do México. É considerado o principal templo da Igreja Católica no continente americano e um dos mais visitados do mundo, recebendo cerca de 20 milhões de fiéis anualmente. O santuário é composto de várias igrejas e capelas, dentre elas as duas basílicas, uma do século XVI, e outra de 1974, cujo projeto é do arquiteto mexicano Pedro Ramírez Vásquez.1 Esta nova basílica foi construída em razão do afundamento da Antiga devido ao terreno movediço, pois a Cidade do México foi construída em cima de um lago aterrado, o Lago de Texcoco.

A Basílica da Nossa Senhora de Guadalupe é o segundo santuário católico mais visitado no mundo, perdendo somente para a Basílica de São Pedro. A Basílica de Guadalupe recebe mais de 20 milhões de visitantes ao longo do ano e inumeráveis peregrinações de todo o México, tendo inclusive, superado a Basílica de São Pedro em número de visitantes no ano de 2006. A Basílica de Guadalupe, ao ser declarada santuário nacional do México e basílica menor pelo Vaticano, tornou-se um dos primeiros santuários marianos da América Latina. O principal acesso à Basílica é por “La Villa de Guadalupe”, conhecida popularmente como “La Villita”, e fica no norte da cidade do México.

A Antiga Basílica de Guadalupe, conhecida oficialmente como “Templo Expiatorio a Cristo Rey”, é o primeiro templo católico dedicado à Virgem de Guadalupe. Começou a ser construída em 1531 e foi concluída em 1709 foi projetado por Pedro de Arrieta. O interior é decorado em mármore com duas estátuas de Juan Diego e do Frei Juan de Zumárraga. Foi consagrada basílica em 1904 pelo Papa Pio X. As vestes de Juan Diego ficaram abrigadas na Igreja até 1974.

Em 1921 uma bomba foi implantada no altar da Basílica por um ativista anticlérico que conseguiu explodir parte do templo causando enormes prejuízos à Arquidiocese da Cidade do México. Na década de 70, foi descoberto o afundamento do terreno e um novo templo teve de ser planejado. Já em 1979, o Instituto Nacional de Antropologia e Historia (INAH), em parceria com a Igreja Católica mexicana, iniciou um trabalho arqueológico para tentar restaurar o chão da igreja e impedir a perda de artefatos importantes. O INAH já havia trabalhado com a Catedral Metropolitana da Cidade do México e com a Torre de Pisa. Embora ainda não tenham sido finalizados os trabalhos na Basílica, a primeira etapa da restauração já foi concluída com sucesso em 2000. A basílica foi reaberta em 2001 e celebra o Santíssimo Sacramento todos os dias.

A moderna basílica foi construída na década de 1970, projetada pelo arquiteto Pedro Ramírez Vázquez (que também projetou o Estádio Azteca). Foi idealizada em estilo moderno e viabiliza permitir uma vista total do altar para os que estão no interior. A estrutura é suportada por 350 pilares e pode abrigar 10 mil pessoas no interior. No entanto, em celebrações especiais são colocados assentos adicionais e a capacidade chega a até 40 mil lugares. A Basílica Nova abriga ainda, em seu interior, a tilma de Juan Diego Cuauhtlatoatzin com a estampa de Nossa Senhora de Guadalupe.” (fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bas%C3%ADlica_de_Nossa_Senhora_de_Guadalupe)

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