Nem só de Paris e Londres vive o turismo no Velho Mundo. Novos destinos turísticos vêm chamando a atenção nos últimos tempos na Europa. Neste contexto, destacam-se países até então pouco associados às viagens dos sonhos, mas que hoje vêm sendo “invadidos” por turistas de todo o mundo,  como a Croácia e Montenegro, que já foram objeto de posts específicos deste blog:

Montenegro: https://culturaeviagem.wordpress.com/2015/06/07/montenegro-o-novo-destino-sensacao-da-europa/

Croácia: https://culturaeviagem.wordpress.com/2015/06/10/croacia-top-5-do-pais-europeu-da-moda-com-direito-a-bonus/

Outro país que emerge à constelação das grandes estrelas do turismo europeu é a Eslovênia, pequena república situada entre a Itália, a Áustria, a Croácia e a Húngria, e que somente em 1991 conseguiu sua independência (antes pertencia à Iugoslávia).

Localização da

Com uma área e população equivalentes aos do Estado de Sergipe (20 mil km2 e 2 milhões de habitantes), a Eslovênia possui vários motivos para despontar no turismo europeu: o país é seguro, tem uma rica história, muitas atrações naturais e uma bela capital, Liubliana. Sobre a Eslovênia:

Ao longo de sua história, o país fez parte do Império Romano, do Império Bizantino, da República de Veneza, do Ducado de Carantânia (o actual norte esloveno), do Sacro Império Romano-Germânico, da Monarquia de Habsburgo, do Império Austríaco (a partir de 1866, Império Austro-Húngaro), do Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos (depois Reino da Jugoslávia) e da República Socialista Federativa da Jugoslávia de 1945 até finalmente conquistar sua independência em 1991.

A sua capital é Liubliana, que também é a mais populosa cidade do país. Faz parte da União Europeia desde2004, e é também o único ex-país comunista a fazer parte ao mesmo tempo da União Europeia, do Acordo de Schengen, da Zona Euro, da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, do Conselho da Europa e da Organização do Tratado do Atlântico Norte. Nos últimos anos, apresentou uma significativa melhora em seus indicadores socioeconômicos, refletido por seu Índice de Desenvolvimento Humano, da ordem de 0,892, o 21° maior do mundo em 2013, segundo a Organização das Nações Unidas.” (fonte: wikipedia)

No tocante aos atrativos turísticos da Eslovênia, lembre-se que o país tem uma parte de seu território nos Alpes, tem 49 parques naturais, uma pequena, mas bela costa junto ao Adriático, o maior complexo de cavernas da Europa e uma das cidade mais cênicas do planeta, Bled. Dúvida? Abaixo, fotos de Bled, com seu famoso lago e ilha fotogênicos:

Para o Globo Repórter, a ilha do lago de Bled é considerada a mais bonita do mundo:

http://globotv.globo.com/rede-globo/globo-reporter/v/eslovenia-esconde-ilha-considerada-a-mais-bonita-do-mundo/2073300/

http://globotv.globo.com/rede-globo/globo-reporter/v/florestas-exuberantes-montanhas-e-belos-rios-surpreendem-na-eslovenia/2073307/

Sobre os motivos para conhecer a Eslovênia:

Ela tem dimensões minúsculas, abriga atrações escondidas que nem sempre convidam os viajantes acostumados com as facilidades de outros países europeus e fala uma língua incompreensível (pelo menos para aqueles que ainda não se aventuraram na complexidade dos idiomas eslavos). Ainda assim, a Eslovênia é uma daquelas experiências que a gente custa a acreditar que são possíveis. Com um território de apenas 20 mil km² e uma extensão de leste a oeste que sequer ultrapassa os 250 km de distância, esse destino do Leste Europeu compensa qualquer barreira geográfica ou linguística. Desconhecida entre brasileiros, a Eslovênia, cujos deslocamentos rodoviários não são superiores a duas horas de viagem, é uma prova de que tamanho não é documento. Veja abaixo sete motivos para conhecer esse pequeno país do Leste Europeu que se orgulha de reunir em um mesmo território cidades mediterrâneas, paisagens alpinas e uma das maiores áreas florestais da Europa.

Balada underground: Discreta e histórica, a capital da Eslovênia abriga um dos centros alternativos mais famosos da Europa. Conhecido como Metelkova Mesto (www.metelkovamesto.org), o local abriga galerias de arte e bares localizados no interior de antigos quartéis militares onde é possível ouvir estilos como eletrônico, heavy metal e até jazz em ambientes decorados com esculturas e paredes grafitadas.

Castelos: Construções medievais costumam encantar viajantes de todos os estilos e na Eslovênia não é diferente. Um dos destaques é o impressionante Castelo de Bled (www.bled.si), construção que começou a ser erguida no século 11 sobre um paredão rochoso de 130 metros sobre o lago de origem glacial desta cidade a 57 km de Liubliana. O local, considerado a segunda atração mais visitada do país, oferece vistas panorâmicas da igreja barroca construída em uma ilha no interior do lago e dos Alpes Julianos. A capital da Eslovênia abriga outro castelo famoso, o Castelo de Liubliana, construção do século 17 que funcionou como fortaleza e, atualmente, pode ser visitada a partir de uma viagem em um funicular com paredes transparentes. No local, é possível visitar um museu de história e a torre de observação do castelo.

No entanto, o cenário medieval mais impactante de todo o país (para não dizer de toda a Europa) é o Castelo de Predjama, uma impressionante construção medieval do século 12 que se encontra no interior de uma rocha sobre um penhasco de 123 metros. O local, situado a dez quilômetros das cavernas de Postojna, é conhecido em todo o país como ‘castelo-caverna’ e seu interior, assim como suas galerias subterrâneas, podem ser visitados.

Caverna: Esta rede de 20 km de galerias subterrâneas, que já recebeu mais de 30 milhões de visitantes em quase dois séculos, é a atração mais visitada de toda a Eslovênia. Declarada a mais antiga do Planalto Cársico, a Caverna de Postojna (www.postojnska-jama.eu) é visitada a bordo de trens que cruzam os impressionantes salões com formações calcárias com mais de três milhões de anos e uma caminhada de um quilômetro por passagens e galerias que formam este que é um dos sistemas de caverna mais complexos do mundo, descoberto em 1818. O tour de 1h30 inclui passagens por salas como o ‘Salão dos Tubos’, conhecido também como ‘Sala do Espaguete’ devido às formações finas penduradas no teto; o ‘Salão Vermelho’ com rochas avermelhadas; e o ‘Brilhante’, uma estalagmite cintilante com cinco metros de altura.

Costa Adriática: A sensação é de estar em algum bairro da italiana Veneza. Construções medievais e ruas estreitas fazem de Piran (www.portoroz.si) uma das cidades de estilo mediterrâneo mais visitadas na pequena costa adriática da Eslovênia. Com arquitetura veneziana bem preservada, esse destino localizado em uma península é declarado Monumento Histórico Nacional e está a apenas duas horas de carro de Veneza, do outro lado do Golfo de Veneza. A vizinha Portoroz é outro destino turístico famoso na região.

Cidades históricas: Seja em vilarejos ou na capital, a Eslovênia abriga cidades que são paradas obrigatórias para amantes de destinos históricos. Liubliana (www.visitljubljana.si), a capital com menos de 300 mil habitantes e principal porta de entrada ao país, abriga um cenário que parece tirado de alguma história medieval. Embora seja considerada uma das capitais mais jovens da Europa, declarada após sua independência da Iugoslávia em 1991, possui um passado de invasões que deram origem a uma cidade que consegue reunir em um mesmo destino construções romanas, arquitetura medieval do século 6, edifícios renascentistas do século 16 e art nouveau da primeira década do século passado, entre o centro histórico e a atual estação de trem. É na Cidade Velha, setor histórico de Liubliana, que se encontram atrativos como o edifício da prefeitura, construção do século 15, e as pontes cenográficas sobre o rio Ljublanica, como a ‘Ponte do Dragão’ (uma homenagem feita em 1900 ao animal mitológico símbolo da cidade) e a ‘Ponte Tripla’, uma curiosa construção com três pontes que cruzam, paralelamente, o rio da cidade.

A minúscula  Radovljica (www.radovljica.si), conhecida também como Radol’ca para facilitar a pronúncia de seu nome entre estrangeiros, está a 57 km de Liubliana e abriga construções de pedra como a pequena taberna do século 15 localizada atrás da Igreja de São Pedro, a Casa Lectar, restaurante aberto desde 1822 em uma casa com mais de 500 anos e a Šivec house, considerada um dos melhores exemplos da arquitetura medieval da Eslovênia, erguida no século 16.

Maribor, a segunda maior cidade da Eslovênia, é outro destino histórico do país e foi declarado em 2012 como uma das capitais culturais da Europa. Localizada às margens do rio Drava, essa cidade com ares de interior abriga um pequeno centro histórico e uma videira com mais de 400 anos, considerada a mais antiga do mundo.

Museus curiosos: Famosa pela apicultura e pela produção de pão de gengibre, a pequena Radovljica, cidade a 57 km de Liubliana, abriga dois museus bem simples que valem a visita a esse município de passado medieval.

O Museu da Apicultura (www.muzeji-radovljica.si) se localiza em um palácio barroco do centro histórico e possui acervo permanente com utensílios e uma interessante coleção de panjske končnice, tábuas de madeiras pintadas com temas religiosos e profanos que foram utilizadas em colmeias locais a partir do século 18. Outro local curioso é o Museu do Pão de Gengibre (www.lectar.com), réplica de uma padaria antiga que produz até hoje os tradicionais pães de gengibre em forma de coração preparados, tradicionalmente, como suvenires. Considerado um ‘museu vivo’, o local abriga ferramentas, utensílios e móveis antigos e o visitante pode ver a preparação dos produtos feitos por mulheres com trajes típicos.

Florestas: A Eslovênia possui quase 60% de seu território formado por florestas, o que garantiu ao país o título de ‘segunda maior área florestal da Europa’. O Triglav, área verde com 838 km², é o único parque nacional da Eslovênia e um dos mais antigos de todo o continente europeu.

Localizado nos Alpes Julianos, próximo às fronteiras da Itália e da Áustria, este parque é endereço de alguns dos cenários mais impactantes da região. Bohini (www.bohinj.si), no interior de um vale de mesmo nome, é uma das cidades que servem de entrada para a região e abriga atrações como o Lago Bohini e as montanhas de pico nevado refletidas em suas águas azuladas; a estação de esqui de Vogel que é acessada por um teleférico que sobe a mais de 1500 metros sobre o nível do mar e possui plataformas de observação com vistas para as florestas locais e a montanha Triglav, cujos 2865 metros são o topo do país; e trilhas às margens do rio Mostnica e de acesso à cachoeira Savica com quedas d’água de até 50 metros de altura. Tolmin, localizada no Vale Soca, é outra cidade eslovena que serve de entrada para essa região florestal e abriga gargantas formadas pelo encontro de dois rios locais, águas termais e formações naturais como a Medvedova Glava, pedra em forma de cabeça de urso presa entre dois paredões estreitos do cânion  Zadlascica, e a Caverna Zadlaska, conhecida também como Caverna de Dante, onde o escritor italiano Dante Alighiere teria se inspirado para escrever um dos capítulos de seu livro ‘A Divina Comédia’.”  (fonte: http://viagem.uol.com.br/guia/eslovenia/liubliana/roteiros/castelo-construido-em-rocha-e-um-dos-motivos-para-conhecer-a-eslovenia/index.htm)

Abaixo, algumas atrações da Eslovênia:

Piran, no Mar Adriático:

A grande rede de cavernas do país:

Caverna de Postojna, onde cabem 10 mil pessoas:

Liubliana, a capital:

Ainda sobre os encantos da Eslovênia:

Se algum dia um esloveno lhe disser “Greva na vino!”, tenha certeza: esse convite é pessoal e intransferível. A língua eslovena é uma das raríssimas do mundo a distinguir o “nós” de duas pessoas do “nós” de três ou mais – vale para coisas também. Quando se visita o país, entende-se a resistência desse modo dual, característica tão antiga dos idiomas indo-europeus. apelidada de “Europa em Miniatura”, a Eslovênia é toda ela um cenário de conto de fadas, perfeita para uma viagem a dois. Ali onde os Alpes encontram o Mediterrâneo e a Europa Central vê os Bálcãs, 2 milhões de habitantes se espalham por uma área menor que a do estado brasileiro de Sergipe. E todo esse território é propício ao turismo, com a vantagem de a Eslovênia ainda ser bem menos explorada do que a vizinha Croácia.

Confundir a Eslovênia com a Eslováquia, como George Bush fez em 1999, só não é mais comum do que não ter nenhuma ideia sobre o país. Breve histórico: por séculos, a Eslovênia pertenceu ao império Austro-Húngaro, dissolvido no começo do século 20. Após a Segunda Guerra, integrou a Iugoslávia e, junto com Bósnia-Herzegovina, Sérvia, Croácia etc., esteve sob as asas do velho Marechal Tito. A autonomia veio após um referendo, em 1991. Em 2007, o país adotou o euro como sua moeda.

Foi um pouco depois disso, em 2009, que visitei a Eslovênia pela primeira vez. Eu e uma amiga viajávamos de trem pela Europa e passaríamos os últimos dias de nossas férias na casa de um amigo em Liubliana, a capital eslovena. Pela janela do trem, víamos o pôr do sol de outono se embrenhando na floresta cor de ouro. Incomuns na Europa, as florestas são literalmente mato no pequeno país: ocupam mais da metade dele.

Com tanta natureza, eslovenos e turistas têm muitas razões para aproveitar o país ao ar livre. São 10 mil quilômetros de trilhas demarcadas por dentro das florestas, em planícies, vales e picos de montanhas, muitas montanhas! Principalmente no norte do país. Só nos Alpes Julianos há uma centena delas com mais de 2 mil metros de altitude. O pico mais alto do país é o Triglav, com 2 864 metros, no Parque Nacional do Triglav, próximo às fronteiras com a Itália e a Áustria.

Um programa comum dos eslovenos é subir e descer os tais 2 864 metros do Triglav, atividade que leva pelo menos 12 horas. Lá, passam o dia, podendo até mesmo pernoitar em casas de montanha, bem mais confortáveis do que aqueles abrigos rústicos dos parques nacionais brasileiros. Um ditado diz que todo esloveno precisa subir o Triglav pelo menos uma vez na vida – e, aqui, quem sobe a segunda não é tolo, como no provérbio japonês relativo ao Monte Fuji. É pelo menos sarado, pois é preciso preparo físico, coisa que os eslovenos parecem adquirir desde cedo. É comum ver mamães e papais subindo a montanha com os futuros trilheiros, seus bebês, nas costas, em uma mochila adaptada.

A capital da Eslovênia, Liubliana, é um charme, viva e bela. Fundada no ano 1º a.C., no tempo da dominação romana, tem um belo castelo medieval do século 15 e casario e monumentos de arquitetura destacada ao longo do Rio Liublianica, que corta a cidade. A vida agitada ocorre ali no Centro, em bares, cafés, restaurantes, docerias, galerias de arte. É possível passear a pé ou de bicicleta. A prefeitura mantém um sistema gratuito de bikes e, melhor ainda, uma rede de ciclovias de 145 quilômetros. Para ser mais exata, preciso dizer que só é possível passear no Centro Histórico a pé e de bicicleta, pois a circulação de carros é proibida. No verão, Liubliana é ainda mais a Europa em Miniatura, com concertos tomando conta das ruas, gente bebendo nas mesinhas dos bares nas calçadas, o sol teimando em se pôr. Uma boa companhia nessa hora é a cerveja Laško, ou até mesmo a artesanal Human Fish, que é servida no bar Tozd, cuja marca registrada são as bicicletas penduradas na parede.

Liubliana também tem museus legais. O novíssimo Museu de Arte Contemporânea foi inaugurado há menos de dois anos e exibe obras de artistas que buscam fazer um diálogo entre a Europa Ocidental e o Leste, como a performer Marina Abromovic. Ali ao lado está Metelkova, um bairro alternativo, antigo quartel militar que se tornou squat (invasão) em 1993. No Metelkova estão os bares e discotecas onde as leis são mais flexíveis e os odores de Amsterdã estão no ar. O hostel Celica usa as velhas celas da prisão militar como quartos para os hóspedes. De volta à rua, impossível não perceber as pontes da cidade. Como a Tromostovje, do arquiteto Jože Plečnik. Na verdade um conjunto de três pontes sobre o Liublianica. Ela leva à Praça Prešernov, onde fica a bonita Igreja da Assunção, barroca, vistosamente vermelha e da ordem franciscana. Outra ponte para “ornar” na foto é a do Dragão, com suas quatro esculturas de bronze que representam, claro, dragões. Pode até dar um medinho para quem passa por ali, sozinho, alta noite. Mas em Liubliana essa é possivelmente a experiência mais assustadora que o turista pode enfrentar. A cidade é muito tranquila, e seus moradores são pacíficos. Não deixe o Centro sem uma passada para um docinho e um café no delicado Lolita ou no Zvezda, na Praça do Congresso.

Saindo de Liubliana, Kranj, a 30 quilômetros, é uma cidade devotada ao mais famoso poeta esloveno, France Prešeren, que passou seus últimos anos de vida ali. A data de sua morte, 8 de fevereiro de 1849, foi declarada Dia da Cultura e feriado nacional. Todo 8 de fevereiro Kranj revive o século 19 nas roupas, na música e na gastronomia, área em que desponta a famosa e tradicionalíssima linguiça local. Não muito longe fica Cerkno, vilarejo de 5 mil habitantes famoso por seu pitoresco Carnaval em que os foliões usam máscaras de madeira que simbolizam fraquezas humanas e classes sociais. O lugar tem estação de esqui com 18 quilômetros de pistas e, para os que gostam da história da Segunda Guerra, ostenta o Hospital Franja, todo de madeira, que foi construído secretamente entre 1943 e 1945 para cuidar dos soldados partisanos feridos em combate. Na primavera, a cidade sedia um concorrido festival de jazz.

A Eslovênia tem muita água: rios, lagos, fontes termais e um pedacinho de Mar Adriático. É uma delícia passar um dia de verão ao redor do Lago Bohinj, no Parque Nacional do Triglav. O lago é um dos mais espetaculares da Europa. De origem glacial, sua água é sempre muito fria. Vivi ali uma experiência que compartilho: passar uma manhã pedalando entre florestas e vilarejos e dar súbito com o lago à sua frente. Se for um dia de sol quente, como costumam ser os dias a partir de junho e até setembro, recomendo um pulo no lago. Depois, faça como os eslovenos e se esparrame pela grama com vista para uma das maravilhas do país. No rumo da Itália, o Vale do Rio Soca também merece muito ser visitado. Dominado por picos alpinos e pelo rio verde-esmeralda, considerado o mais cristalino da Europa, o lugar figurou entre os 100 destinos mais bonitos do mundo na VT de outubro de 2012. A região também tem história. Ali ocorreram batalhas da Primeira Guerra Mundial, e registros dela podem ser conhecidos no Museu de Kobarid.

Com seus exíguos 46 quilômetros de litoral, não dá para dizer que a Eslovênia seja um país “al mare”. Mas a medieval Piran, cuja antiga cidadela ainda tem 200 metros preservados, pode compensar a parcimônia costeira com suas ruas estreitas, suas casinhas coladas umas às outras, suas roupas penduradas em varais do lado de fora e seus restaurantes que servem massa e um bom café expresso. Tudo faz com que nos sintamos do outro lado do Adriático. Para coroar, em Piran também dá para falar italiano, que lá tem status de língua oficial – a italiana Trieste, pudera, está bem mais próxima dali do que Liubliana.

No norte do país, Bled é uma das cidades mais visitadas da Eslovênia. Não se sabe direito se por causa do castelo medieval no topo de uma de suas colinas ou em razão da igrejinha fincada numa ilhota no meio de um lago. Ao vislumbrá-la, as mulheres costumam ficar loucas de vontade de se casar ali. A lenda local reza que o sucesso do “enlace” depende de um ato singelo: que o noivo carregue a noiva pelos 99 degraus da escadaria. No verão, banhistas nadam pelo lago até a ilhota para ser recompensados, na volta, com uma fatia dekremšnita – bolo feito com massa folhada e creme de baunilha, receita dos anos 1950.

E, já que esta viagem começou com a frase sobre o vinho, voltemos a ele. A Eslovênia também tem sua própria Toscana (e, em uma licença poética, seus próprios vinhos supereslovenos). Para conhecer a região vinícola, vá a Goriška Brda (120 quilômetros a oeste de Liubliana), onde são produzidos os tintos merlot e cabernet sauvignon, além das uvas brancas beli pinot e rebula. O cenário é aquele mesmo: estradinhas sinuosas com as caves no caminho. Em novembro, eu recomendo uma chegada na vila medieval de Šmartno, onde os produtores locais apresentam suas safas num festival. Como curiosidade, Maribor, a segunda maior cidade eslovena, tem a videira mais antiga do mundo, com quatro séculos de produção contínua. Maribor fica do outro lado do país, mas, sendo esse país a Eslovênia, o esforço de deslocamento é sempre pequeno, e a recompensa, enorme.”  (fonte: http://viajeaqui.abril.com.br/materias/eslovenia-europa)

Bled, vista do Castelo.

O mais fantástico é que a Eslovênia (assim como a Croácia, Montenegro, Grécia, etc.) estará presente na próxima edição da Viagem Cultural à Europa, na Semana Santa de 2016.

Anúncios