Na próxima edição do projeto “Viagem Cultural”, além de Berlim, Viena e Lisboa, iremos visitar em março de 2016 diversos países europeus que não costumam (ou pelo menos não costumavam) estar presentes nos roteiros dos brasileiros que visitam o Velho Mundo. Neste contexto, iremos à Eslováquia, Croácia, Montenegro, Eslovênia e Bósnia-Herzegovina. No tocante a este último país, vale destacar que:

A Bósnia é um dos sete países originários da antiga Iugoslávia, com 3.800.000 habitantes. Este número é uma estimativa, pois desde o final da guerra  não é feito um censo, e houve emigração em massa no período, além das inúmeras mortes causadas pelo conflito. O país possui uma diferença crucial em relação aos seus vizinhos ex-iugoslavos. Enquanto Croácia, Eslovênia e Sérvia possuem uma etnia dominante, a Bósnia é um caldeirão de três etnias diferentes, cada uma com sua própria religião. Existem os croatas católicos (15% da população), os sérvios ortodoxos (37%) e os bosníacos (48%), como são chamados os bósnios que professam a religião muçulmana, herança dos 400 anos de domínio otomano a partir de 1463. Somente em 1878 o Império Austro-Húngaro tomou a região. Quanto à língua, o bósnio é muito parecido com o croata e o sérvio, tanto que até 20 anos atrás os três idiomas eram conhecidos pelo nome coletivo de servo-croata.” (fonte: http://albumdeviagens.blogspot.com.br/2013/10/a-bosnia-mostar-e-sua-ponte-simbolo.html)

Na Bósnia, visitaremos duas localidades: Medjugorge, famoso santuário católico, onde há desde 1981 relatos de aparições da Virgem Maria, e Mostar, interessante e belíssima cidade.

O que faz de Mostar especial?

Há diversos sites na internet onde você pode encontrar inúmeras razões: http://cherylhoward.com/2015/01/18/visit-mostar-bosnia-and-herzegovina/

A própria UNESCO reconheceu os valores culturais da cidade, tendo incluído seu centor histórico e ponte como Patrimônio Mundial da Humanidade: http://whc.unesco.org/en/list/946

Ao que parece, o que faz de Mostar ser tão cobiçada nos últimos tempos é uma mistura de quatro fatores: sua história riquíssima (foi fundada por otomanos no século XV), imensa beleza arquitetônica (em poucos lugares da Europa se pode ver edificações islâmicas tão notáveis) e natural (destaque para as montanhas e rio Neretva), o caldeirão multicultural na qual se encontra inserida (com croatas católicos, sérvios ortodoxos e bósnios muçulmanos) e a sua enorme capacidade de superação (passou há pouco mais de uma década por guerra) e tolerância (sua ponte é o símbolo de união entre os povos e culturas).

Vejamos um relato de quem foi e gostou:

Não sei se foi o efeito da luz do sol, mas de uma parte alta da estrada, avistamos o rio Neretva, lindo, verdinho, entre belas montanhas. Uma paisagem de tirar o fôlego! Estávamos chegando a Mostar, uma charmosa cidade da Bósnia e Herzegovina. Mais precisamente do lado da Herzegovina, em vez da Bósnia… Para muitos amigos, o meu interesse de conhecer essa cidade soou com estranheza, mas essa é uma região com uma história impressionante e paisagens encantadoras. Meu coração disparou de ansiedade ao cruzar as ruas da cidade, onde a maior parte de suas cicatrizes estão expostas, ainda não foram curadas. Prédios destruídos, fachadas cravejadas de buracos de balas e um fato que me chamou a atenção: muitas das praças públicas da cidade se tornaram cemitérios. Durante o período da Guerra Civil, no início da década de 1990, a cidade ficou sitiada e não tinha onde enterrar seus mortos – mais de 200 mil vítimas em 3 anos de conflito. O passado sofrido, ainda tão recente, se reflete no olhar de seus moradores. Você consegue perceber que não são pessoas que exultam alegria, mas são agradáveis anfitriões que nos recebem com imensa doçura. Seu cartão postal mais famoso é a Ponte Velha, construída pelos Otomanos no século 16, considerada o melhor exemplar da arquitetura Islâmica nos Bálcãs. Os moradores da cidade, sabendo de sua importância, cobriram toda a ponte com pneus e areia para protegê-la durante a Guerra. Mesmo assim ela não resistiu e desmoronou. Após o fim dos conflitos, foi a primeira coisa a ser reconstruída. Hoje, no ponto mais alto dela, ficam uns doidinhos que pulam na água gelada por alguns euros… rs Uma vez em Mostar, você não pode deixar de aproveitar toda a sua influência turca para comprar muito artesanato em bronze, cerâmicas lindas pintadas à mão, lanternas e coloridas pashminas. Tudo isso você encontrará no bazar da rua principal da cidade velha. Também vale a pena visitar o Museu da Casa Turca, para conhecer alguns hábitos interessantes dessa cultura. Deu fome? Ćevap é o que você procura: um prato tradicional da região, com carne moída em formato de charutinho, grelhada na brasa, com um pão árabe fresquinho e saladinha de repolho. Para os fortes, um café turco com pó e tudo é, no mínimo, uma opção interessante….” (fonte: http://vontadedeviajar.com/descobrindo-mostar-na-bosnia/)