Se, na época da chegada dos portugueses ao Brasil,a Mata Atlântica ocupava toda a costa brasileira, “era contínua, ocupava uma área equivalente a 1.315.400 quilômetros quadrados e se estendia por 17 Estados“, hoje “em todo o país, os remanescentes da vegetação nativa não passam de 22% do que a vista alcançava 500 anos atrás. Só 7% estão conservados em fragmentos com mais de 100 hectares” (fonte: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/suplementos/jc-mais/noticia/2015/06/07/mata-atlantica-de-serra-grande-uma-floresta-com-ares-do-passado-184583.php)

Sobre a Mata Atlântica em Alagoas:

Em Alagoas, 90,3% da Mata Atlântica foi desmatada. Dos 15.242 km² do bioma, restam hoje apenas 1.413 km². A informação é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicado em um extenso relatório com 63 indicadores que traçam um panorama da sustentabilidade da forma de desenvolvimento do Brasil. ” (fonte: http://www.tribunahoje.com/noticia/146127/cidades/2015/06/24/ibge-mostra-que-903-da-mata-atlantica-esta-devastada-em-alagoas.html)

Mas nem tudo está perdido:

A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe) destacaram a participação de Alagoas na preservação do meio ambiente na mais recente publicação do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica. A publicação mostra um levantamento das áreas desmatadas nos 17 estados brasileiros, onde ainda é possível encontrar vestígios desse ecossistema. O relatório apontou que no período de 2012 a 2013 houve um aumento de 9% na área devastada em todo país. Em 2011 e 2012 o perímetro desmatado abrangia 21.977 hectares. Atualmente, são 23.948 hectares, ou seja, 239 Km² de floresta nacional remanescente estão degradados. Na contramão dessa perspectiva negativa, Alagoas conseguiu reduzir o desflorestamento em 88%. Com um território abrangente de plantas e animais com características próprias, devido à proximidade do litoral, adaptabilidade climática, os ecossistemas de manguezais, restinga e florestas ombrófilas podem ser encontrados em diferentes regiões do estado.

De acordo com o geógrafo Alex Nazário, consultor do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), aproximadamente 50% da faixa territorial alagoana é coberta pelo bioma de Mata Atlântica e desse percentual, mais de 22% estão abrigados por Unidades de Conservação. Para o geógrafo, em um estado onde existem menos de 8% de vegetação nativa, é fundamental constituir mecanismos de preservação para manutenção desses índices, além de fortalecer, principalmente, as parcerias vigentes com o Ministério Público Estadual (MPE/AL), Ministério Público Federal (MPF/AL), Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama).

“Além das constantes fiscalizações realizadas pelo IMA e seus parceiros, faz parte do nosso trabalho a conscientização ecológica da sociedade. Temos recebido várias denúncias da população e percebemos, ainda, que muitas pessoas têm nos procurado para tornar determinadas áreas em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) e tudo isso é muito importante para o desenvolvimento dos nossos projetos”, esclareceu Nazário.

Outro fator influente na diminuição da devastação da Mata Atlântica em Alagoas é a ampliação das concessões de terras para implantação de reservas ecológicas, como exemplo das RPPNs. As áreas de unidades de conservação em Alagoas equivalem a 741.417,15 hectares protegidos.

Segundo o diretor das Unidades de Conservações do Ima, Ludgero Lima, esse tipo de vegetação atrai interesses técnicos específicos, que a partir da identificação de cada característica pode ser definido o tipo de unidade de preservação ambiental que pode ser implantada.

“Alguns proprietários separam as áreas que gostariam que fossem preservadas. Em seguida dão entrada no Ima com um processo solicitação, através da criação de RPPN ou outras áreas como estações e parques ecológicos, além das reservas biológicas”, afirmou o diretor.

Alagoas é um dos estados que concentra o maior número de Postos Avançados da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RMBA) incluindo Áreas Protegidas Particulares (APPs). Esse grande potencial de conservação da Mata Atlântica é consolidado pela efetivação das parcerias do governo estadual e o sistema de gestão da (RBMA) com o setor sucro-alcoleiro.” (fonte: http://agenciaalagoas.al.gov.br/noticias/alagoas-se-destaca-na-preservacao-da-mata-atlantica)

Acima, veja onde ainda há a Mata Atlântica em Alagoas; abaixo, algumas imagens do que restou de sua exuberância em terras alagoanas:

São José da Laje:

Boca da Mata:

Marechal Deodoro:

Atalaia:

Jequiá da Praia:

Pilar:

Coruripe:

União dos Palmares:

Viçosa:

Murici:

Joaquim Gomes:

Passo do Camaragibe (Praia do Morro do Camaragibe):

Maceió:

Parque Municipal em Bebedouro:

Horto Florestal – Sede do IBAMA:

Santa Amélia:

Fernão Velho:

Catolé:

Praia do Pratagy :