Ainda precisando se consolidar como destino turístico internacional, o Estado de Alagoas recebeu uma grande divulgação de suas belezas e atrativos: a revista de bordo Up (da TAP, maior companhia aérea portuguesa), na edição deste mês de janeiro de 2016, dedicou uma belíssima matéria (de capa) sobre o “Paraíso das Águas”, reconhecido pela revista com o Caribe brasileiro.

A reportagem fala sobre Maceió, os litorais norte e sul, Rio São Francisco,  gastronomia e outras maravilhas alagoanas. Agora é esperar que os portugueses conheçam Alagoas e, de repente, que a TAP inaugure um voo de Lisboa a Maceió.

No site da revista está dito que:

Abraçada pelos estados de Pernambuco, Sergipe e Bahia e banhada pelo oceano Atlântico, Alagoas reúne todos os ícones paradisíacos que fazem do Nordeste brasileiro um dos mais belos cenários do planeta: praias de areia branca, mar azul-turquesa, recifes de coral e coqueirais a perder de vista. Mas o Brasil é também o maior produtor de cana de açúcar do mundo, e o estado de Alagoas é, por si só, responsável por quase todo o açúcar consumido na Rússia. Nesta capa quisemos juntar as duas coisas: a exuberância e a riqueza do fundo do mar com a consistência do açúcar. Um sonho doido?” (fonte: http://upmagazine-tap.com/)

Abaixo todo o teor da reportagem:

Alagoas – Estado de graças

on Jan 1, 201

Uma viagem sensorial por um dos estados mais graciosos do Nordeste do Brasil. Alagoas é uma mão cheia de coisas boas. Das praias resguardadas das ondas por uma imensa barreira de recifes de coral – a segunda maior do mundo –, aos canyons do sertão, há de tudo um pouco. A gastronomia, o artesanato e a simpatia das gentes são os temperos certos para a jornada. Na bagagem não é preciso levar muito mais do que o fato de banho, o snorkel, os sapatos de caminhada e muita vontade de ir além do óbvio cartão postal. 

Maceió por Carlos Pinto

MACEIÓ, A CARIBENHA

Na língua tupi, Maceió significa “tapar o alagadiço”. Na fronteira entre a terra e o mar, e ladeada pela lagoa de Mundaú, a capital do Estado de Alagoas é, desde há séculos, um importante porto comercial do Nordeste brasileiro. É uma cidade relativamente jovem, tal como o Estado, que só no século XIX se separou da capitania de Pernambuco. Na parte alta, na velha Praça dos Martírios (nome antigo), há 102 bandeiras (uma por cada município) perfiladas em frente a um imponente palácio. Tanto ele como a praça levam o nome oficial de Floriano Peixoto, o segundo Presidente da República do Brasil que, tal como o primeiro, marechal Deodoro da Fonseca, era alagoano. O edifício, que faz as vezes de museu, honra outros ilustres locais como Aurélio Buarque de Holanda, autor do imprescindível Dicionário Aurélio; Rosalvo Ribeiro, pintor; e Lêdo Ivo, poeta e romancista. Defronte, a igreja do Bom Jesus dos Martírios, com a fachada revestida a azulejo azul e branco, é uma combinação de estilos que vai do barroco ao neoclássico. Mais sobre a história e cultura de Alagoas está no Museu Théo Brandão, no Museu do Som e Imagem e no Museu de Arte Pierre Chalita.

Mas é sabido que é o mar mais azul do Nordeste do Brasil que põe Maceió no roteiro do viajante. Some-se a quietude – cortesia da imensa barreira de recifes que lhe protege a costa – ao tom turquesa do mar, e eis o Caribe do Brasil. Jatiúca, Ponta Verde e Pajuçara formam um cordão urbano de praias que chega até à Cruz das Almas, o spot preferido dos surfistas. A da Pajuçara é a menina dos olhos do burgo, graças às suas piscinas naturais, que permitem mergulhar entre corais de fogo, anémonas e peixes de mil formas e feitios. A água é tão límpida como a da nascente de um rio mas muito mais quente do que a água doce – a temperatura média da água do mar ronda os 27 ºC, o que lhe dá estatuto de sopa.

Já no limite da capital, à beira da lagoa de Mundaú, o Pontal da Barra merece que se lhe dedique tempo e atenção. Seja para navegar nas águas tranquilas da lagoa e descobrir nove das suas muitas ilhotas, ou para conhecer o artesanato regional. A renda de filé, arte inspirada nas redes dos pescadores, e os trabalhos em barro e madeira são os que mais se destacam.

Destino alagoas \\\ destinoalagoas.com

Let’s Dive \\\ letsdive.com.br

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O SAL DO SUL

Praia do Francês por Carlos Pinto

Na cidade de Marechal Deodoro, quem não é pescador é músico. É o que dizem os alagoanos. E Nélson da Rabeca é a prova de que o povo é que sabe. Até aos 54 anos foi cortador de cana de açúcar – uma das mais importantes indústrias do estado –, mas as coisas mudaram no dia em que viu um documentário sobre o violino e teimou que havia de fazer um para si. E fez! Não um violino, mas umas dezenas de rabecas que aprendeu também a tocar de ouvido. A sua provecta idade de 86 anos prega-lhe partidas – “O ouvido já não é o que era”, diz a mulher Benedita, companheira na vida e na música –, mas o ânimo com que toca e com que fala é o mesmo de o de um garoto. “Ainda faço apresentações um pouco por todo o país e até já fui à Noruega e à Áustria!”, diz o homem que o Brasil considera o seu maior rabequeiro e que é um dos filhos pródigos de Marechal Deodoro, lugar histórico e primeira capital de Alagoas.

À porta da casa-museu do homem que empresta o nome ao burgo, a Banda de Pífanos Esquenta Muié dá um ar do seu ritmo. Sabendo que a comitiva da UP que ali chega é portuguesa, a banda toca um tradicional vira português com umas notas de chorinho à mistura. A morada de Deodoro da Fonseca transformou-se num museu que, a par do Palácio Provincial, da igreja barroca setecentista e do museu de arte sacra do convento de São Francisco, formam o essencial histórico e cultural da cidade. Além destes, o município tem outros trunfos na manga. É o caso da maior lagoa do estado, a de Manguaba, e de uma das praias coqueluche, a do Francês, que é sua por direito.

O Francês é o cartão postal do litoral sul, uma Copacabana em pequena escala com direito a calçadão e tudo. A praia é tão linda como se diz? É. Mas peca, para quem aprecia o sossego, pela profusão de barracas de praia e pela afluência de gente em massa, sobretudo ao fim de semana. Nada que não se resolva. Basta andar um pouco pela areia, para norte ou para sul, para encontrar a quietude e gozar da paz que o visual obriga: de um lado coqueiros a perder de conta, do outro o mar turquesa, tranquilo como um bebé adormecido.

Poucos quilómetros a sul há mais lugares onde estender a toalha. Há a Barra de São Miguel, eleita da burguesia como casa de fim de semana e palco do campeonato nordestino de surf. Existe também a do Gunga, uma linha de areia alva que oferece banhos de mar e de lagoa. Pelo meio há outras tantas, cada qual com o seu encanto. A Prainha é talvez o pedaço de areia mais resguardado e o porquê é simples: só tem acesso por mar.

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VELHO CHICO

Dunas do Peba por Carlos Pinto

“Piáçabuçu é a única palavra do dicionário que tem dois ‘cês’ de cedilha”, afiança Max, jovem formado em Biologia, dono de um sentido de humor apurado e de um discurso capaz de agarrar até o mais aéreo dos ouvintes. Além disso, é também um ás ao volante e, na companhia do irmão Max Lan (quase parece uma dupla sertaneja), leva o “super-buggy Carcará” num passeio pelos encantos naturais do município bicedilhado. E isso inclui a vila de pescadores do Pontal do Peba, os trilhos onde coabitam resquícios de mata atlântica (floresta original do Brasil), restinga (zona de maré) e um colossal conjunto de dunas. A viagem há de culminar com um mergulho redentor no extremo sudeste de Alagoas, o preciso lugar onde o maior rio inteiramente brasileiro, o São Francisco, encontra o oceano Atlântico.

Tal como noutros desertos, neste, que fica à beira-mar, o reflexo do sol nas dunas fere a vista, mas ao contrário de outros, as lagoas bordejadas de verde não são uma miragem. Na época de chuva, as dunas de Peba fazem lembrar os Lençóis Maranhenses, cartão postal de um outro Brasil. Sobre elas, desliza ligeiro o Carcará. O carro, adaptado para andar na areia e na água, leva até oito pessoas e respetivas pranchas de madeira, indispensáveis para o famoso “esqui bunda”, isto é, deslizar a pique pelos montes de areia. Passageiro que não sofra de vertigens pode ainda ir a reboque do buggy, acoplado a um enorme parapente.

Antes de chegar ao encontro das águas, vislumbra-se uma pequena aldeia escondida entre as dunas. Algumas dezenas de casas de palha e taipa dão abrigo do sol escaldante a uma localidade chamada Pixaim. Aqui, onde parece que o chão não tem mais nada para dar senão areia, crescem frutas e legumes. Da terra brota água salobra (com uma quantidade ínfima de sal) e a vida corre como em qualquer outro vilarejo, mas sem luz, água canalizada ou outros essenciais.

Na foz do São Francisco, Max dá uma lição que atravessa as disciplinas de História, Sustentabilidade ambiental e Ecologia. Com o rigor e humor que já lhe foram apontados, explica como as barragens construídas em catadupa ao longo do rio o estão a matar. O “Velho Chico”, como lhe chamam os da casa, tem nome de santo mas precisa de um milagre. Em poucas dezenas de anos, os quase 18 mil metros cúbicos de água que a cada segundo chegavam ao mar passaram a 700 metros cúbicos por segundo. Enfraquecida, a foz do rio deixou de fazer uma vírgula para norte e ficou exposta aos avanços do mar que engoliu a aldeia do Cabeço. O farol do extinto povoado foi construído em terra firme, mas está hoje de sentinela em pose semelhante à torre de Pisa no meio do mar. Cientes de que é preciso fazer mais e melhor por este ecossistema, as autoridades integraram a zona numa Área de Proteção Ambiental. O tal mergulho redentor acontece agora.

Farol da Foz Turismo \\\ faroldafozecoturismo.com 

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O LESTE, O AGRESTE E O SERTÃO

Canyon do rio São Francisco por Carlos Pinto

Penedo, cidade histórica (e paragem fundamental) na margem do São Francisco, foi a primeira de três cidades alagoanas a levar o selo de Património Nacional. Desta até outro tesouro da pátria, a linda Piranhas, vão bem mais de 200 quilómetros de asfalto que atravessam o Leste e o agreste para desaguar no sertão.

Dizem que há uma espécie de linha imaginária que separa o sertão de tudo o resto e que, ao atravessá-la, o corpo reage. “O cérebro passa ao ralenti e o coração acelera por conta da energia que a terra emana”, alguém comenta. Os novatos talvez não sintam esse efeito mágico na alma e na pele, mas podem, a olho nu, ver como o verde passa a castanho e as árvores de folhagem exuberante dão lugar a plantas carnudas. O caminho para o sertão é tão duro quanto ele, mas vale a pena. Muito a pena.

Piranhas, cidade presépio de fachadas multicolores, já dá por justificada a estopada. É um mimo e o porto de embarque para o último troço navegável do São Francisco até à foz.

No sentido da corrente, o rio segue preguiçoso pelo vale separando Alagoas de Sergipe. É já neste estado vizinho que se encontra o lugar onde foram emboscados os líderes do cangaço: Lampião, Maria Bonita, e o respetivo bando, bandidos sanguinários, para os seus carrascos, heróis aos olhos do povo nordestino. Há um trilho até lá, mas a história do bando e deste pedaço inóspito do Nordeste brasileiro está no Museu do Sertão, na velha estação ferroviária de Piranhas.

Na direção oposta, para lá da colossal barragem do Xingó, o Velho Chico traçou o quinto maior canyon navegável do planeta, uma série de desfiladeiros em tom ocre com rochedos das mais inimagináveis formas. Há duas maneiras de navegar este troço: a mais privada, a bordo de uma lancha rápida, ou a mais popular, num colossal catamarã que leva mais de 200 pessoas de cada vez. Seja de que forma for, chegando a um ancoradouro é possível mergulhar no rio ou numa canoa a remos esquadrinhar pequenas grutas do desfiladeiro.

Mas há outras formas de viver este cenário e José Francisco conhece-as de cor. É uma personagem fundamental deste pedaço de Alagoas e prova viva de que é fácil tirar o homem do sertão mas impossível fazer o contrário. Nascido nas redondezas de Piranhas, correu meio Brasil à procura de uma vida diferente, mas a terra natal chamou-o com mais veemência. Faz nove anos, encontrou um terreno à beira do canyon onde, com as suas próprias mãos, está a construir uma eco-pousada para melhor receber os curiosos que por aqui passam para conhecerem o trilho do Mirante do Talhado, a mais sublime vista do desfiladeiro. José Francisco está a três aniversários dos 80, mas ainda deixa muito jovem a comer pó com a velocidade a que percorre o trilho para trás e para diante: mais de 2,5 quilómetros para cada lado. É possível chegar ao nível do rio a partir do Talhado a pé, pelo trilho, ou suspenso por cordas num radical rapel – a opção favorita de José. A todo o momento, o cicerone interrompe a sua vigorosa marcha para mostrar e falar sobre os juazeiros, arapiracas e umbuzeiros que fazem parte da caatinga, o frágil bioma brasileiro que é fundamental preservar. A natureza é a melhor amiga de José e ele o dela.

Mirante do Talhado \\\ mirantedotalhado.com.br

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NORDESTE, MEU AMOR

São Miguel dos Milagres por Carlos Pinto

A norte de Maceió e da praia do Carro Quebrado, onde areia de todas as cores, do mais intenso roxo ao mais subtil bege, pinta as falésias, encontra-se a Rota Ecológica. Porto das Pedras, Passo do Camaragibe e São Miguel dos Milagres são os três municípios que a compõem e cada qual é mais bonito que o outro.

São Miguel é dos três o mais conhecido, muito graças aos supermodelos e estrelas de televisão e cinema que aqui veraneiam em paz e sossego. Mas a estância não é coquete, pelo contrário: é bem terra a terra – ou terra a mar. Coqueirais a perder de vista e praias onde não se vê vivalma. Não há vendedores ambulantes, barracas ou música estridente a tocar no areal, nem tão pouco buggies a rolar na areia. Só paz. E sossego.

As pousadas de charme sucedem-se na costa e resorts de grande porte nem vê-los. Jangadas de velas coloridas fazem-se ao mar para levar curiosos às piscinas naturais que se formam nos recifes na maré baixa – as de Porto das Pedras, por exemplo, têm um conjunto de corais de fogo impecavelmente conservados. A viagem vale a pena nem que seja para tirar uma foto daquelas que rebenta a escala de gostos do Instagram. A saber: o réveillon de São Miguel dos Milagres está no pódio dos melhores do Brasil e a subir posições.

Tatuamunha e Patacho são outros nomes a decorar. O primeiro é a morada da Associação Peixe-boi, que trabalha exemplarmente na preservação, resgate e reintegração daquele mamífero pachorrento (uma espécie de manatim) que vive entre o rio e o mar. A segunda, Patacho, é uma praia quase exclusiva, tida como uma das melhores do litoral norte. E sim, a fama é mais do que justificada.

Uma travessia de balsa é o bastante para o sossego começar a desvanecer-se – mas atenção que não se acaba. Maragogi é uma cidade de dimensões consideráveis e tem um “X” no mapa do viajante. O grande motivo são as Galés, as piscinas naturais a seis quilómetros da costa, onde há tanto para ver que uma só visita provavelmente não chega. A diversidade de peixes é enorme, e há corais, anémonas, grutas, e a água do mar parece ainda mais límpida do que as já transparentes águas alagoanas. O mergulho de botija é a melhor opção para absorver toda a vida marinha das Galés de um fôlego só.

Um passeio de buggy pela costa pode ser uma boa opção para fazer a lista de praias a experimentar durante a estadia: Peroba, Xaréu, Praia Grande e Ponta do Mangue são algumas a registar. Mas porque nem só de praia vive o homem, e nem Alagoas tão pouco, a parte rural de Maragogi também merece uma espreitadela. Mais que não seja para conhecer o trabalho das Mulheres de Fibra.

Lúcia Oliveira, presidente daquela associação, apresenta o ofício que consiste em trabalhar a fibra de bananeira seca pelo sol como se fosse a linha que se usa para fazer o famoso filé. Eliane, com a segunda filha na alcofa ao seu lado, mostra como se faz. É uma das 18 artesãs do projeto que juntou sob o mesmo teto as mulheres da área rural de Maragogi para valorizar a sua arte. De Água Fria, terra delas, parte a trilha do Visgueiro: um passeio ao coração da mata atlântica, isto é, um passeio à essência do Brasil.

Associação Peixe-boi \\\ associacaopeixeboi.com.br 

Costa dos Corais \\\ costadoscorais.com 

Costa Azul \\\ costaazulturismo.com.br

Mulheres de Fibra \\\ mulheresdefibralagoas.blogspot.com

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TERRA COM GOSTO DE MAR

Chef Wanderson Medeiros por Carlos Pinto

Apesar de ser o chef mais famoso do Nordeste e uma estrela em ascensão na culinária brasileira, Wanderson Medeiros tem os pés na terra. Criado entre tachos e panelas, o paraíbano conta como assumiu, em 1999, os comandos do restaurante da família e como tremeu da primeira vez que lhe chamaram chef: “Eu só sabia fazer meia dúzia de pratos e fiquei tão assustado com o peso da responsabilidade que me esforcei em dobro para justificar o título”. Autodidata, pesquisou a fundo os genes indígenas, africanos e europeus da gastronomia nordestina e deu-lhes o seu cunho.

Uma salva de palmas para a tapioca com carne de sol e natas, intensa explosão de textura e sabor, apresentada quase como se fosse uma peça de sushi. Outro aplauso para o afrodisíaco sururu (molusco bivalve) cozinhado no leite de coco e para a paciência de chinês que é preciso ter a preparar a costelinha de porco: quatro dias de trabalho para o delicioso produto final – é obra! E, por fim, uma ovação de pé à sobremesa. Quem diria que um sorvete de rapadura (caldo de cana de açúcar cozido) e mel não é doce em demasia, mas apenas perfeito!

Mas não é só o restaurante de Wanderson, o Picuí, em Maceió, que deve constar do roteiro gastronómico em Alagoas. Outros pecados essenciais para a gula são os pratos à base de camarão e o puré de banana do Lopana, na praia de Pajuçara, ou o siri sem arabescos e o pirão de peixe do Restaurante do Siri, em Piaçabuçu. Para fechar em beleza este capítulo, não se pode deixar de fora as pousadas de charme do litoral norte, onde as cozinhas estão entregues a gente local com talento de sobra. A moqueca de camarão do CokoLoco na Pousada Reserva do Patacho é a prova cabal de que é possível oferecer uma boa cama e uma ótima mesa.

No que toca a doces, o receituário alagoano faz gala da cocada de forno, da batata doce com leite de coco e dos sequilhos em forma de concha, que aqui se chamam bolo de goma. Em Maragogi, Dona Marlene mostra como se fazem os ditos bolinhos que, por muito que se tente, não dá para comer só um. Para digerir tudo isto, nada como a cachaça local. De entre várias marcas, destaque para a Caraçuípe, eleita num concurso internacional a segunda melhor do Brasil.

Picuí \\\ picui.com.br 

Lopana \\\ lopana.com.br 

CokoLoco \\\ pousadareservadopatacho.com.br  

por Maria Ana Ventura fotos Carlos Pinto

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