Hoje em dia, não há quem não reconheça que o grande time de futebol da atualidade é o Barcelona, dos craques Messi, Neymar e Suarez. Na verdade, há vários anos o Barça vem montando supertimes, conquistando cada vez mais fãs e títulos.

Apesar de sua belíssima história, onde colecionou grandes vitórias, o time catalão também foi derrotado de forma humilhante em diversas oportunidades. Neste contexto, a maior goleada sofrida pelo Barcelona foi na temporada 1930/31, quando perdeu de 12 a 1 para o também espanhol Athletic Bilbao (fonte: http://futebolemnumeros.ig.com.br/index.php/tag/goleadas/).

O que pouca gente sabe é que a maior goleada sofrida pelo Barcelona em jogos internacionais foi para o Vasco da Gama, em 23 de julho de 1957, quando a equipe brasileira derrotou o Barça por 7 a 2, tendo o jogo ocorrida em Barcelona . Também se pode afirmar que esta foi a maior goleada sofrida pelo Barcelona como mandante.

Apesar da partida ter efetivamente ocorrido (fonte do próprio Barcelona http://www.webdelcule.com/partidos/pa1956-57.html), há algumas informações contraditórias que circulam pela internet sobre este jogo: quanto ao estádio que abrigou a partida, o jogo ocorreu de fato  no estádio Les Corts, estádio do Barça anterior ao Camp Nou, que foi inaugurado alguns meses após o jogo contra o Vasco. Outra questão a ser esclarecida diz respeito à natureza da partida: ela não fazia parte de nenhum torneio oficial, como relatado em alguns sites. Tratava-se de um jogo amistoso e que fez parte da excursão (ou seria turnê?) que o Vasco fez à Europa naquele ano, quando venceu o Torneio de Paris (equivalente ao Mundial de Clubes da época), onde derrotou o todo poderoso Real Madri de Di Stéfano por 4 a 3 na final.

Ressalte-se que até hoje o Vasco é o clube brasileiro que mais enfrentou times europeus (fonte: http://placar.abril.com.br/materia/qual-dos-12-grandes-brasileiros-tem-melhor-desempenho-contra-os-grandes-europeus)

Sobre o jogo histórico contra o Barcelona:

“À impiedosa goleada de 7 a 2 sobre um dos clubes mais poderosos do mundo, o Barcelona, em pleno estádio Les Corts, na Catalunha, na Espanha. Na ocasião, Laerte marcou três gols e, Vavá, dois. Válter e Wilson Moreira completaram o marcador. Três meses e um dia depois, em 24 de setembro, o Barça inauguraria seu novo estádio, o Camp Nou.
Essa goleada histórica sobre o Barcelona não pode, no entanto, ser considerada um fato isolado na campanha que o Vasco vinha cumprindo na Europa naquele ano de 1957. Nove dias antes, em 14 de junho, o Gigante da Colina já havia assombrado o mundo ao derrotar o bicampeão europeu Real Madrid por 4 a 3 e ficar com a taça do 1º Torneio de Paris. Dois dias depois, em 16 de junho, batera o Athletic Bilbao por 4 a 2 em La Coruña (Espanha) para se tornar o primeiro clube brasileiro a conquistar o Troféu Teresa Herrera. E tudo isso sem contar com dois titulares da defesa, Paulinho e Bellini, que haviam ficado no Brasil para servir à Seleção Brasileira e, nos dias vagos, integrar o Combinado Vasco-Santos ao lado de um garoto de 16 anos chamado Pelé.
Já a equipe do Barcelona, então campeã da Copa do Rei e futura campeã espanhola (1959) e da Copa da UEFA (1958 e 1960), contava em sua escalação com dois lendários jogadores, bem conhecidos do público brasileiro. No gol estava Antoni Ramallets, goleiro do Barça de 1947 a 1961 e titular da seleção espanhola na Copa do Mundo de 1950, realizada no Brasil, competição em que ganhou o apelido de “Gato do Maracanã” devido à sua flexibilidade. E, no ataque, figurava o carioca Evaristo de Macedo, que havia jogado no Madureira, no Flamengo e na Seleção Brasileira e ainda hoje é um dos maiores artilheiros da história do clube catalão.
Dois dias depois da goleada, o Jornal dos Sports estampava uma manchete que resumia o desempenho do Vasco nos gramados europeus: “Como um tufão, o Vasco varre o football mundial”. (fonte: https://fichadojogo.wordpress.com/2011/09/13/5046/)

Sobre o título do Vasco no Torneio de Paris em cima do Real Madrid, veja a esclarecedora reportagem da Globo, que também fala da goleada aplicada pelos vascaínos no Barcelona: