Neste último fim de semana, o mundo foi apresentado a uma cidade exuberante: Baku, capital do Azerbaijão, que sediou o Grand Prêmio Europa 2016 de Fórmula 1. É isto mesmo que você leu: Europa. O Azerbaijão “é um país  transcontinental na região do Cáuscaso, situado no cruzamento entre o Leste Europeu e o Sudoeste Asiático” (fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Azerbaij%C3%A3o)

A propósito, transcontinental é “um Estado nacional que pertence a mais de um continente. As definições usadas podem variar de acordo com o critério utilizado (se puramente geográfico, político, econômico ou cultural). O melhor exemplo é provavelmente a Rússia, cujo centro histórico e econômico, bem como a maioria de sua população (75%) estão na Europa, mas cujo território é majoritariamente asiático”. (fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Na%C3%A7%C3%A3o_transcontinental)

O país hoje é uma república independente, depois de ter feito parte da União Soviética entre 1920 e 1991. Sobre este país tão desconhecido dos brasileiros:

Poucos países no mundo são tão intrigantes quanto o Azerbaijão. Uma terra de contrastes coberta quase que totalmente por desertos de pedra e areia, o país possui uma geologia única com depósitos de gás natural que ao longo dos séculos criaram fissuras onde o fogo surge espontaneamente. Essa magia encantou persas, indianos e os povos do Cáucaso, que cruzavam meio mundo para chegar à “Terra do Fogo” e fazer oferendas aos deuses do Zoroastrismo, Animismo e Hinduísmo.

A geografia foi generosa com este pequeno país, que também possui grandes reservas de petróleo às margens do Mar Cáspio, de onde um dos melhores caviares do mundo é extraído. Povos antigos deixaram suas marcas em pinturas rupestres, templos e petróglifos. Incríveis vulcões de lama são também parte da paisagem do país, que graças à sua localização ao sul do Cáucaso conta ainda com picos nevados, rios e geleiras.

A história do Azerbaijão é turbulenta – invasões turcas, árabes, persas, mongóis, bolcheviques, russas e otomanas garantiram uma fusão cultural única. Os azeris falam uma língua similar ao turco, possuem características físicas e religião similar aos iranianos, mas adotam a cultura, modo de vida e liberalidade dos russos.

O país foi parte da antiga União Soviética e alguns traumas dos anos de socialismocontinuam presentes. O país é controlado por um governo semiditatorial, onde as liberdades de expressão e manifestação são extremamente limitadas. O turista praticamente não sente essas limitações, mas jovens azeris admitem em conversas privadas que anseiam por mais liberdades. Além disso, o Azerbaijão perdeu cerca de 15% do território que possuía durante os anos soviéticos em uma guerra com a vizinha Armênia que ainda acirra os ânimos.

Tudo isto, aliado a uma das capitais mais lindas do mundo, Baku, que em alguns pontos chega a lembrar Paris, a hospitalidade quase compulsiva dos azeris e uma cozinha local de deleitar até gourmands experientes, tornam o país um dos destinos mais fascinantes do planeta – e o melhor de tudo, se você vier agora, terá a chance de conhecer o Azerbaijão antes da chegada dos milhões de turistas, que certamente aportarão por aqui nos próximos anos.

Localização: sudeste do Cáucaso, o exclave de Nakhichevan faz fronteira com a Turquia, no sudoeste do Cáucaso.
Área: 86.600 Km² (um pouco menor do que Santa Catarina. Obs. Inclui as áreas sob controle armênio).
População: 9 milhões de habitantes
Capital: Baku (cidade: 2 milhões de habitantes, área urbana: 4 milhões de habitantes)
Língua: azeri, da mesma família do turco, além de dialetos regionais.
Moeda: Manat (€1=aprox. AZM 1,14. AZM 1=aprox. R$ 2,04)
PIB: US$ 72 bilhões (equivalente ao PIB de Pernambuco)
Renda per capita: US$ 7,9 mil (equivalente à renda per capita do Pará)

Custo Turístico (valores aproximados em R$ pela taxa de maio/2011)
Valor médio da diária de hotel categoria turística: €120
1 litro de cerveja: € 2,50
Cafézinho: € 1
Refeição completa (salada, prato principal, sobremesa) com vinho da casa em restaurante tradicional: € 12 por pessoa
Corrida de táxi (10 Km): € 5
Passagem de metrô em Baku: € 0,30
Garrafa d’água: € 0,50Camiseta suvenir: € 5

Vistos
Brasileiros viajando a turismo ou negócios necessitam de visto para o país. A embaixada do Azerbaijão em Brasília só deve ser inaugurada no segundo semestre de 2011. Até lá os pedidos de visto devem ser remetidos à embaixada do país em Buenos Aires ou obtidos em Tbilisi, na Geórgia. É necessário contatar uma agência de viagens para montar um itinerário e obter uma carta convite antes da solicitação do visto, que fica pronto em três dias e custa cerca de €40 (R$ 100) para uma entrada e permanência de 15 a 30 dias.

Observação: mesmo com o visto em mãos, o Azerbaijão recusa a entrada de pessoas que tiverem carimbos do território de Karabakh, uma área do país sob ocupação da Armênia. Pessoas com visto simples da Armênia geralmente não encontram problemas na fronteira, mas caso você pretenda visitar ambos os países, convém ir primeiro ao Azerbaijão.” (fonte: http://www.terra.com.br/turismo/infograficos/azerbaijao/)

A cidade de Baku tem pouco mais que 2 milhões de habitantes. Ela não tem medido esforços para se tornar conhecida, tendo até mesmo disputado com o Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos 2016. Outro fato que projetou Baku para o mundo foi ter sediado o Programa Eurovision de Televisão em 2012. A corrida de Fórmula 1 em 2016 foi mais um dos eventos que coloca a cidade em evidência.

Sobre as atrações turísticas da cidade:

Turismo em Baku – capital do Azerbaijão

Abaixo, localização do Azerbaijão e de sua capital Baku:

Estrategicamente situada às margens do Mar Cáspio:

Modernas torres que viraram o símbolo da nova Kabu:

Mesquitas da cidade:

Rua Nizami, no centro da cidade:

Aeroporto:

Circuito da Fórmula 1:

Mistura do velho e do novo, do oriente e do ocidente:

Projetos para o futuro:

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