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Há quem diga que “santo de casa não faz milagre“. Recentemente (há cerca de dois meses), estive em Aracaju com minha família, e um dos programas que mais gostamos de fazer foi visitar o Museu da Gente Sergipana, um ótimo espaço interativo dedicado à cultura e ao povo do nosso querido Estado vizinho.

Este museu, que é considerado um dos 10 melhores do país (de acordo com as avaliações dos usuários do site Trip Advisor), conta com recursos tecnológicos de última geração que fazem lembrar o Museu da Língua Portuguesa em São Paulo (e isto não é à toa, já que foi projetado pelo curador do referido museu paulistano).

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Sobre o Museu da Gente Sergipana:

(http://www.museudagentesergipana.com.br/)

http://guiaviajarmelhor.com.br/museu-da-gente-sergipana-passeio-cultural-em-aracaju/

Também este ano visitei Vitória-ES, onde aproveitei para conhecer o Palácio Anchieta, sede do governo do Espírito Santo. Lá fiz um agradável tour guiado, com explicações sobre a história daquele belo prédio e do próprio povo capixaba. Lembro que lá, próximo onde está enterrado o Padre José de Anchieta, havia uma bela exposição de um artista local e no final do tour assisti um vídeo sobre a história do Palácio e sua restauração (momento oportuno para que os patrocinadores da obra – a Vale e a Petrobrás – pudessem ter seus nomes expostos).

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http://www.terracapixaba.com/2009/12/palacio-anchieta-vitoria.html

Após visitar os museus sergipano e capixaba, não tive como não sentir um pouquinho de inveja (no bom sentido) e pensei: “por que nós em Alagoas não podemos ter um museu assim?”

Evidentemente, não precisaríamos copiar em tudo a concepção dos museu de Sergipe (principalmente) e do Espírito Santos. Mas há algumas coisas que poderíamos nos inspirar nos exemplos dos nosso Estados irmãos.

A primeira coisa é ter um museu de alto nível, que pudesse servir de estímulo para o fortalecimento de um turismo cultural em Alagoas, que fizesse, por exemplo, que o turista que visita Maceió, em uma determinada manhã ou tarde (ou mesmo noite), deixasse de ir a uma praia e preferisse visitar o museu.

Outra coisa que me chamou a atenção em Aracaju e em Vitória foram os suntuosos prédios que abrigam os museus (parece-me que em Aracaju já funcionou uma escola e em Vitória é a sede do Governo)

A propósito, em Maceió, poderíamos fazer uso do belíssimo Palácio Floriano Peixoto (dos Martírios), que, aliás, já é um museu!

Para quem ainda não sabe (suponho que muitos desavisados ainda não saibam!), o classudo e tombado Palácio Floriano Peixoto não mais abriga a sede do Executivo Estadual, situação que perdurou entre os anos de 1902 e 2006, ano em que foi inaugurado o Palácio República dos Palmares, de estilo moderno.

A partir de então, o Palácio dos Martírios (denominação herdada do nome da praça, que recebeu este apelido pela igreja lá situada) passou a abrigar a Secretaria Estadual de Cultura e o Museu Palácio Floriano Peixoto.

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Acima, a nova sede do Governo de Alagoas: Palácio República dos Palmares

Abaixo, o Palácio Museu Floriano Peixoto:

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Sobre este museu:

Quem disse que férias não é tempo de agregar conhecimento? Muito pelo contrário. É durante as férias que muitos curiosos, entre turistas e residentes, aproveitam para conhecer um pouco da história do nosso Estado. Uma dos espaços mais procurados é o Museu Palácio Floriano Peixoto (Mupa), que se destaca por estar no Centro da capital e ser antiga sede do Palácio do Governo. O Mupa foi palco de grandes decisões políticas e integra o conjunto arquitetônico dos Martírios, tombado pelo Patrimônio Estadual no ano de 2000. No local, as visitas são mediadas por monitores que apresentam todo o acervo e os espaços, fazendo o paralelo com momentos importantes da história de Alagoas e resgatando a memória histórico-social alagoana, em sua várias fases.  O acervo do museu é constituído de ricas coleções de cristais, pratarias, objetos decorativos, móveis antigos e quadros de pintores alagoanos, como Luiz Silva, Miguel Torres, Lourenço Peixoto e Rosalvo Ribeiro, deste último, a maior coleção, com 21 obras. O museu também abriga memoriais dos alagoanos Lêdo Ivo e Aurélio Buarque de Holanda. (…)  O Mupa está localizado na Praça Marechal Floriano Peixoto, Centro, e fica aberto para visitações de terça a sexta-feira, das 9h às 16h. Grupos de turistas e estudantes podem agendar a visitação através do telefone (82) 3315-7874 ou pelo e-mail mupa.alagoas@gmail.com . A entrada é gratuita.” (fonte: http://www.agenciaalagoas.al.gov.br/noticia/item/179-museu-palacio-e-uma-opcao-de-lazer-e-cultura-nas-ferias)

Para ser sincero, o Museu Palácio Floriano Peixoto, apesar de seus méritos (belo prédio, acervo mobiliário relevante, quadros de Rosalvo Ribeiro, dois razoáveis memoriais, etc.), poderia melhorar consideravelmente (o que é bom pode ser tornar ótimo).

Na verdade, o que ousamos é ter um museu de alto nível, que despertasse o interesse dos turistas que visitassem Alagoas, e, especialmente, que servisse de referência cultural para os alagoanos.

Abaixo, algumas sugestões para aperfeiçoamento do Museu Palácio Floriano Peixoto:

  1. AUMENTAR (OU MELHOR, REDIFINIR) A AMPLITUDE TEMÁTICA DO MUSEU, QUE AO INVÉS DE SER UM MUSEU CUJO PRINCIPAL PERSONAGEM É O PRÓPRIO PRÉDIO DO PALÁCIO, PASSASSE A CONTEMPLAR A CULTURA, A HISTÓRIA E A GENTE DE ALAGOAS;
  2. ADOTAR UM MODELO PROFISSIONAL DE GESTÃO DO MUSEU, QUE PERMITISSE QUE TÉCNICOS ESPECIALIZADOS COM EXPERIÊNCIA COMPROVADA PUDESSEM CONDUZIR OS PROJETOS DO MUSEU SEGUINDO OS PARÂMETROS DOS GRANDES MUSEUS DO PAÍS E DO MUNDO (AO INVÉS DE SEREM GERIDOS POR POLÍTICOS E SERVIDORES BUROCRÁTICOS, QUE AINDA QUE BEM INTENCIONADOS, SÃO AMADORES NESTAS QUESTÕES);
  3. ADOTAR UM ESTILO INTERATIVO DE MUSEU, QUE PERMITISSE QUE O VISITANTE PUDESSE REALIZAR ATIVIDADES (JOGOS, SITUAÇÕES QUE DEPENDAM DE UMA ESCOLHA DO VISITANTE, ETC) E TER ACESSO A EXPERIÊNCIAS SENSORIAIS (VISUAIS, AUDITIVAS, ETC);
  4. CRIAR UMA SALA PARA PROJEÇÃO DE UM VÍDEO DE ALTA QUALIDADE QUE, AINDA QUE CURTO (CERCA DE 10 MINUTOS), PERMITISSE QUE TODOS OS VISITANTES PUDESSEM CONHECER A A HISTÓRIA E SABER ALGO SOBRE A CULTURA DE ALAGOAS, DESTACANDO NOSSO FOLCLORE, PERSONALIDADES, CARACTERÍSTICAS DO POVO ALAGOANO, ETC.;
  5. CRIAR UMA SALA SOBRE OS ALAGOANOS QUE TIVERAM DESTAQUE NACIONAL E INTERNACIONAL. NESTE CASO, ALÉM DAS EXPOSIÇÕES PERMANENTES (QUE DESTACARIAM TODOS OS GRANDES ALAGOANOS), A CADA ANO, PODERIAM SER ESCOLHIDOS ALGUNS PARA QUE INSPIRASSEM EXPOSIÇÕES TEMPORÁRIAS;
  6. DISPONIBILIZAR ÁREA PARA ESTACIONAMENTO, QUE PERMITISSE QUE OS ÔNIBUS DE TURISTAS POSSAM PARAR E QUE TODOS QUE VENHAM DE CARRO POSSAM DEIXAR SEUS VEÍCULOS COM SEGURANÇA E SEM QUE TENHAM QUE REALIZAR LONGOS DESLOCAMENTOS ATÉ O MUSEU;
  7. INSTALAR UMA PEQUENA BIBLIOTECA E LIVRARIA ESPECIALIZADAS EM LIVROS SOBRE ALAGOAS. ESTES ESPAÇOS SERIAM TAMBÉM UTILIZADOS POR PESSOAS QUE QUEIRAM PESQUISAR ALGO SOBRE ALAGOAS;
  8. INSTALAR UMA LOJINHA PARA VENDA DE PRODUTOS ALAGOANOS (CD´S, QUADROS, CAMISAS, ARTESANATO, ETC);
  9. INSTALAR UM CAFÉ DE ALTO NÍVEL COM ACESSO ATRAVÉS DA ÁREA EXTERNA DO MUSEU, PARA QUE OS VISITANTES PUDESSEM LÁ RELAXAR E AQUELES QUE ESTÃO NO CENTRO DA CIDADE TIVESSEM UMA OPÇÃO DE LAZER (SEM QUE TENHAM NECESSARIAMENTE QUE ENTRAR NO MUSEU);
  10. INSTALAR UM PEQUENO AUDITÓRIO (50 LUGARES) ONDE PUDESSEM SER REALIZADOS ENCONTROS, DEBATES, AULAS, LANÇAMENTOS DE LIVROS, E OUTRAS INICIATIVAS CULTURAIS QUE TRATASSEM DAS COISAS DE ALAGOAS;
  11. REALIZAR APRESENTAÇÕES ARTÍSTICAS (MÚSICA, DANÇA, TEATRO, FOLCLORE, ETC.) NA ÁREA EXTERNA DO MUSEU;
  12. PREVER QUE O MUSEU ESTEJA ABERTO TAMBÉM NOS FINAIS DE SEMANA, TENDO EM VISTA QUE SÃO NESTES DIAS QUE OS ALAGOANOS MAIS PRECISAM DE OPÇÕES DE LAZER, PASSANDO A TER UMA OPÇÃO PARA FUGIR DO ESQUEMA PRAIA-SHOPPING;
  13. DEFINIR PARCERIAS COM A INICIATIVA PRIVADA PARA QUE AS ATIVIDADES ACIMA POSSAM SER FINANCIADAS. NESTE SENTIDO, PERGUNTO: ONDE ESTÃO AS GRANDES EMPRESAS DE ALAGOAS? ESTA SERIA UMA ÓTIMA OPORTUNIDADE PARA INVESTIMENTO EM CULTURA;
  14. DEFINIR PARCERIAS CULTURAIS COM INSTITUIÇÕES COMO UNIVERSIDADES, QUE PODERIAM DAR UMA CONTRIBUIÇÃO INESTIMÁVEL;
  15. DEFINIR PROGRAMA DE CIDADÃOS APOIADORES DO MUSEU (SE HÁ A FIGURA DO SÓCIO-TORCEDOR PARA APOIAR TIME DE FUTEBOL, POR QUE NÃO FAZER ALGO PARECIDO PARA APOIAR UM MUSEU?).

Estas são apenas algumas ideias apresentadas de forma apressada. Em 2017, Alagoas completa 200 anos. Momento mais oportuno para este projeto ir a frente talvez não haja. Sei que você também pode contribuir de alguma forma para levar esta iniciativa adiante. Dê sua sugestão. Façamos deste museu a casa de Alagoas. Ganharão todos com isto.

 

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