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Em 2017, Alagoas comemora 200 anos de Emancipação Política, oportunidade ímpar para a sociedade refletir sobre seu passado, presente e futuro. Neste contexto, como seria importante que os alagoanos começassem a se interessar e a investigar mais sobre seus conterrâneos que deixaram valiosos legados nas mais diferentes áreas!

Ontem, ao assistir o documentário “O universo Graciliano”, de Sylvio Back (2013), vi diversos depoimentos sobre a vida do Mestre Graça. Dentre estes testemunhos, chamou-me a atenção a riqueza de detalhes das informações passadas pelo jornalista/historiador alagoano Ivan Barros.

Ao pesquisar na internet, vi que Ivan Barros também é Promotor de Justiça aposentado e membro da Academia Alagoana de Letras, possuindo uma vasta produção literária, tendo publicado 29 livros. Destes, vários foram dedicados a biografar ou a analisar a trajetória de pessoas ilustres, como Olga Benário, Roberto Lyra e o Papa Francisco.

Todavia, as grandes contribuições de Ivan Barros no campo das letras dizem respeito às pesquisas que realizou sobre grandes alagoanos, em geral, pessoas com as quais manteve algum contato.

Neste sentido, Ivan Barros escreveu a biografia de Pontes de Miranda, com quem conviveu no Rio de Janeiro, tendo sido o responsável por trazer o grande jurisconsulto de volta a Alagoas depois de 50 anos de ausência; biografou várias pessoas com relação intensa com a sua Palmeira dos Índios, como o Padre Macedo (fundador do jornal O Índio), Adalberon Lins (escritor) e Graciliano Ramos (que foi prefeito da cidade), tendo, inclusive, escrito três distintas obras sobre o Mestre Graça. Escreveu ainda biografia de Divaldo Suruagy, com quem manteve uma amizade por muitos anos, e de Carlos Guido Ferrário Lobo, destacado promotor de Justiça e que chefiou por muitos anos o Ministério Público alagoano, instituição da qual Ivan Barros fez parte.

As obras em questão são:

a)  Pontes de Miranda: “Pontes de Miranda, o jurisconsulto: subsídios biográficos

b) Graciliano Ramos:”Roteiro sentimental em Palmeira dos Índios“, “Graciliano Ramos era assim” e “Graciliano Ramos – o prefeito que virou best-seller“;

c) Padre Macedo: “As sementes do Padre Macedo“;

d) Adalberon Lins: “No Solar das Letras: biografia de Aldaberon Lins e Discurso de Posse na AAL

e) Carlos Ferrário Lobo: “O homem de terno branco – biografia do Dr. Carlos Ferrário Lobo“;

f) Divaldo Suruagy: “Divaldo Suruagy: vida e obra de um estadista“.

Segundo o ABC de Alagoas, as obras de Ivan Barros são:

Palmeira dos Índios – Terra & Gente, São Paulo: Imprensa Metodista, 1969; Reportagens: Assuntos Jurídicos, Maceió: SERGASA, 1976; O Direito Morreu? Discurso aos Colegas Bachareis, São Joaquim da Barra/SP, Leggis Summa, 1977; Eutanásia: O Direito de Matar, São Paulo: Editora Metodista, 1978; Roteiro Sentimental de Graciliano Ramos em Palmeira dos Índios, Maceió: SEC, 1978; Pontes de Miranda, o Jurisconsulto: Subsídios Biográficos, Brasília: Gráfica Valci Editora, 1981; Como Salvar o Município. Estudos de Direito Municipal. Maceió: Grafitex, 1983; Graciliano Ramos Era Assim (Biografia e Depoimento), Maceió: SEC, SERGASA, 1984; O Homem do Terno Branco, Biografia do Dr. Carlos Ferrário Lobo, Brasília: Senado Federal, 1991; No Solar das Letras: Biografia de Aldaberon Lins e Discurso de Posse na AAL, Maceió: SERGASA, 2004; Abrindo a Janela do Tempo, Maceió: Gráfica Graciliano Ramos, 2006. Eutanásia – O Assassinato, Recife: Edições Bagaço, 2008; Graciliano Ramos – O Prefeito que Virou Best-Seller, Recife: Edições Bagaço, 2011; As Sementes do Padre Macedo, Recife: Edições Bagaço, 2011; A Maconha e a Lei, Recife: Edições Bagaço, 2011; Etnia Tribal Xucuru, Recife: Edições Bagaço, 2012; Mitos do Sertão, Recife: Edições Bagaço, 2012; Poemas Largados à Toa, Recife: Edições Bagaço, 2012; Memórias de Um Promotor de Justiça, Palmeira dos Índios, Ed. do autor, 2012; Roberto Lyra O Êmulo de Beccaria, Recife: Ed. do Autor, 2012; Crônicas do Meio Dia, Recife: Do Autor, 2012; Nos Meus Tempos… História da Imprensa Palmeirense, Minha Contribuição à Literatura e à Cultura, Recife:E d. do autor, 2013; Francisco, O Papa dos Pobres, Recife: Ed. do autor, 2014; Colaborou em: Jornal de Alagoas, Gazeta de Alagoas, Jornal de Hoje, Correio de Maceió: Diário de Alagoas e Tribuna de Alagoas.” (fonte: http://www.abcdasalagoas.com.br/verbetes/index/B/page:19)

Sobre Ivan Barros:

IVAN BEZERRA DE BARROS nasceu em Palmeira dos Índios, em 24 de Outubro de 1943. Filho de LUIZ Vieira de Barros e Maria José Bezerra. Estudou no Externato Santa Terezinha e no Colégio Pio XII. Fez o supletivo no Colégio Estadual Amaro Cavalcanti, no Rio de Janeiro. Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas do Rio de Janeiro (1977). Ingressou no Ministério Público, em Alagoas, em 1977, como Adjunto de Promotor de várias cidades alagoanas. Em 1967, foi eleito vereador de Palmeira dos Índios, pelo MDB. Nas eleições de 1971, foi candidato a deputado estadual, sendo o mais votado no município, porém só obteve a 1ª. Suplência. Na área jornalística, foi redator-chefe do jornal Hoje (Maceió e Rio de Janeiro, entre os anos 1971 a 1978); repórter da revista Manchete, colaborador da revista Fatos e Fotos; editor do jornal Luta Democrática; editor da Tribuna do Sertão. Destaca-se como membro efetivo da Academia Alagoana de Letras (Cadeira Nº39); sócio da Academia Brasileira de Imprensa e da Academia Alagoana de Imprensa; e, ainda, sócio fundador da Academia Palmeirense de Letras, Ciências e Artes (Cadeira Nº04)”. (fonte: http://apalca.com.br/academicos/ivan-barros/)

Para aqueles que queiram saber um pouco mais sobre a trajetória deste grande alagoano de Palmeira dos Índios, segue o link que traz o discurso de Ivan Barros quando do lançamento da biografia de Divaldo Suruagy:

http://www.tribunadosertao.com.br/2015/11/discurso-escritor-ivan-barros-lancamento-livro-divaldo-suruagy-vida-e-obra-de-um-estadista/

Por sua vez, quem quiser assistir os importantes depoimentos de Ivan Barros sobre a vida de Graciliano Ramos:

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